Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Acordo entre União Europeia e Mercosul trará resultados para Brasil em até três anos, projeta Eduardo Bolsonaro

Tratado poderá trazer ganhos de R$ 500 bilhões em 10 anos para o PIB brasileiro, segundo ministério da Economia

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Os efeitos positivos do acordo econômico entre os países do Mercosul e da União Europeia serão sentidos pelo Brasil em um prazo de até três anos. A avaliação é do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados.

“Esse acordo vai começar a produzir seus resultados daqui a dois, três anos, porque precisa passar por um processo aqui, no Brasil, que se chama ‘internalização’. Ao ser aprovado pelo Congresso Nacional, o acordo começa a produzir os seus efeitos na economia”, explicou o deputado.

Estimativas apresentadas no início de julho pelo Ministério da Economia apontam que o tratado comercial poderá trazer ganhos de R$ 500 bilhões em dez anos para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Assinado no último mês pelos dois blocos econômicos, o pacto ainda precisa passar por uma revisão jurídica de todos os países envolvidos. Em seguida, o documento será traduzido para todas as línguas, e, somente após esse processo, a redação poderá ser aprovada pelo parlamento de cada um dos 31 países pertencentes aos dois blocos.

“Quando isso acontecer, o que vai ocorrer: para chegar na Europa, vários produtos brasileiros vão ter a sua alíquota reduzida, ou seja, o nosso produto, lá na Europa, vai ser mais competitivo, principalmente do nosso agronegócio”, afirmou Eduardo.

O deputado federal lembra que o acordo entre Mercosul e União Europeia representa 25% do PIB mundial em um mercado com mais de 750 milhões de pessoas.

“São economias que se complementam. O Mercosul sempre foi criticado por ser um bloco fechado e, agora, graças ao presidente Bolsonaro, o Brasil está modernizando o Mercosul e isso vai gerar mais emprego aqui. Pode ter certeza disso”, completou.

Entenda

O acordo que levou mais de 20 anos para ser costurado prevê a eliminação de tarifas em prazos que variam de 10 a 15 anos.

No caso da indústria, por exemplo, a União Europeia vai zerar suas tarifas em produtos do Mercosul em até 10 anos. Por outro lado, o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai vai liberalizar 91% de suas linhas tarifárias com os europeus.

Na agricultura, a UE prometeu zerar a tarifa para oito em cada 10 produtos (81,2) do Mercosul, que, por sua vez, deverá acabar com impostos para 67,4% dos produtos europeus.

O consultor em comércio internacional Welber Barral considera que o setor automobilístico também será um dos maiores beneficiados. Quando o acordo entrar em vigor, haverá redução da taxa de importações de 35% para 17,5%, com cota anual de 50 mil veículos para o Mercosul – mais da metade para o Brasil. “Há setores em que o Mercosul será mais competitivo, há setores em que a Europa será mais competitiva”, lembra.

Sobre as críticas de que o Brasil e o Mercosul fizeram muitas concessões, o especialista ressaltou que esse tipo de acordo é uma “via de mão dupla”. “Em todo acordo negociado, é preciso fazer concessão. O Mercosul, não só o Brasil, mas também a Argentina, fez muitas concessões nos últimos anos, principalmente no último ano, para poder fechar o acordo. Apesar disso, eu diria que o acordo é relativamente equilibrado”, completa.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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