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Atuação de psicólogos na pandemia é essencial para pacientes com Covid-19 e pessoas enlutadas

Vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Anna Carolina Lo Bianco, avalia que casos de ansiedade e estresse em pacientes recuperados também podem estar associados à frustração, já que nem sempre a recuperação é rápida

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Os problemas relacionados à Covid-19 vão além das superlotações de unidades de saúde e da redução do ritmo econômico. Segundo a vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Anna Carolina Lo Bianco, os pacientes infectados com coronavírus, mesmo após a recuperação, podem sofrer com transtornos de ansiedade e até depressão.  

A especialista avalia que esse tipo de transtorno também pode estar associado a uma frustração, já que nem sempre a recuperação é rápida e efetiva, o que causa decepções nesses indivíduos.

“Dependendo da idade, o estado de imobilidade que se fica durante muito tempo, tomando medicamentos muito pesados e às vezes comprometedores do resto das funções, as pessoas ficam com uma debilidade grande pós-covid-19 e isso traz ansiedade. Isso porque eles veem que a recuperação não está se dando num ritmo que esperavam. E, essa recuperação é difícil. Também vejo que as pessoas ficam muito ansiosas e deprimidas”, pontua.

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Para Anna Carolina, a atenção às pessoas que sofrem com os efeitos da pandemia, infectado ou não, precisa ser ampla, de forma humanizada. Dessa maneira, quem passa pelos problemas se sente mais acolhido e fica menos propenso a desenvolver casos de ansiedade ou depressão. “Isso vai trazer um certo conforto. Quando o paciente se sente amparado, de certa forma, ele tem mais condição de vencer os desafios e cuidar de si”, defende.

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o médico especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Unesp e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Dr. Fabricio da Silva, afirmou que essas adversidades também afetam os familiares das vítimas do vírus, assim como pessoas que, de alguma forma, não conseguem encarar o atual quadro com mais estabilidade.

“As pessoas ficam muito mais restritas dos seus convívios sociais, dos seus hábitos e hobbies e isso também gera impacto. Assim ficam mais estressadas. Também existe um conceito do transtorno do estresse pós-traumático, bastante comum em condições graves, por exemplo, acidentes, mortes ou pandemias, como a gente está vivendo, na qual o indivíduo tem transtorno psiquiátrico sério, por consequência de uma internação ou de perda de algum familiar”, considera.

Dr. Fabricio da Silva afirmou, ainda, que percebe um trabalho mais humanizado sendo desenvolvido pelos psicólogos do que pelos psiquiatras. “Os psicólogos são muito ativos dentro das UTIs, dentro das internações, mas a psiquiatria em si ainda age pouco e acho que a sociedade brasileira de psiquiatria tem que assumir essa responsabilidade e também puxar para si esse papel de se debruçar sobre esse assunto”, avalia.

Isolamento social x distanciamento social

Com o intuito de evitar a propagação do coronavírus e, consequentemente, o aumento de pessoas infectadas, uma das principais recomendações das autoridades de saúde é manter o distanciamento social. O membro da Comissão de Saúde do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal, Marcelo Pedra, conta que essa orientação é importante, mas precisa ser interpretada de maneira a não propiciar a aparição de outros problemas como depressão, estresse ou ansiedade.

“A gente não pode falar de isolamento social, mas de distanciamento. Isso não é só um jogo de palavras. Enquanto boa parte da população brasileira não estiver vacinada, é importante que a gente tenha esse distanciamento, mas não que estejamos isolados. O isolamento para o ser humano abre uma porta traumática muito significativa. Então, é fundamental que a gente mantenha os laços, mais distantes, cumprimentando com os cotovelos, cumprimentando à distância. É fundamental que a gente mantenha a relação de pertencimento”, salienta.

Nesse sentido, o conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, Luiz Felipe Viana, destaca que algo a ser levado em consideração é o momento atual da pandemia, no qual sentir tristeza e ansiedade é normal. Além disso, ele garante que é preciso pensar que nem toda tristeza ou ansiedade nesse contexto se torna patológica. No entanto, ele afirma que quando esses quadros se tornarem extremos e acentuados, a procura por ajuda profissional é indispensável.

“Entre os sintomas que poderíamos dizer em relação a ansiedade estão palpitação, aquela sensação de coração acelerado, suor com frequência, tremor, sensação de falta de ar, desmaio, náusea entre outros. Já na depressão, há uma tristeza intensa, que não é momentânea, perca do interesse pelas atividades que a pessoa costumava fazer na sua rotina. Também mudança no hábito de alimentação”, explica.

Atendimento à família

Dados do Ministério da Saúde reunidos no Painel Covid-19 do Brasil 61 mostram que o país ultrapassou a marca de 525 mil óbitos por Covid-19 e soma mais de 18.700 milhões casos confirmados da doença. Diante desse quadro, o vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Maranhão, Eliandro Araújo, afirma que o sofrimento dos familiares dessas vítimas é algo natural.

Nesse sentido, Araújo ressalta que o atendimento de psicólogos aos parentes e amigos das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19, assim como de quem se encontra em um quadro mais grave, é fundamental. “No caso de pacientes que vêm a óbito, os familiares sofrem o impacto disso e podem ser assistidos pelo psicólogo”, diz.

“A psicologia tem um trabalho muito forte com o luto. Cada evento impacta emocionalmente de uma maneira diferente nas pessoas. É importante ter o olhar do profissional para que ele possa avaliar se aquela tristeza é momentânea ou está caminhando para se tornar um quadro de depressão, por exemplo, para que o psicólogo possa trabalhar exatamente na recuperação dessas emoções”, complementa.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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