O ciclo virtuoso da indústria de fertilizantes

O fosfogesso é uma especialidade obtida dentro do processo de fabricação de fertilizantes a partir do beneficiamento de rocha fosfatada

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Por Christian Pereira * 

O fosfogesso é uma especialidade obtida dentro do processo de fabricação de fertilizantes a partir do beneficiamento de rocha fosfatada. Por muito tempo, o produto foi considerado apenas um rejeito, mas hoje já se sabe das inúmeras possibilidades de aplicação, notadamente na agricultura e na indústria.

Durante o encontro anual da IFA (Associação Internacional de Fertilizantes), a Mosaic Fertilizantes, em sua posição de maior produtora de gesso agrícola do Brasil, apresentou sua estratégia para explorar as potencialidades do fosfogesso. Na agricultura, pode ser usado para inúmeras finalidades, como fonte de cálcio e condicionador do solo –nesse último caso se mostrando bastante benéfico nos campos do Cerrado brasileiro. 

Entre os benefícios gerados para lavoura, o gesso agrícola favorece o aprofundamento das raízes ao suprir o solo com cálcio e reduz a toxidez do alumínio nas camadas mais profundas. Dessa maneira, o aumento do volume do solo explorado pelas raízes resulta em maior quantidade de água disponível para as plantas, diminuindo as perdas ocasionadas pelos veranicos cada vez mais intensos e frequentes no nosso país. 

Estudos apontam que o fosfogesso contribui para aumento de produtividade de 7% na cana-de-açúcar, de 6% no milho, de 5% na soja e de 50% em pastagens. Além disso, melhora a disponibilidade de água no solo em mais de 50% e contribui para a redução das emissões de CO2, pois permite um maior sequestro de carbono na terra. 

Podemos dizer, portanto, que o uso do fosfogesso possui direta ligação com o fornecimento de insumos para aumentar a resiliência climática das plantas, promovendo assim a adaptação da agricultura à mudança do clima e contribuindo com Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 2 – Fome Zero – da Agenda 2030 da ONU. 

Quando pensamos no Brasil, o nutriente colabora para que o país avance em compromissos climáticos, entre eles a implementação de sistemas agropecuários sustentáveis, do Plano ABC de Agricultura de Baixo Carbono, do Ministério da Agricultura, cuja meta é aumentar em 60 milhões de hectares a área coberta por essas práticas: recuperação de pastagens degradadas; sistemas integrados; sistemas agroflorestais; sistema plantio direto; florestas plantadas; restauração da vegetação nativa. 

Além dos ganhos para o produtor rural, a agricultura brasileira e a sustentabilidade, também não podemos esquecer que, ao tratar o fosfogesso como uma especialidade e um negócio dentro da Mosaic Fertilizantes, geramos novas oportunidades de trabalho em Uberaba (MG) e Cajati (SP), empregando mais de 300 pessoas direta e indiretamente. 

E ao vender praticamente todo o gesso produzido, tornamos nossa produção ainda mais sustentável em relação à destinação desse produto. Ao mudar nossa forma de olhar para nossos processos produtivos e para o uso de matérias-primas, orientamos que todos os funcionários desenvolvam ações para tornar realidade nossa missão de ajudar o mundo a cultivar os alimentos de que necessita. 


* Christian Pereira é Diretor de Marketing da Mosaic Fertilizantes

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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