Município de São Gabriel da Cachoeira (AM). Foto: Reprodução/Google Maps
Município de São Gabriel da Cachoeira (AM). Foto: Reprodução/Google Maps

CAIXA abre unidade temporária em São Gabriel da Cachoeira (AM) para atendimento a indígenas

Medida é parte do protocolo assinado entre o banco e o Governo Federal

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A CAIXA e o Governo Federal seguem atuando em conjunto nas ações de atendimento especializado aos povos indígenas do Amazonas e de Roraima. Na segunda-feira, 27 de fevereiro, o banco abriu uma unidade de atendimento, em local temporário, em São Gabriel da Cachoeira, município amazonense às margens do Rio Negro. As instalações definitivas, já em obras, devem ser inauguradas em julho.

Com isso, a população passa a contar com serviços bancários regulares no município, além de atendimento dos programas sociais, como o Bolsa Família. 

O empregado da CAIXA, Breno Alves, conta que era necessário, todos os meses, deslocar-se com uma equipe do banco de Manaus para São Gabriel da Cachoeira, para atender os moradores. Esse atendimento era realizado com a colaboração de funcionários do Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. "O Amazonas, como um todo, não tem estradas para todas as cidades. As nossas estradas aqui são os rios, são vias fluviais. Então, uma agência do porte da importância que a CAIXA tem para os beneficiários dos auxílios do governo, como FGTS, o próprio PIS que começou agora o pagamento, entre outras coisas -, e oferecimento de produtos bancários, isso aproxima um pouco mais a população daqui, que estava carente disso."

O horário de atendimento da unidade é das 9h às 14h (nove da manhã às duas horas da tarde) nos dias úteis. O autoatendimento, com quatro caixas eletrônicos, funciona das 8h às 18h (oito horas da manhã às seis da tarde). 

A abertura da unidade de atendimento em São Gabriel da Cachoeira vem na esteira de um protocolo de intenções firmado entre a CAIXA e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, no começo de fevereiro. 

As medidas vão beneficiar cerca de 30 mil famílias indígenas de regiões remotas, com acolhimento e orientação para recebimento do Bolsa Família, respeitando a cultura e as tradições locais, como explica a presidenta da CAIXA, Maria Rita Serrano. "Apoiar a população mais vulnerável é nossa missão. Assim como na pandemia do coronavírus mais uma vez a CAIXA e seus empregados estarão ao lado do povo brasileiro no momento em que ele mais precisa. 30 mil famílias indígenas do Amazonas e Roraima serão beneficiadas pela ação da CAIXA."

Uma dessas ações é a rota do Caminhão CAIXA, que presta os mesmos serviços de uma agência, como o atendimento aos beneficiários dos programas sociais, por exemplo. Na última segunda-feira, o veículo chegou ao município roraimense de Normandia, e está instalado em frente à prefeitura municipal, no centro da cidade. O caminhão vai ficar na cidade até o dia 10 de março.

Já a agência-barco Chico Mendes segue com o atendimento aos povos indígenas do Amazonas. Até o próximo dia 10, o barco cumprirá uma rota que passará por Tonantins, Santo Antônio do Içá e Amaturá. Na unidade, os funcionários da CAIXA realizam entrega de cartões da Poupança Social Digital CAIXA e cadastramento de senhas, além de outros serviços.

Para um atendimento mais próximo, a CAIXA fará parceria com os CRAS, prefeituras e outras entidades locais. Somado a isso, equipes da CAIXA farão visitas periódicas aos municípios desses estados. 

Para mais informações, acesse caixa.gov.br.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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