Foto: Instituto Peabiru/divulgação
Foto: Instituto Peabiru/divulgação

UNICEF e parceiros incentivam vacinação indígena em 2023; confira spots para rádios

Campanha "Vacina, parentinho!" contribui na comunicação comunitária e na distribuição de materiais informativos para os povos tradicionais dos municípios da Amazônia Legal. Iniciativa também é voltada para rádios, com a distribuição de três spots de utilização gratuita

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância em parceria com o Instituto Peabiru lançou, em janeiro, campanha de incentivo à vacinação indígena, a "Vacina, parentinho!". A iniciativa conta com a participação de lideranças e organizações indígenas e outros parceiros que estão unidos para aumentar a adesão e as coberturas vacinais dentro dos territórios tradicionais. 

Segundo Antônio Carlos Cabral, especialista em Saúde e HIV do UNICEF, a vulnerabilidade dos povos indígenas diante da covid-19 mais uma vez evidenciou a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de saúde indígena. “Para o UNICEF é fundamental garantir a vacinação e, consequentemente reverter o baixo índice de cobertura vacinal  da população indígena, em especial as crianças. Também, identificar, registrar e monitorar as crianças não imunizadas, impedindo que doenças graves e risco de mortalidade afetem esta população, como o sarampo e a paralisia infantil”. 

Visando garantir a representatividade e fazer valer a voz indígena, diversas lideranças participaram da campanha dando depoimentos e convidando a população indígena a se vacinar. Entre elas está Puyr Tembé, coordenadora da Federação das Povos Indígenas do Pará (FEEPIPA). A mulher indígena é voz ativa na defesa dos direitos das comunidades tradicionais. Ela destaca que os indígenas sofrem constantemente com ameaças oriundas dos conflitos socioambientais. Para defender a existência do seu povo e de todos os povos indígenas, Puyr também defende as vacinas. “A vacina salva vidas e é muito importante para a continuidade das nossas gerações”, declara. 

A campanha disponibiliza materiais em formatos físicos e digitais, como explica o gerente de projetos do Instituto Peabiru, Cláudio Melo. “Além da versão digital, nós imprimiremos cartazes e banners da campanha que serão entregues às comunidades indígenas com quem temos parceria. Em relação aos spots, qualquer rádio interessada pode veicular de forma gratuita o material”, declara. Os materiais serão compartilhados nas redes sociais dos parceiros interessados. 

VACINA, PARENTINHO: PARA EMISSORAS DE RÁDIO:

Os três spots "Vacinação Indígena - União Sagrada", "Vacinação Indígena - Histórico" e "Vacinação Indígena - Ancestralidade" são de uso gratuito e estão disponíveis para download neste conteúdo (no topo da página). Também podem ser acessados neste link.

VACINA, PARENTINHO: Combate à desinformação e protagonismo da juventude

Com a desinformação provocada pelas fake news, ainda há resistência ao uso dos imunizantes nas aldeias. Por isso, vídeos, cards e spots de rádio foram criados para explicar a importância das vacinas e a necessidade de seu uso, impedindo o avanço de doenças graves nas comunidades tradicionais. 

Patrícia Guajajara integra a Rede de Jovens Comunicadores na Amazônia. A indígena mora na aldeia Xupé, na Terra Indígena Araribóia, no município de Amarante, no Maranhão. Ela conhece bem o impacto negativo das fake news nas aldeias. Foi com muito diálogo que sensibilizou e desconstruiu notícias falsas sobre as vacinas. “Quando a gente ama uma pessoa, a gente fala de coisas boas para ela. A vacina é uma coisa boa, por isso falamos dela para os nossos parentes”. 

VACINA, PARENTINHO: Pacto pela vacinação indígena

Jaqueline Xucuru é secretária municipal de saúde em Pesqueira, no Ceará. A liderança trabalha arduamente para garantir vacina aos povos indígenas da região. “A vacinação é um direito e precisa ser um acordo mútuo entre os serviços de saúde, os profissionais de saúde e sobretudo entre a população indígena”.

Visão defendida também por Luiz Penha Tucano, profissional da vigilância em saúde do município mais indígena do Brasil, São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Para Luiz, a adesão das lideranças faz diferença na imunização. O primeiro passo é explicar esta importância. “A vacina é um dos grandes avanços e uma grande aliada que nos ajuda a combater diversos males que entram nas aldeias”. 

Como forma de sensibilizar gestores públicos e sociedade civil, o UNICEF desenvolveu a Busca Ativa Vacinal. A nova ferramenta e metodologia social visa aumentar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes, com olhar prioritário para indígenas e outras populações mais vulneráveis. Os 2023 municípios que participam do Selo UNICEF já aderiram à iniciativa. 

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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