Doação de sangue pode ajudar muitas vidas, em todo o país  Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Doação de sangue pode ajudar muitas vidas, em todo o país Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

SANGUE: Hemocentros convocam doadores devido ao estoque baixo; veja onde doar na sua região

Especialista informa que os requisitos para doação incluem boa saúde, idade entre 18 e 65 anos e peso mínimo de 50 quilos

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Cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue — o que equivale a 14 pessoas a cada mil habitantes e mais de 3 milhões de doações por ano no Sistema Único de Saúde (SUS) —  apontam dados do Ministério da Saúde. Entretanto, essa quantidade nem sempre é suficiente para suprir a demanda nos hemocentros. Devido ao grande número de cirurgias eletivas e dos casos de dengue, o Banco de Sangue de Brasília está convocando doadores do tipo O- para realizarem doações, pois os estoques desse tipo sanguíneo estão 22% abaixo do ideal.

De acordo com o Hemocentro de Brasília, nos três primeiros meses deste ano a média diária de doações de sangue ficou em 174. O ideal é 180, para atender com segurança toda a rede pública de saúde do Distrito Federal, além dos hospitais conveniados.

Martha Mariana, onco-hematologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, explica que o sangue é essencial para a saúde. “As transfusões são utilizadas diariamente e de forma contínua, em várias situações médicas comuns, como acidente, trauma com grande perda de sangue, cirurgia de emergência, anemia hemolítica, várias doenças crônicas graves, entre elas os tratamentos de câncer — e especialmente os cânceres de sangue, os cânceres hematológicos.”

Mariana destaca que para garantir um suprimento adequado de sangue, os hospitais dependem de doações regulares feitas por doadores voluntários.

Quem pode doar sangue?

A médica informa que os requisitos para doação de sangue são semelhantes em vários estados brasileiros. “Os mais importantes são: estar bem de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar no mínimo 50 quilos, não vir ao banco de sangue para doação em jejum, mas fazer uma refeição leve 3 horas antes da doação; e de preferência evitando alimentos gordurosos”, destaca.

Ela também aponta outros requisitos, como:

  • Não estar incluído em grupos de fatores de risco para contaminação pelo vírus do HIV, como usuários de drogas;
  • Não consumir bebida alcoólica até 4 horas antes da coleta de sangue;
  • Gestantes não podem doar sangue;
  • Alguns medicamentos devem ser analisados durante a consulta que é feita.

Veja onde doar sangue no seu município:

 

A radialista Simone Tortato, de 38 anos, é moradora da capital paulista e doadora de sangue há 15 anos. Ela afirma que sua última doação foi realizada entre outubro e novembro de 2023, E está se organizando para doar novamente neste ano. 

Ela relembra que trabalhou em uma empresa que promovia doações com os funcionários duas vezes ao ano, e apesar de não trabalhar mais no mesmo local ela tenta manter essa frequência. “Eu sou doadora de sangue porque acredito que é um ato de empatia, que desse jeito eu consigo ajudar de alguma forma. Alguns anos atrás, meu pai estava internado devido a um câncer, — e tive amigos e conhecidos que foram doar em nome dele no hospital, então que sei que faz uma bela diferença”, afirma.

Minas Gerais

Os estoques da Fundação Hemominas estão baixos e todos os tipos sanguíneos são necessários. O Hemocentro convoca pessoas dos grupos O e A, tanto positivo quanto negativo e B negativo, para que agendem sua doação imediatamente.

No Hemominas, há uma média entre 1.100 e 1.300 doadores por dia, somando todas as unidades no estado.

Amazonas

No Hemocentro do Amazonas (Hemoam), os níveis de estoque de sangue estão baixos para os tipos O+ e O-, devido ao período de chuvas e doenças virais.

A média diária de doações é de 190 doadores por dia, mas para alcançar o estoque ideal são necessárias 250 doações por dia.

Paraná

No Paraná, os estoques de sangue  encontram-se estáveis nos tipos sanguíneos A, B e AB, sendo necessário os tipos O+ e O-.

A média de doadores por mês no estado é de 18.520 pessoas, que fornecem aproximadamente 16.227 bolsas por mês

Bahia

No Hemocentro da Bahia (Hemoba), os estoques de sangue tipo A-, B+, B-, O+ e O- estão em níveis críticos.

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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