Foto: Divulgação/2bpress
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Obstrução de carótidas: cirurgião vascular Marco Lourenço explica como essa condição acontece e como prevenir

Em entrevista ao Brasil 61, cirurgião vascular Marco Lourenço informa que o estreitamento dessas artérias é uma das principais causas do Acidente Vascular Cerebral (AVC)

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Neste mês, o humorista Renato Aragão foi internado por causa de um Acidente Isquêmico Transitório (AIT), que é a obstrução das artérias que recebem o nome de carótidas, e são as principais fontes de fluxo sanguíneo para o cérebro. Essa obstrução também é uma das principais causas do Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Para entender mais sobre o assunto e as diferenças entre o AIT e o AVC, o Portal Brasil 61 conversou com o cirurgião vascular Marco Lourenço. Além disso, o médico explicou quais são os fatores de risco para essas condições e como prevenir esses problemas. 

Brasil 61: Quais são os principais fatores de risco para a obstrução das carótidas? 

Marco Lourenço: “Esse entupimento é devido a uma esclerose, um envelhecimento da circulação. É claro que alguns fatores aceleram esse envelhecimento, como o cigarro, a bebida em exagero, o sedentarismo, a obesidade, diabetes, pressão alta, colesterol alto. Todos esses são fatores que acabam acelerando esse processo de envelhecimento da circulação e levando a essas formações de placas, de esclerose na parede das artérias, levando ao entupimento delas.” 

Brasil 61: Quais os principais sintomas dessa obstrução?

Marco Lourenço: “No caso das carótidas, muitas vezes, na maioria das vezes, não tem sintoma nenhum. Percebe-se com avaliação, com o cardiologista, com o clínico geral ou cirurgião vascular. Então é detectado muitas vezes através de um exame.”

Brasil 61: Qual a diferença entre o AIT e o AVC?

Marco Lourenço: “O Acidente Isquêmico Transitório (AIT), que o Renato Aragão teve, é uma ameaça de derrame, falando popularmente. Então ocorre um pequeno entupimento de alguma circulação no cérebro. Essa condição causa alguns sintomas, dependendo da área que ocorre isso e, normalmente, a pessoa acaba se recuperando em 24 horas. O AVC já é a instalação do derrame, da falta de circulação e a região atingida é comprometida no cérebro. Isso leva a sintomas que não revertem em 24 horas, permanecem por um tempo. Às vezes se consegue uma recuperação com tratamentos, com fisioterapia e uma série de outros procedimentos.”

Brasil 61: Essas condições tendem a se concentrar em uma faixa etária específica?

Marco Lourenço: “Isso normalmente ocorre a partir dos 60 anos, no pessoal de mais idade. É difícil acontecer precocemente, mas pode acontecer devido aos hábitos alimentares, aos hábitos de vida, e devido também à questão genética. Existem pessoas com alto grau de colesterol, que influencia na formação desses estreitamentos e às vezes isso pode ocorrer precocemente, em idades inferiores. Mas o normal é que ocorra tardiamente, na terceira idade.”

Brasil 61: Há algo que se possa fazer para prevenir?

Marco Lourenço: “Existe toda uma orientação, principalmente cuidar do nosso corpo. O cuidado que é praticar atividade física constante, ter hábitos alimentares saudáveis, evitar o tabagismo, evitar o excesso de álcool, controlar o colesterol, controlar diabetes (se houver), controlar a pressão alta (se houver) e, principalmente, uma avaliação precoce do médico, uma ida ao consultório regularmente para avaliação dessas questões. Com isso a gente consegue reduzir a incidência desses problemas vasculares.”

Confira a entrevista completa:

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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