Foto: Divulgação/Brasil Mineral
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Familiares de vítimas participam da Exposibram

Representantes dos familiares das 272 vítimas fatais da tragédia vão pedir mudanças nas leis minerárias

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A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão-Brumadinho (AVABRUM) apresenta, durante 28 a 31 de agosto, na Exposibram 2023, em Belém (PA), as consequências do crime da Vale em Brumadinho (MG). Representantes dos familiares das 272 vítimas fatais da tragédia vão pedir mudanças nas leis minerárias “para que a vida – e não o lucro - seja priorizada”.

Segundo a Avabrum, quatro anos e sete meses após o rompimento da barragem, o julgamento dos responsáveis pelo crime ainda não aconteceu e os familiares pedem para que a Justiça se faça com mais celeridade. Apenas em 24 de janeiro deste ano a Justiça Federal acatou a denúncia do Ministério Público, e tornou réus a Vale, a Tüv Sud e mais 16 pessoas físicas pelo rompimento da barragem. Além disso, os familiares aguardam o Encontro de Maria de Lurdes Bueno, Nathália Araújo e Tiago Silva, as três vítimas que ainda não foram localizadas, além de lutar pela Memória da tragédia, “para que ela não caia no esquecimento e não se repita”.

Maria Regina da Silva, que integra a diretoria da AVABRUM e estará na Exposibram, diz que a ação dos familiares na feira é muito importante para fortalecer a luta pela não repetição do crime. Ela era mãe de Priscila Elen Silva, que trabalhava na Vale como técnica em manutenção. “A gente gostaria de mostrar em todos os lugares onde existe uma barragem como foi à destruição e o mal que o crime da Vale em Brumadinho causou às famílias, aos trabalhadores e à comunidade”, afirma. Para Jacira Francisca Costa, que também integra da diretoria da AVABRUM, é relevante a presença dos familiares das vítimas da barragem de Brumadinho na Exposibram: “Vamos mostrar os contras da mineração, pois a falta de cuidado, de prevenção e a ganância mataram 272 pessoas em Minas Gerais. Queremos justiça para esse crime cruel, covarde, e que ele não caia no esquecimento”, diz a mãe de Thiago Mateus Costa, que era mecânico na barragem da Vale. “Se a gente tivesse se perguntado mais quando aconteceu em Mariana, e até mesmo exigido que a empresa nos explicasse o ocorrido, talvez hoje não estivéssemos com o peso tão grande dessa perda horrível”, acrescenta Maria Regina, se referindo à barragem do Fundão, que rompeu em novembro de 2015 e matou 19 pessoas na cidade de Mariana, também em Minas Gerais.

A Exposibram é uma das principais feiras de mineração da América Latina e esta é a quarta edição que conta com a presença dos familiares das vítimas da tragédia-crime de Brumadinho. No estande da AVABRUM, eles estarão disponíveis para conversar com os visitantes sobre tudo o que vivem desde 25 de janeiro de 2019, quando ocorreu o rompimento da barragem. Estarão expostas as 272 fotos das vítimas que morreram, cartazes, livros, revistas, matérias de jornais e vídeos. No espaço, também serão distribuídos flyers de conscientização e com história da organização e botons. O evento é realizado anualmente pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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