Trabalhos finalistas destacam iniciativas que transformam territórios mineradores

Com projetos voltados à saúde, cultura, inclusão, geração de renda e relacionamento comunitário, segunda edição do prêmio reconhece iniciativas que fortalecem vínculos entre mineração e sociedade; vencedores serão conhecidos no dia 17 de junho, durante o 11º Mineração & Comunidades, em Belo Horizonte

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A Brasil Mineral anuncia os finalistas do 2º Prêmio Mineração & Comunidades, iniciativa criada para reconhecer e valorizar projetos que vêm gerando impacto positivo nas comunidades do entorno de operações minerárias em todo o país. A premiação integra a programação do 11º Mineração &X Comunidades, que será realizado nos dias 16 e 17 de junho, em Belo Horizonte (MG), ocasião em que serão revelados os vencedores de cada categoria.

Mais do que premiar boas práticas, a iniciativa lança luz sobre experiências concretas que mostram como o setor mineral vem ampliando seu diálogo com os territórios onde atua — promovendo desenvolvimento, inclusão, preservação cultural, saúde, educação e fortalecimento comunitário.

Nesta edição, os trabalhos foram avaliados por um corpo de jurados formado por Maria Amélia Enríquez, Vânia Andrade, Arão Portugal, Débora Tocci e Maria José Salum — profissionais com trajetória reconhecida nas áreas de mineração, sustentabilidade, meio ambiente, responsabilidade social e relacionamento com comunidades. Reunindo experiências complementares do setor mineral, da academia e da gestão socioambiental, o grupo conduziu um processo criterioso de avaliação, considerando inovação, impacto social, engajamento comunitário, resultados alcançados e potencial de replicação das iniciativas inscritas. A diversidade de perfis e o rigor técnico empregados na análise reforçam a relevância do prêmio como vitrine das práticas mais transformadoras desenvolvidas pela mineração brasileira nos territórios onde atua. 

Ao todo, são cinco categorias, com três finalistas cada. Conheça os projetos selecionados:

Projetos de Responsabilidade Socioambiental Participativa

  • Biofossas: um projeto de saneamento que une saúde e sustentabilidade — Galvani. Desenvolvido em escolas públicas do entorno da operação Angico dos Dias (BA), o projeto implanta sistemas descentralizados de tratamento de esgoto. A solução alia saneamento rural, educação ambiental e melhoria da saúde pública, com forte potencial de replicação.
  • Programa Saúde na Roça — CMOC Brasil. Voltado a comunidades rurais de Catalão e Ouvidor (GO), o projeto leva atendimento médico e odontológico itinerante diretamente à população. A iniciativa amplia o acesso à saúde preventiva, reduz barreiras territoriais e reforça o cuidado continuado com moradores da zona rural.
  • Projeto Mel da Floresta — Votorantim Cimentos. A iniciativa transforma áreas de reserva legal em espaços produtivos para a apicultura sustentável. Além de gerar renda para famílias da região, fortalece a cadeia do mel, estimula a conservação florestal e cria um modelo de desenvolvimento integrado entre biodiversidade e economia local.

Comunicação, Relacionamento e Engajamento com Comunidades

  • AGP Clima — CBA. A iniciativa apoia municípios na construção de políticas públicas voltadas à adaptação climática. Por meio de diagnósticos, capacitação e governança colaborativa, fortalece a capacidade institucional dos territórios frente aos desafios das mudanças climáticas.
  • Mostra Avante — Grupo Avante. Criada para aproximar empresa e comunidade, a Mostra Avante abre as portas das operações minerárias por meio de experiências educativas e interativas. O projeto promove transparência, escuta ativa e uma compreensão mais ampla sobre a atividade mineral.
  • Projeto Patrulha Rural — CMOC Brasil. Com foco em infraestrutura e qualidade de vida no campo, o projeto atende demandas prioritárias das comunidades rurais vizinhas às operações da empresa. As ações fortalecem a logística local, melhoram a mobilidade e ampliam o diálogo entre empresa e território.

