Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Apesar de aprovar Lula, pesquisa CNT revela: aumento da violência preocupa 63,7% dos brasileiros

Maioria dos entrevistados acha que país só melhora em 2024; insegurança, desemprego e aumento dos preços estão entre maiores preocupações

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Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nessa terça-feira (16) diz que 43% dos brasileiros avaliam o governo Lula como “ótimo” ou “bom”, e outros 57% aprovam o desempenho pessoal do petista. Por outro lado, 72,8% dos participantes entendem que o país só vai melhorar a partir do ano 2024 – e 17,3% acham que “a vida melhorou” com a entrada do atual mandatário. 

Um total de 25% dos entrevistados considera o governo “negativo” e 34,8% reprovam o desempenho pessoal do presidente. 

Ao mesmo tempo, 77,7% reclamam que os preços de alimentos e bebidas estão subindo demais, 52% preocupam-se com o desemprego e 63,7% apontam a violência como principal problema do povo, atualmente.

Segundo o cientista político especializado em Economia, André César, de maneira geral o resultado do levantamento é positivo para o governo. “Poderia ser muito pior, já estamos há cinco meses do início, acabou a lua de mel, não tem mais novidade”, observou. “Portanto, é um debate árido que está acontecendo agora, em função do novo arcabouço fiscal, da reforma tributária e de outras demandas”, explicou.

Para o especialista, a popularidade do governo poderia estar pior porque ele precisa urgentemente fazer “correções de rota”. Conforme André César, a situação pode piorar no dia a dia do governo, que vai enfrentar “problemas sérios” pela frente: “Essas CPIs, em especial a do MST, eu acho que é um grande risco que o governo vai enfrentar, além de precisar de aprovar o arcabouço fiscal e outras propostas”.

Correções de rota

O cientista político destacou também, entre os aperfeiçoamentos que o governo precisa fazer, a necessidade de alinhamento interno dos membros que compõem o Ministério, que podem estar contribuindo para que a opinião pública aprove mais a imagem de Lula do que a do próprio governo que ele preside: “Tem que cometer menos erros, há barbeiragens como aconteceu no processo do Marco do Saneamento, além de brigas internas no primeiro escalão que são feitas publicamente – e que são problemas básicos de comunicação”, exemplificou.

Faro político

“A grande pergunta que eu acho que tem que ser feita é: o ‘Lula 3’, 20 anos depois do primeiro mandato de presidente, depois de ter sido preso, tem as mágoas dele, tem a tragédias pessoais dele – como a dona Marisa e também com relação ao neto – será que ele está com a mesma ‘pegada política’, o famoso ‘faro político’ que ele tinha originalmente?”, indagou o cientista político, para completar em seguida: “São questões que para mim ainda estão abertas”. 

Principais Resultados

Avaliação do Governo Lula

  • Ótimo: 14,6%
  • Bom: 28,5%
  • Regular: 28,3%
  • Ruim: 7,8%
  • Péssimo: 16,8%
  • Não sabe/Não respondeu: 4%

Aprovação pessoal de Lula

  • Aprova: 57,4%
  • Desaprova: 34,8%
  • Não sabe/Não respondeu: 7,8%

O levantamento

A pesquisa da CNT foi realizada de 11 a 14 de maio passado. De acordo com o levantamento, a maioria dos entrevistados entende que os cinco maiores desafios do atual governo estão nas áreas de saúde, economia, segurança, combate à pobreza e geração de emprego. O levantamento foi realizado de forma presencial entre os dias 11 e 14 de maio, e os resultados possuem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%.

A edição 158 traz avaliação e desempenho do governo do presidente Lula; expectativas em relação a emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança; percepção sobre as áreas em que o governo federal se sairá melhor ou pior e sobre o aumento de preços; além de regulação/controle da internet e aplicativos de mensagens, bem como sites e plataformas com mecanismos de busca.

Veja a íntegra clicando aqui.
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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