Frio. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Frio. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Chegada do inverno aumenta casos de gripes e algumas alergias

Para o infectologista Hemerson Luz, a melhor forma de se prevenir contra essas doenças é manter a cartão de vacina e uma rotina de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada

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A data de 21 de junho marca o início do inverno no Brasil. A queda nas temperaturas percebidas ao longo da estação cria um ambiente propício ao surgimento de doenças respiratórias e alergias. O infectologista Hemerson Luz afirma que, durante esse período, devem ocorrer mais casos de gripe, de Covid-19 e de algumas alergias, por exemplo. 

“O tempo frio contribui com o aumento do número de casos de doenças infecciosas respiratórias. Isso se dá porque ocorrem alterações no trato respiratório das pessoas, que diminuem as defesas. Ocorrem também os casos de rinite, sinusite ou mesmo asma. As pessoas ficam mais propensas a ficar doentes. Além disso, elas ficam mais próximas, em ambientes fechados, fugindo desse clima frio. Por isso, ocorre maior propagação de vírus e bactérias que são transmitidos pelo ar”, explica. 

Segundo o especialista, a melhor forma de se prevenir contra essas doenças é manter o cartão de vacina em dia, sobretudo com imunização contra gripe e as doses de reforço contra Covid-19, além de outras vacinas que levam em conta o cenário epidemiológico do momento, em cada região do país. 

“Temos que pensar sempre que, uma vida equilibrada também vai melhorar o sistema imunológico. Então, a dica é manter uma alimentação balanceada, dormir pelo menos oito horas por noite e evitar estresse, tanto físico quanto emocional”, destaca Luz. 

Alergias

A chegada do tempo frio também deve ser um sinal de alerta para quem sofre com determinados tipos de alergia.  Segundo o coordenador do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Pedro Bianchi Jr., entre os pacientes mais afetados estão os que sofrem com asma e rinite. 

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O especialista destaca que, em todo o mundo, a asma acomete 10% da população, enquanto a rinite, 30%. Ele explica que, durante o inverno, surgem três fatores que levam as pessoas com problemas alérgicos a terem mais crises. 

“Primeiro, que uma das principais causas de exacerbações de asma são as infecções respiratórias, principalmente as virais. Nessa época do ano, no inverno, há uma maior circulação desses vírus entre as pessoas. Uma segunda razão, é que nessa época do ano o ar tende a ficar mais seco e frio, o que provoca irritação em uma via aérea já inflamada. E a terceira está relacionada às inversões térmicas, há um ar mais poluído”, destaca.  

Confira como algumas orientações que podem ajudar evitar doenças como gripe, além de alergias, de acordo publicação do Ministério da Saúde:

  • Devemos usar umidificador, bacia com água ou toalha molhada no quarto para diminuir o ar seco;
  • Estar sempre em ambientes arejados;
  • Evitar o tabagismo; 
  • Se hidratar bastante é primordial para evitar o ressecamento das mucosas; 
  • Lavar as roupas e os cobertores que ficaram muito tempo no armário antes de usar; 
  • Manter os cuidados contra o coronavírus (lavar sempre as mãos, uso de máscaras, distanciamento social e uso de lenços descartáveis).
     
Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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