Médicos alertam sobre a necessidade de duas dose de reforço Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil
Médicos alertam sobre a necessidade de duas dose de reforço Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

Covid-19: médicos destacam importância das doses de reforço da vacina

Especialistas da saúde destacam que imunização é essencial para se proteger de quadros mais graves da doença

SalvarSalvar imagemTextoTexto para rádio

Aproximadamente 84% da população brasileira ainda não recebeu a dose adicional da vacina contra a Covid-19, seja do tipo monovalente ou bivalente. Um estudo sobre a eficácia do imunizante, publicado pela Agência Brasil, enfatiza a recomendação médica para se tomar a dose extra.

A pesquisa, realizada em Toledo, no Paraná, entre novembro de 2021 e junho de 2022 pelo Hospital Moinhos de Vento, com o apoio da Pfizer Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Paraná, a Inova Research e a Secretaria Municipal de Saúde, analisou a situação da Covid-19 em um contexto de cobertura de imunização de 90% em 4.574 participantes acima de 12 anos.

“Estamos tendo agora nesse período um surto de covid. Isso por si só era esperado. Significa que esses aumentos de casos de covid acontecem eventualmente durante o ano, assim como acontece com a influenza, dengue e outras doenças epidêmicas”, diz Darcy Albuquerque, médico tropical e integrante da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Um relatório da Agência Fiocruz, divulgado na quinta-feira (9), destaca a variação significativa dos casos de Covid-19 nos estados brasileiros. Enquanto alguns estados, como Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, testemunharam aumento nas internações relacionadas à Covid-19, outros, como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná, mostraram possíveis sinais de estabilização. Por sua vez, o Distrito Federal e o Rio de Janeiro mostraram reversão nesse crescimento.

Durante o ano de 2023, foram registrados 155.628 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desses casos, 39,2% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, sendo 32,4% relacionados ao Sars-CoV-2. Nas últimas quatro semanas, o Sars-CoV-2 foi predominante em 60% dos casos positivos.

“Uma pessoa que tem um quadro leve acaba tomando um remédio e tratando em casa, sem procurar o hospital. O caso não é notificado”, resume Darcy Albuquerque. ”Com isso, o que sobra para ser notificado obrigatoriamente são os casos mais graves”.

Conforme observa Albuquerque, os casos mais graves atualmente fazem parte do grupo de pessoas que não se vacinaram ou não fizeram o esquema completo da vacinação.

“A covid, em pessoas com um bom grau de imunização, se tornou uma doença que não evolui com frequência como acontecia no início da pandemia”, completa. O estudo divulgado pela Agência Brasil observou que a maior proteção se manifestou logo após a administração das duas doses. Porém, ao longo do tempo, essa defesa contra a infecção sintomática diminuiu. Para os pesquisadores, esse declínio é um sinal da necessidade de doses de reforço, além da adaptação das vacinas para lidar com as variantes mais recentes da Ômicron.

Os pesquisadores argumentam fortemente a favor da administração das doses de reforço da vacina contra o Sars-CoV-2 —  e reforçam a importância da vigilância contínua do comportamento da doença na população, juntamente com a evolução do vírus. Também salientam a necessidade de vacinas adaptadas com componentes específicos da variante Ômicron.
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

Baixar áudio

Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

Copiar textoCopiar o texto

Receba nossos conteúdos em primeira mão.