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Sesi disponibiliza plataforma virtual de robótica

O sistema, chamado Coder Z, ajuda alunos e professores a colocarem em prática os ensinamentos da robótica mesmo no ensino remoto

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A educação a distância se tornou uma realidade cada vez mais comum em 2020. Com a pandemia do novo coronavírus e a necessidade de manter o isolamento social, foi preciso fazer adaptação em diversas áreas. A robótica, um dos carros-chefes do Serviço Social da Indústria (Sesi), não ficou de fora e se encaixou nos novos moldes educacionais. 

Desde novembro, estudantes e professores da entidade já contam com a Coder Z, uma plataforma on-line de programação e simulação que ajuda a colocar em prática os ensinamentos da robótica. Ela utiliza a metodologia STEAM, sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, e atividades gamificadas para incentivar a educação tecnológica e preparar jovens para o futuro.

“A plataforma Coder Z tem um vínculo próximo com a robótica educacional, considerando que ela simula a prática de robôs de Lego. O que a plataforma faz, basicamente, é dispor de vários cenários e os robôs devem executar algumas ações. Essas ações podem ser tanto de realizar algum movimento, atuar naquele ambiente quanto para a leitura de dados”, explica Juliana Fonseca Duarte, especialista em desenvolvimento industrial do SESI. 

Ela adianta que a plataforma é bem intuitiva. “São diversas funcionalidades. Para os professores, temos algumas diferenciadas que facilitam o planejamento e o trabalho em sala de aula, mostrando possíveis soluções de programação para os desafios propostos nos cenários apresentados”, acrescenta Juliana. 

A experiência ajudou muito as aulas do professor de robótica Luis Henrique Cardoso, que leciona na unidade SESI Candeias DR Bahia. Ele conta que com as aulas presenciais, alunos e alunas construíam o robô e só depois partiam para a programação. 

“No ensino remoto, não tínhamos um robô para construir e a programação ficava muito na parte teórica. Não tinha o desafio, não tinha o estímulo para o aluno desenvolver a atividade. Com a plataforma, eu passo a teoria e a atividade vira um desafio, um game, é uma forma lúdica de aprender a programação. O robô que ele vê na plataforma é o mesmo que ele pode construir no presencial. A plataforma veio como uma extensão da sala de aula em relação à programação”, relata o docente. 

Segundo informações do Sesi, entre setembro e outubro, a entidade capacitou quase 300 professores e equipe técnica pedagógica nas 27 unidades federativas do Brasil. A ideia é manter a plataforma disponível quando o ensino presencial retornar.

E ela pode ser acessada por todos os estudantes da instituição, desde que estejam matriculados nos anos finais do ensino fundamental (entre o 6º e o 9 º ano) e no primeiro ano do ensino médio. A estimativa é de que até 90 mil estudantes utilizem a Coder Z.

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Para o professor, a plataforma é uma oportunidade de continuar os estudos, mesmo no período difícil em que o mundo todo vive. Ele lembra que consegue, inclusive, mensurar o nível de aprendizado de estudantes. 

“Conforme o aluno vai alcançando uma pontuação, ele vai sendo desafiado em outras fases. Existe um nível de dificuldade em que começa do mais básico até um mais avançado. À medida que ele vai evoluindo, a própria plataforma vai disponibilizando novas ferramentas, novos blocos, novas possibilidades. Da minha casa, do meu computador, eu consigo acompanhar em qual nível aquele aluno ou turma se encontra. Consigo acompanhar todos os matriculados. A gente consegue analisar a turma que está desenvolvendo um raciocínio mais rápido, um pensamento computacional e aqueles que não conseguem para dar uma atenção maior para eles”, elogia. 

Segundo a especialista Juliana Fonseca Duarte, a plataforma já é utilizada por 24 departamentos regionais. Por enquanto, ela só está disponível internamente para alunos e professores do Sesi. “A plataforma vai continuar aberta mesmo nesse final de ano, para que os alunos deem continuidade aos estudos. A gente entende que não deixar a plataforma disponível seria de alguma forma podar as possibilidades de aprendizado deles”, acredita Juliana.  

E acrescenta: “A robótica impacta na questão emocional e na cognitiva. Em termos emocionais, os alunos passam a trabalhar de forma colaborativa, se envolvem mais com discussões, tornam-se mais críticos e criativos. Em termos cognitivos, eles aprendem a trabalhar com o pensamento computacional, científico e a gente entende que isso tem um impacto forte no mercado de trabalho.”

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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