Foto: Freepik by Master1305
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Dia Mundial do Vitiligo busca combater o preconceito contra a condição

Caracterizada por manchas brancas ou esbranquiçadas na pele, o vitiligo não causa problemas físicos, mas especialistas destacam que o preconceito e a discriminação podem levar a efeitos psicológicos nos pacientes

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É celebrado neste sábado, dia 25 de junho, o Dia Mundial do Vitiligo, data criada para conscientizar as pessoas sobre a doença. Apesar de afetar uma pequena parcela da população mundial - cerca de apenas 1% em todo o mundo -, e não ser contagiosa, o dia se destaca pela preocupação em combater o preconceito e a discriminação contra os pacientes que têm a doença. 

A principal característica do vitiligo são as manchas que surgem na pele, originadas pela perda do pigmento. Isso acontece por causa da destruição de células que compõem a substância que dá cor à pele, chamada melanina. A principal preocupação com esses pacientes são os efeitos e transtornos psicológicos que o preconceito pode causar.

O dermatologista Caio Cesar Silva de Castro, assessor do departamento de Biologia molecular genética e imunologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia, acrescenta que não há sintomas mais graves, mas a qualidade de vida do paciente pode ter uma queda muito grande, especialmente com a diminuição da autoestima.

Ele aponta também que o mais importante no processo de conscientização e combate ao preconceito contra o vitiligo é ressaltar que a doença não é transmissível. “O principal é ficar batendo na tecla de que é não é uma doença contagiosa. E isso eu acho que é o mais importante, porque isso afeta bastante as pessoas. Porque eles ficam sendo olhados com desdém, as pessoas ficam com medo de pegar a doença. Então, acho que bater na tecla que não é contagiosa é o principal”, assinala.

Causas e tratamento

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, ainda não se sabe o que pode causar a doença nos pacientes, mas ela não pode ser transmitida de uma pessoa para a outra. O surgimento das manchas, entretanto, pode ser desencadeado ou até mesmo agravado por fatores como alterações autoimunes (quando o sistema imunológico ataca o próprio corpo), exposição solar ou condições de estresse e trauma emocional. 

Castro explica que o vitiligo pode se manifestar de duas formas em geral, que são o segmentar, que atinge apenas um lado ou uma parte do corpo e o não-segmentar, que é mais generalizado, se espalhando por toda a extensão da pele. “O vitiligo segmentar geralmente acontece em crianças ou adolescentes, ou seja, pessoas mais jovens. E ele começa de repente, ele tem um um aparecimento explosivo do dia pra noite, mas ele não tem uma tendência a aumentar. Já tem o vitiligo não-segmentar, é aquele vitiligo que pode dar no corpo inteiro, e esse é um vitiligo mais instável”, apontou. 

Por ser uma doença que não apresenta sintomas prévios, não existem formas de prevenção, por isso recomenda-se ficar atento ao aparecimento de manchas na pele. A recomendação é reforçada para aqueles que têm histórico na família, uma vez que cerca de 30% das pessoas afetadas têm parentes com a condição. O tratamento do vitiligo é feito de maneira individual, uma vez que algumas pessoas podem ter mais sensibilidade na área afetada.

O Dia Mundial do Vitiligo foi criado em 2011, um ano após a morte do cantor Michael Jackson, que sofreu uma parada cardíaca após ter uma overdose causada por remédios. O Rei do Pop, como é conhecido até hoje, tinha vitiligo e faleceu no dia 25 de junho de 2010. 
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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