Desenvolvimento, Cidadania e Gestão de Renda

  • Campanha de Arrecadação de Alimentos — Mosaic. A maior ação do Programa Voluntários da empresa mobiliza empregados, parceiros e comunidades em 23 territórios. Combinando arrecadação física e digital, a campanha já soma mais de 1.400 toneladas de alimentos doados, com forte impacto social e territorial.
  • Nexa Transforma – Programa de Fortalecimento Institucional — Nexa Resources. Com foco nas organizações sociais rurais de Vazante (MG), o programa busca consolidar capacidades institucionais locais e fortalecer redes comunitárias. O projeto contribui para o desenvolvimento econômico regional e para a construção de um legado positivo no território.
  • Programa Desenvolvimento Rural — Lundin Mining Chapada. A iniciativa fortalece agricultura e pecuária em propriedades vizinhas à mina Chapada, em Goiás. Com assistência técnica e apoio financeiro, contribui para o aumento da produtividade, geração de renda e sustentabilidade econômica das famílias rurais.

Resgate e Valorização de Culturas e Tradições

  • Bordando a Paz em Serra Pelada — Vale. Por meio do bordado, o projeto promove protagonismo feminino, geração de renda e valorização da memória local em Serra Pelada (PA). A iniciativa ressignifica a história do território a partir das vivências das mulheres e fortalece vínculos comunitários.
  • Projeto Encontro de Congadas — CMOC Brasil. A iniciativa valoriza uma das mais tradicionais manifestações culturais populares de Goiás. Ao fortalecer a memória, a ancestralidade e os saberes das Congadas, o projeto contribui para a preservação do patrimônio imaterial e o fortalecimento dos vínculos comunitários.
  • Projeto Raízes – histórias, memórias e identidades afro-indígenas — Galvani. Voltado à educação antirracista e à valorização da diversidade cultural, o projeto reúne formação de educadores, oficinas e ações artísticas em escolas públicas de Irecê (BA). A proposta amplia o reconhecimento das contribuições afro-indígenas na formação do país.

Respeito e Harmonia: Equidade, Diversidade e Inclusão

  • Horta Educa — Mosaic. O programa une educação, segurança alimentar e inclusão por meio de hortas escolares acessíveis. Com eixos pedagógico e de infraestrutura, estimula aprendizagem prática, alimentação saudável e valorização do alimento desde a infância.
  • Projeto Ovos da Vila — Vale. Desenvolvido com mulheres da agricultura familiar, o projeto fomenta a avicultura de postura caipira como ferramenta de autonomia financeira e cooperativismo feminino. A iniciativa fortalece a produção local, amplia renda e promove empoderamento econômico no território.
  • Sala de Acomodação Sensorial — Mosaic. Implantada na rede pública de ensino de Uberaba (MG), a iniciativa cria um ambiente inclusivo voltado ao acolhimento de estudantes neurodivergentes e com deficiência. O espaço oferece suporte ao desenvolvimento cognitivo, motor e emocional, promovendo inclusão escolar efetiva.

Expectativa para a premiação

Os vencedores serão anunciados na tarde de 17 de junho, durante o 11º Mineração & Comunidades, encontro promovido por Brasil Mineral que reúne empresas, especialistas, lideranças comunitárias e representantes institucionais para debater os caminhos da mineração e sua relação com os territórios.

A expectativa é de mais uma edição marcada pela troca de experiências, disseminação de boas práticas e discussão qualificada sobre os desafios e oportunidades do relacionamento entre mineração e comunidades.

Participar é uma oportunidade de conhecer de perto projetos inspiradores como os finalistas desta edição — iniciativas que mostram, na prática, como a mineração pode atuar como agente de desenvolvimento territorial e transformação social.

As inscrições para o evento seguem abertas. Mais informações e programação completa estão disponíveis em mineracaoecomunidades.com.br.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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