Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Brasileiros preferem bons salários e estabilidade do que home office e jornada reduzida, aponta CNI

Pesquisa aponta que benefícios tradicionais seguem guiando as decisões de carreira a médio e longo prazo

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Profissionais brasileiros valorizam mais salários altos, estabilidade e perspectivas de crescimento na carreira do que trabalho remoto e jornada reduzida. É o que revela a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: futuro profissional, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O levantamento investigou quais características os trabalhadores consideram mais importantes para a ocupação que desejam exercer nos próximos cinco anos. Entre os principais diferenciais apontados estão: 

  • salário mais alto (28,7%);
  • estabilidade no emprego (22,4%);
  • perspectiva de crescimento profissional (20,1%);
  • flexibilidade de horário (19,3%);
  • possibilidade de trabalhar de casa/home office (15,9%);
  • jornada reduzida (9,8%).

Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, fatores tradicionalmente associados à segurança profissional continuam orientando as escolhas dos trabalhadores

“Apesar do crescimento da discussão sobre benefícios não pecuniários — como home office e teletrabalho —, os elementos mais tradicionais continuam sendo valorizados e orientando o trabalhador na consolidação de seus planos de carreira a médio e longo prazo”, afirma.

Principais obstáculos

A pesquisa também identificou as principais barreiras percebidas pelos brasileiros para alcançar a profissão desejada. Entre elas, destacam-se: 

  • necessidade de cuidar de familiares (16,1%);
  • falta de formação ou qualificação exigida pelo mercado (12,7%);
  • falta de informação sobre vagas disponíveis (11,9%);
  • discriminação por parte dos empregadores (8,3%).

Para Perdigão, esses fatores contribuem para aumentar a insegurança em relação ao futuro profissional. “Esses elementos fazem com que o trabalhador tenha dúvidas sobre a concretização de seus sonhos e aspirações, o que acaba levando o trabalhador a se ver em uma situação de incerteza, quando pensa no médio e longo prazo”, ressalta.

Futuro profissional incerto

De acordo com o levantamento, 43% dos brasileiros não sabem dizer em qual profissão estarão trabalhando daqui a cinco anos. A insegurança é ainda maior entre os trabalhadores mais velhos

Segundo a especialista da CNI, as rápidas transformações tecnológicas — especialmente o avanço da inteligência artificial — ajudam a explicar esse cenário

“Existe uma grande incerteza sobre como as profissões vão responder a essas mudanças. Essa percepção de mudança iminente leva o trabalhador a olhar para a sua trajetória profissional e questionar como ele deve prosseguir”, avalia. 

Entre os entrevistados que conseguiram projetar o futuro, 13,9% afirmaram que pretendem ter o próprio negócio, principalmente em atividades ligadas ao comércio varejista e ao setor de serviços, como salões de beleza, bares e restaurantes. 

Emprego formal continua sendo preferência 

A pesquisa integra uma série de três levantamentos realizados pela CNI para compreender como os brasileiros avaliam sua situação profissional atual, sua capacidade de adaptação às transformações do mercado de trabalho e suas expectativas para o futuro. Os resultados anteriores da série Retratos da Sociedade Brasileira também foram divulgados no Brasil61.com.

Um dos estudos mostra que mais de um terço dos trabalhadores ocupados que procuraram emprego no mês anterior à pesquisa consideram o emprego formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a opção mais atrativa. 

A preferência é ainda mais forte entre os jovens de 25 a 34 anos, faixa em que 41,4% dos entrevistados apontaram a carteira assinada como a modalidade mais desejada.

A brasiliense Gabriela Vale, de 29 anos, representa esse perfil identificado pela pesquisa. Em 2024, ela trabalhava remotamente em uma assessoria de comunicação. Em maio deste ano, porém, decidiu trocar o home office por uma vaga presencial com carteira assinada. 

“O salário seria pouca coisa maior do que eu estava recebendo, mas teria os benefícios da CLT, que, para mim, são atrativos maravilhosos. Apesar de ser um trabalho 100% presencial, só pelo fato de ter os benefícios da CLT e ganhar um pouco a mais, eu optei por aceitar essa oportunidade”, relata.

Para Claudia Perdigão, o resultado demonstra que o modelo formal de contratação continua sendo altamente valorizado pelos brasileiros. “Mesmo em um cenário de novas modalidades de trabalho, em que a flexibilidade também se torna uma moeda de troca, o conjunto de benefícios tradicionais são valorizados e acabam sendo associados ao emprego com carteira assinada”, afirma.

Habilidades digitais ainda são desafio 

Em relação à maturidade digital da população, a pesquisa aponta que 54% dos brasileiros apresentam domínio alto ou médio-alto de habilidades digitais. No entanto, esse percentual cai para 44,5% quando consideradas competências mais complexas, como o uso de inteligência artificial, planilhas eletrônicas e configurações de computadores, aplicativos e programas

“Os resultados revelam um cenário marcado por contrastes: de um lado, trabalhadores satisfeitos com suas ocupações e pouco dispostos a mudar de emprego; de outro, um ambiente de rápidas mudanças tecnológicas que gera incertezas sobre os próximos passos da trajetória profissional”, conclui a economista.

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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