Jovens egressos de cursos técnicos avançam no mercado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Jovens egressos de cursos técnicos avançam no mercado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Curso técnico: 8 em 10 ex-alunos de nível médio estão empregados, de acordo com o Senai

De acordo com o levantamento realizado pelo Senai, houve aumento de 76,3% em relação ao índice registrado no estudo de 2020-2022

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O índice de ocupação profissional dos alunos com formação técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) é de 84,4%. É o que indicam os resultados da Pesquisa de Acompanhamento de Egressos do Senai 2021-2023. Isso significa que 8 a cada 10 ex-alunos do ensino técnico de nível médio da entidade estão empregados em até um ano após a conclusão do curso. O número também é 76,3% maior em relação ao índice registrado no estudo de 2020-2022.

De acordo com o superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai, Felipe Morgado, a pesquisa de “Acompanhamento de Egressos” tem como objetivo coletar informações sobre a atuação dos profissionais formados pela entidade no mercado de trabalho, para aprimorar a formação e oferecer cursos mais alinhados com as demandas do mercado.

“O Senai elabora os seus currículos, os seus perfis profissionais de acordo com a necessidade do setor produtivo e de acordo com as tecnologias que serão utilizadas nas empresas nos próximos anos. Isso faz com que o Senai tenha uma oferta alinhada à necessidade da indústria, além da capacidade que o Senai tem de ajudar os profissionais a terem atividades práticas. Isso faz com que eles consigam se destacar no mercado de trabalho”, pontua.

Segundo o levantamento, a maior demanda na indústria é de setores transversais — que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas — como os técnicos de mecânica (96,5%), alimentos (95,2%), refrigeração e climatização (94,5%) e automação industrial (93,2%).

Entre os profissionais dos cursos de graduação tecnológica do Senai, a taxa de ocupação é ainda maior: 90,8% estão empregados. Já nos cursos de aprendizagem industrial e cursos de qualificação profissional, 74,6% e 72% deles estão ocupados, respectivamente.

De acordo com Morgado, é necessário cada vez mais investir na educação profissional.

“A educação profissional no mundo inteiro está crescendo e no Brasil não é diferente. Então as empresas estão buscando profissionais qualificados para atender a sua necessidade e isso é uma oportunidade, principalmente para o jovem que está estudando no ensino médio já começar a fazer a sua formação e, ao concluir o ensino médio junto com o curso técnico, ele já tem oportunidade de começar a trabalhar”, ressalta.

O superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai ainda destaca que a qualificação faz toda diferença para quem busca uma vaga no mercado de trabalho.

“A educação profissional transforma a vida dos jovens. Ela amplia a oportunidade de conseguirem trabalho, conseguirem realizar um sonho e, principalmente de ter um incremento na sua renda. Então, eu queria destacar isso: o incremento da renda e a possibilidade de os jovens conseguirem logo uma oportunidade no mercado de trabalho. São cursos de até dois anos e rapidamente eles se destacam no mercado”, completa.

Aluno do curso técnico de mecânica de máquinas pesadas, com ênfase em máquinas agrícolas na Fatec Senai Mato Grosso, Noel Júnior atualmente trabalha como técnico mecânico trainee na empresa Iguaçu Máquinas John Deere. 

“O curso no Senai abriu muitas portas para mim. Inclusive foi através de lá que eu consegui uma boa referência para entrar na empresa Iguaçu Máquinas, e a minha perspectiva de vida mudou bastante também. Ele contribuiu muito na minha vida por causa do conhecimento em máquinas agrícolas que eu não tinha antes de iniciar esse curso. Desde elementos mecânicos até elementos de tecnologia e precisão”, diz. 

Conforme o levantamento do Senai, 91,7% das empresas preferem contratar profissionais formados pela instituição, enquanto 99,4% dos ex-alunos afirmam que indicariam os cursos da entidade a outras pessoas.

Mercado de trabalho

O Brasil vai precisar capacitar mais de 497 mil profissionais até 2025 para atuar nas oportunidades de base industrial, sendo 272 mil no nível de qualificação, 136 mil vagas no ensino técnico e 90 mil no nível superior. As áreas com maior demanda por formação são: transversais, metalmecânica, construção, logística e transporte e alimentos e bebidas. A análise foi feita pelo Observatório Nacional da Indústria, com base no Mapa de Trabalho Industrial 2022-2025.

Para a deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), a educação profissional é imprescindível para um país mais competitivo, com mão de obra qualificada e com a indústria produzindo cada vez mais e melhor. 

“Para o desenvolvimento de qualquer país é absolutamente necessária a educação profissional e tecnológica, no mundo que a gente vive hoje. Se você não prepara os estudantes com habilidades específicas, com conhecimentos técnicos, dificilmente você amplia a possibilidade do mercado de trabalho, de ele acessar o mercado de trabalho, acessar renda. E se você não tem isso, não tem crescimento econômico; você não tem competitividade, você não atende as demandas do mercado”, afirma.

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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