Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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CHAT GPT: O que é e por que tem chamado tanta atenção

Plataforma que usa inteligência artifical é capaz de criar conteúdos sobre diversas áreas do conhecimento em questão de segundos

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A pesquisa pelo Chat GPT tem se mostrado em ascensão desde dezembro do último ano, de acordo com o Google Trends, ferramenta que mede tendências de busca na web. A plataforma desenvolvida pela empresa norte-americana OpenAI, interage com o usuário de forma imediata com a elaboração de textos completos e coesos simulando uma conversação humana. 

O robô virtual conta com uma extensa base de dados e, assim como outras ferramentas de inteligência artificial, imita capacidades humanas, como explica a consultora em proteção de dados e governança da internet no Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS), Juliana Roman.

“Trata-se de um sistema de inteligência artificial capaz de manter conversações a nível praticamente humano, se baseando então nas questões de treinos prévios. Tem uma base de dados que foi capaz de aprender com intervenções e também com colaborações prévias”, ressalta. 

Um dos principais debates levantados sobre a plataforma é a possibilidade de prejuízo à criatividade e à aprendizagem. Para Juliana Roman, depende da utilização da tecnologia. Ela defende que o robô virtual tanto pode ajudar em sua produção intelectual, como também pode prejudicar a criatividade e a autenticidade das informações. E alerta para uma atenção especial a crianças e adolescentes.

“Devemos levar em consideração, principalmente crianças e adolescentes, pelo princípio da proteção integral da criança e do adolescente tendo em vista o próprio estado peculiar de desenvolvimento que esses indivíduos estão passando. Então ter uma maior preocupação do uso dessas ferramentas ‘para o quê?’ e ‘por quem’. Essa análise é de extrema importância para que a gente possa realmente ter uma noção sobre os impactos, riscos e benefícios da questão”, explica. 

A ferramenta é capaz de otimizar o trabalho de pessoas e empresas. Produções textuais que poderiam levar horas são realizadas em alguns minutos. No entanto, ao criar uma conta para acessar a plataforma, vários avisos são mostrados na tela. Os alertas chamam atenção para a possibilidade de geração ocasional de informações incorretas ou enganosas, além da possível exibição de conteúdos ofensivos ou tendenciosos. 

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Ainda nos balões de aviso, é solicitado aos usuários que não compartilhem informações sensíveis na plataforma, já que as conversas podem ser revisadas pelos “treinadores de IA”. Juliana Roman destaca como benefícios da plataforma o acesso à informação e a criação de conteúdo. Por outro lado, a especialista chama atenção para a possibilidade de utilização inadequada da plataforma para disseminar desinformação. 

“A inteligência artificial vem sendo constatada como uma importante ferramenta para lidar com questões no âmbito privado e no âmbito público. Então nós vemos questões relativas a traduções automatizadas, questões de tráfego aéreo, ferroviário, automotivo, por exemplo.  O Chat GPT pode auxiliar na questão de criação de conteúdo, acesso à informação, mas também pode ser uma ferramenta muito complexa no que diz respeito a divulgação de informações que não sejam verídicas, as conhecidas fake news”, afirma.  

A reportagem questionou à plataforma quais os riscos ela oferece e a resposta emitida pela própria ferramenta foi a seguinte: 

Chat GPT:

Assim como qualquer tecnologia que envolve processamento de dados e inteligência artificial, o ChatGPT pode apresentar alguns riscos se não for usado corretamente. Alguns dos riscos associados ao uso do ChatGPT incluem:

Viés: o ChatGPT é treinado em dados textuais existentes e, portanto, pode perpetuar ou amplificar preconceitos e estereótipos já presentes nos dados. Isso pode levar a respostas tendenciosas ou discriminatórias.

Disseminação de informações falsas: o ChatGPT pode ser alimentado com informações incorretas ou falsas, o que pode levar a respostas imprecisas ou até mesmo perigosas. Por isso, é importante que o modelo seja alimentado com fontes confiáveis e verificadas.

Privacidade: o ChatGPT pode coletar e armazenar informações pessoais, como as perguntas e respostas dos usuários. Isso pode representar um risco de privacidade se essas informações forem usadas de forma inadequada.

Dependência excessiva: se usado de forma excessiva, o ChatGPT pode levar a uma dependência excessiva na tecnologia para responder a perguntas e tomar decisões. Isso pode levar a uma diminuição na capacidade de pensamento crítico e habilidades de resolução de problemas.

Fonte: Chat GPT

Conhecimento limitado
Apesar da quantidade de informações, para o bem ou para o mal, o conhecimento do qual a ferramenta dispõe está limitado a acontecimentos que ocorreram até 2021. Ao ser questionada pela reportagem sobre o tema da “Guerra na Ucrânia”, a plataforma elaborou um texto destacando as tensões entre as forças ucranianas e as forças separatistas ocorridas a partir de 2014. Entretanto, a ferramenta não cita a invasão Russa ao território ucraniano em fevereiro do ano passado. 

Como acessar o Chat GPT?
O Chat GPT está em fase de testes. Por isso, o acesso à plataforma, por enquanto, é gratuito. De acordo com a OpenAI, o objetivo é “obter feedback externo para melhorar nossos sistemas e torná-los mais seguros". Para acessar basta entrar no site chat.openai.com/chat, clicar em “sign up” e criar uma conta utilizando e-mail e senha. 
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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