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Mais de 54% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão infectados com HPV

Ginecologista destaca que o HPV é a IST mais comum no mundo e principal causador de câncer de colo de útero.

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No Brasil, mais de 54% das pessoas entre 16 e 25 anos estão infectadas com HPV, sendo que 38,4 % são casos de alto risco. As informações são do Ministério da Saúde. Com o feriado de Carnaval se aproximando, a pasta alerta para que a população fique atenta em relação à saúde, já que esse período favorece a transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

A ginecologista Denise Yanasse informa que o HPV é a IST mais frequente do mundo — e o grande causador de câncer de colo de útero em mulheres. Além disso, tem associação com outros tumores em homens e mulheres.

“A boa notícia é que tem prevenção. A camisinha é uma das formas, mas infelizmente não protege totalmente a infecção pelo HPV. A forma mais eficaz de prevenção é a vacina para HPV, que é dada gratuitamente pelo SUS [Sistema Único de Saúde] tanto para meninos quanto para meninas dos 9 aos 14 anos, também em caso de abuso sexual e para imuno suprimidos. Fora dessas situações, você consegue tomar vacina na rede particular”, explica.

Segundo a especialista, a vacina pode prevenir cerca de 70% a 90% dos cânceres de colo de útero.

Sintomas

Segundo o Ministério da Saúde,  a infecção pelo HPV pode demorar de 2 a 8 meses para apresentar os primeiros sinais, embora, em alguns casos, a manifestação de sintomas possa estender-se por até 20 anos.

É importante ressaltar que as manifestações tendem a ser mais frequentes em gestantes e em pessoas  com baixa imunidade. O diagnóstico da infecção é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, variando de acordo com a lesão.

A social mídia Gabriela Vilhena, 29 anos, moradora de São Paulo, relembra que o HPV ficou ativo em seu organismo em 2017. De acordo com ela, começaram a aparecer lesões e verrugas — o que fez com que procurasse um médico, que confirmou a IST. 

“Era um tempo em que eu não me sentia confortável para ter relação sexual com ninguém, até porque eu podia transmitir para outras pessoas. Quando as primeiras lesões apareceram eu não sabia muito sobre a doença também, e quando você pesquisa no Google aparece câncer de colo de útero, e para mim já era uma coisa muito definitiva, como uma sentença, porque a gente não ouve falar o suficiente sobre HPV”, relembra.

Hoje, Gabriela explica que utiliza preservativos e faz exames regulares para evitar a IST. Além disso, ela procura manter sua imunidade alta, se alimentando bem e praticando exercícios.

No período de 2014 a 2022, a taxa de vacinação contra o HPV no estado de São Paulo atingiu 78% para a primeira dose e 59,6% para a segunda dose em meninas. Entre 2017 e 2022, os números foram de 58,4% para a primeira dose e 39,2% para a segunda dose em meninos.

Goiás

De acordo com a Secretaria de Saúde de Goiás, foi confirmado o recebimento de 30 mil doses da vacina do Ministério da Saúde, para 2024. As doses começaram a ser distribuídas no dia 29 de janeiro.

No estado, entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023, foram registrados 3.511 casos de HIV, dos quais 246 ocorreram em gestantes, além de 1.153 casos de Aids, incluindo 6 em crianças.

Para evitar ISTs, a SES distribuiu 7.892.724 preservativos masculinos e 290.250 femininos, para todos os municípios de Goiás.

Além disso, equipes da SES estarão presentes em Goiânia para fornecer preservativos, gel lubrificante, autotestes de HIV e realizar testagens de sífilis e hepatite. Os trabalhos vão se concentrar nos terminais da Praça da Bíblia nesta quinta-feira (8), Cepal do Setor Sul no sábado (10) e Praça Tamandaré na terça-feira (13).

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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