Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Covid-19: grávidas devem ser encorajadas a tomar vacina e evitar casos graves da doença, diz pesquisadora da Fiocruz

A declaração da especialista foi dada com base em resultado de pesquisa divulgada pela instituição. Brasil acumula mais de 705 mil mortes pela doença, que já teve mais de 37 milhões de casos confirmados no país

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Com 37 semanas de gestação, Vilany Pierote, de 34 anos, se viu infectada pela Covid-19. Como havia sido vacinada durante a gestação, os sintomas foram bem leves e a doença não trouxe nenhuma complicação nem para ela, nem para a bebê, que hoje já tem seis meses. “Ao finalzinho da gestação, com 37 semanas, mesmo com todos os cuidados que eu tinha, acabei pegando o Covid de novo, e graças a Deus os sintomas foram bem leves. Eu e minha bebê ficamos bem, não tive tantos sintomas, e acredito que a vacina ajudou bastante”, relatou.

Um novo estudo da Fiocruz Bahia avaliou a segurança das vacinas contra Covid-19 de plataforma de vírus inativado (CoronaVac) e de mRNA (Pfizer) durante a gravidez, analisando se a  vacinação poderia estar relacionada a problemas no nascimento do bebê na mortalidade neonatal. Mais uma vez, a ciência mostrou que a vacinação contra a Covid-19 é segura em todos os trimestres da gravidez, independente do tipo de vacina, e não aumenta o risco de resultados adversos no nascimento ou de morte dos bebês.

A pesquisadora Pilar Veras, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz e uma das principais estudiosas do trabalho, reafirma que o estudo é mais um que assegura a confiabilidade das vacinas para gestantes e seus bebês. Além disso, ela também ressalta que gestantes  que foram internadas com covid-19 tiveram maior risco de parto prematura e outros problemas na gestação.

“A importância desse estudo em atestar a segurança da vacina contra a Covid-19 para gestantes bebês vem de estudos anteriores que já mostraram que gestantes estão entre os grupos de risco para a Covid-19. Além disso, outros estudos também evidenciaram que gestantes que foram hospitalizadas por Covid têm maior risco de apresentarem partos prematuros e outros desfechos neonatais adversos. Portanto, esse estudo reforça que essas vacinas são seguras e isso deve encorajar as grávidas a tomarem as doses necessárias, reduzindo assim a chance de terem casos graves da doença”, explicou.

Casos e vacinação

Nas últimas duas edições, o boletim Infogripe da Fiocruz alertou para o crescimento de casos de Covid-19. Ao todo, no país, já foram registradas 705 mil mortes desde o início da pandemia. 

Infogripe alerta para crescimento de casos de Covid-19; cobertura vacinal da dose bivalente é de 16%

Na semana epidemiológica 38  —  que contabiliza os dados registrados de 17 a 23 de setembro  — foram 130 novos registros de mortes pela doença. No mesmo período, foram notificados quase 19 mil novos casos de Covid-19. Ao todo, o painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, mostra que foram quase 38 milhões de casos confirmados de Covid-19.

A vacinação, contudo, segue a passos lentos. Levando em conta a vacina bivalente, que promove a imunização contra algumas variantes do coronavírus além da cepa original, apenas 16,36% da população brasileira está imunizada. São mais de 29 milhões de doses aplicadas até a última atualização do vacinômetro, com dados obtidos até a última terça-feira (26).
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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