Terras raras: Projeto em Goiás fornecerá 13% do que a China produz

Números ressaltam o status do empreendimento como um ativo de terras raras pesadas de alta qualidade, projetado para fornecer produção anual significativa de disprósio e térbio

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A Aclara Resources Inc. divulgou os resultados da análise econômica preliminar atualizada da empresa (PEA) em seu projeto de argila de adsorção iônica hospedada em regolito, conhecido como Módulo Carina e localizado no Estado de Goiás. O relatório técnico intitulado “Atualização da Avaliação Econômica Preliminar - Projeto de Elemento de Terra Rara Carina – Nova Roma, Goiás, Brasil” foi preparado de acordo com o Instrumento Nacional 43-101 - Padrões de Divulgação para Projetos Minerais pela GE21 Consultoria Mineral. 

O documento confirma a estimativa atualizada dos recursos minerais iniciais (MRE) da Aclara para o projeto e não há diferenças materiais nos recursos minerais ou resultados da avaliação econômica preliminar conforme descrito no Relatório e os resultados divulgados no Comunicado à Imprensa de agosto de 2024. “O PEA destaca o notável potencial econômico do Módulo Carina, com um status VPL pós-impostos de US$ 1,5 bilhão com base na previsão de preço do caso base e US$ 2,2 bilhões ao considerar a previsão de preço de incentivo. Esses números ressaltam o status do empreendimento como um ativo de terras raras pesadas de alta qualidade, projetado para fornecer produção anual significativa de disprósio e térbio, representando aproximadamente 13% da produção oficial da China em 2023”, disse Ramón Barua, CEO da Aclara Resources. 

Para o executivo, a perspectiva de médio a longo prazo para elementos de terras raras, particularmente terras raras pesadas, permanece forte devido a sua escassez global. “O aumento das regulamentações internacionais está aprimorando o desenvolvimento de cadeias de suprimentos alternativas além da China, e a previsão de preço de incentivo da Argus indica potencial de alta substancial para terras raras em resposta para demanda futura. Nosso foco agora é acelerar o caminho para a produção antecipada. Assinamos recentemente um Memorando de Entendimento com o Estado de Goiás e o Município de Nova Roma como um meio de acelerar o processo de licenciamento e facilitar a rápida implementação do Módulo Carina, com o objetivo de iniciar a produção entre 2027 e 2028”. 

Uma análise de sensibilidade foi realizada para avaliar o impacto no VPL por meio da variação do preço da cesta, taxa de desconto, CAPEX, OPEX e taxas de recuperação metalúrgica. A taxa de desconto foi avaliada variando seu valor de 4% a 12%, enquanto os atributos restantes foram avaliados com variações de valores entre de 80% a 120%. O projeto é baseado em técnicas-padrão de extração a céu aberto usando escavadeiras hidráulicas convencionais e caminhões de transporte de carga útil de 44t para extrair e entregar as argilas para a planta de processamento. A planta de processamento foi localizada perto do centro de massa da operação de mineração, para minimizar a distância total de transporte ao longo da vida útil da mina. Dada a natureza friável das argilas e a profundidade rasa das zonas de extração, nenhuma técnica agressiva ou intensiva em energia, como perfuração e detonação, é necessária para extrair as argilas dos poços. 

Os recursos minerais do Módulo Carina foram estimados, usando os resultados obtidos de 283 furos de perfuração de trado (2.101 m), 80 furos de circulação reversa (2.003 m) e 3.789 amostras. O Módulo Carina é estimado conter 297,6 milhões de toneladas na categoria de recurso mineral inferido @ 1.452 ppm TREO, contendo um grau médio de Dy e Tb de 39 ppm e 6 ppm, respectivamente. 

A planta de processamento terá uma taxa média de produção de 4.736 t/ano de REO (Óxidos de Terras Raras) dentro dos concentrados. Quaisquer impurezas indesejadas, como alumínio e cálcio, que forem extraídas das argilas durante o processo de troca iônica são removidas de forma semelhante por meio de um processo de precipitação e, em seguida, recombinadas com as argilas lavadas antes de serem transportadas para uma instalação de armazenamento de empilhamento a seco durante os primeiros cinco anos de vida útil da mina. A partir do ano seis, as argilas lavadas serão recarregadas nas zonas de extração mineradas para iniciar o processo de fechamento da mina. 

Um sistema de recuperação de água integrado à planta de processo limpa e regenera os licores de processo restantes para que possam ser reintroduzidos na alimentação. A água tratada é reutilizada em um circuito fechado para reduzir o consumo de água, evitando assim a liberação de água de processo no meio ambiente. Isso permite que a planta de processo opere com o mínimo de água de reposição e permite que os principais reagentes sejam regenerados e reutilizados dentro da planta de processo.

Segundo a Aclara, antes que as argilas estéreis saiam da planta de processo, elas são lavadas com água limpa em filtros-prensa de placas e quadros padrão. Isso removerá qualquer sulfato de amônio residual das argilas antes que sejam devolvidas a uma instalação de empilhamento a seco ou usadas para preencher as zonas de extração para serem usadas com segurança durante a revegetação. O projeto inclui a infraestrutura necessária para fornecer água de reposição para a planta de processamento, além de energia para o local e fornecer uma rede rodoviária para atender à operação, entre outros. A energia elétrica para a planta de processamento, oficina de caminhões, escritórios administrativos e outras instalações será fornecida pela concessionária nacional de energia por meio de linhas de transmissão de energia aéreas de uma subestação localizada a aproximadamente 90 km do local do projeto.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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