Vacinação contra o HPV é arma contra o câncer do colo do útero  Foto: Portâo da Imagem: Brasil 61
Vacinação contra o HPV é arma contra o câncer do colo do útero Foto: Portâo da Imagem: Brasil 61

HPV na região genital atinge mais de 54% das mulheres que iniciaram vida sexual; aponta pesquisa

Ginecologista informa que a forma mais eficaz de prevenção contra o HPV é a vacina, capaz de evitar entre 70% e 90% dos cânceres de colo de útero

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A  taxa de infecção pelo HPV na região genital atinge 54,4% das mulheres sexualmente ativas e 41,6% dos homens no Brasil. Os números referem-se à modalidade de alto risco da doença. As informações são da pesquisa nacional sobre a doença, encomendada pelo Ministério da Saúde e conduzida através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).

A ginecologista Denise Yanasse explica que o HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. “O HPV é um vírus sexualmente transmissível. Ou seja, você pega ele através da relação sexual, e é o grande causador do câncer de colo de útero em mulheres. Ele também tem associação com outros tumores em homens e mulheres, bem como as verrugas genitais.”

Segundo a ginecologista, a forma mais eficaz de prevenção contra o HPV é a vacina, que também é capaz de evitar entre 70% e 90% dos cânceres de colo de útero. Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2023, foram aplicadas mais de 6,1 milhões de doses da vacina contra o HPV.  Esse número marca o maior índice desde 2018, que registrou 5,1 milhões de doses. Em 2022, pouco mais de 4 milhões de doses foram aplicadas.

Para aumentar a adesão à vacinação e eliminar o câncer de colo de útero como problema de saúde pública, o Ministério da Saúde adotou uma nova estratégia de vacinação contra o HPV. A partir de agora, o esquema de vacinação contra o HPV será em dose única, substituindo o antigo modelo de duas aplicações. Segundo a pasta, com essa mudança a capacidade de imunização dos estoques disponíveis no país praticamente dobra. 

O público-alvo da vacina contra o HPV é formado por:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
  • Pessoas de 15 a 45 anos de idade imunocompetentes, vítimas de violência sexual e outras condições específicas.

O Ministério da Saúde recomenda que os estados e municípios realizem busca ativa para garantir que jovens brasileiros de até 19 anos tenham acesso à vacina contra o HPV. Nessas situações, todas as pessoas dentro dessa faixa etária que não tenham recebido uma ou duas doses do imunizante no período recomendado podem receber o esquema em dose única.

Sintomas

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV geralmente aparecem entre aproximadamente 2 a 8 meses após a exposição ao vírus, embora possa levar até 20 anos para que algum sinal da infecção se manifeste. Essas manifestações tendem a ser mais comuns em gestantes e em pessoas com sistema imunológico comprometido. O diagnóstico do HPV é atualmente feito por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, seja clínica ou subclínica.

A social mídia Gabriela Vilhena, 29 anos, moradora de São Paulo, relembra que foi diagnosticada com HPV em 2017, após o aparecimento de lesões.

“Quando as primeiras lesões apareceram eu não sabia muito sobre a doença. Então quando eu pesquisava sobre, aparecia câncer de colo de útero; e  para mim já era uma coisa muito definitiva, como uma sentença. Porque a gente não ouve falar o suficiente sobre HPV, sobre os cuidados que a gente precisa tomar, tudo isso eu fui aprender basicamente quando eu fui na ginecologista”, explica.

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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