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Alunos do Sesi Planalto (GO) desenvolvem solução que impede a proliferação do novo coronavírus em superfícies

Projeto foi o segundo colocado em desafio promovido pelo Sesi voltado para a volta às aulas presenciais

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E se a máxima “cortar o mal pela raiz” pudesse se aplicar ao novo coronavírus? De uma certa forma, foi esse o objetivo dos integrantes da L.J. Old School, equipe do Sesi Planalto, de Goiânia (GO), que conquistou o 2º lugar no Torneio Sesi de Robótica – Desafio Relâmpago – Volta às Aulas. A competição foi criada para que estudantes de todo o Brasil apresentassem soluções para o retorno seguro às aulas presenciais. 

Diante do problema identificado, isto é, o frequente contato dos alunos com superfícies de uso comum nas escolas, como mesas, maçanetas e bebedouros, a equipe goiana propôs uma solução que tem nome complexo, mas que é simples e eficaz: o SLA, sigla para Silicone Líquido Antiproliferativo. A jovem Lorrany Cirqueira, 16 anos, explica a proposta. 

“É um líquido que a gente pode passar nessa superfície, seja ela plástico, madeira ou qualquer outro tipo. Quando o vírus cair ali, ele vai ser inativado, porque na composição dessa nossa solução está presente o zinco e ele tem poder antisséptico, que consegue eliminar o vírus antes mesmo de ele se proliferar na superfície”, detalha. 

Ex-aluno e, agora, líder do projeto, Hanrry Patrick Viana, ressalta que a solução traz outras vantagens quando comparada ao álcool em gel, por exemplo. “Quando você higieniza a superfície de uma maçaneta de metal, por exemplo, provavelmente ela vai sofrer efeito de corrosão, então vai ter um desgaste do material. Muitas pessoas também têm alergia ao álcool em gel. É outro problema. O álcool em gel também é altamente inflamável e só isso já é um problema”, diz.  

Em testes que os membros da equipe realizaram, o silicone foi capaz de “proteger” as superfícies por até 19 horas, o que seria suficiente para um dia inteiro de aulas nas escolas. Além disso, a aplicação é fácil, bastando apenas um papel toalha ou pincel, garante Lorrany. A expectativa, agora, gira em torno de tirar a ideia do papel. 

“A gente tem todo um plano de ação para colocar o nosso projeto em prática. Faltam algumas coisas ainda como a questão da patente, que são mais burocráticas e demoradas, mas a gente está correndo atrás para implementar a nossa ideia e conseguir fazer diferença na vida desses estudantes”, completa a estudante. 

Dever cumprido

Apesar das limitações impostas pela pandemia e dificuldades para que a equipe se reunisse à distância, Hanrry conta que se sentiu muito feliz com a conquista, não apenas pelo resultado em si, mas pelo impacto que o projeto pode causar no ambiente escolar. 

“O importante não foi só a premiação, mas o resultado apresentado, que é um projeto muito útil, viável e pode ser utilizado para melhorar a situação do nosso país, principalmente na volta às aulas, pois muitos alunos esperam e estão em dificuldade por causa disso”, recorda. 

A equipe, agora, se prepara para participar do Festival Sesi de Robótica, previsto para o mês de maio. Fernando Barbosa, mentor da equipe, destaca que está orgulhoso pelo desempenho da L.J. Old School. “A liderança veio do Hanrry, que é um ex-aluno. Eu sempre via os meus alunos na competição tomando as decisões, sendo autônomos a ponto de saber fazer o que é certo. Para mim, foi uma sensação de orgulho muito grande ao ver a equipe toda gerada de forma independente. O trabalho feito por eles me deixa muito orgulhoso”, celebra. 

Festival

Em discurso durante o torneio, o diretor superintendente do Departamento Nacional do Sesi, Rafael Lucchesi, elogiou todos os trabalhos e a contribuição de cada um para o enfrentamento à pandemia no País. “Vocês representam engajamento, solidariedade, preocupação com o próximo e o fazem construindo o futuro de vocês. Sessenta milhões. Esse é o tamanho da comunidade educacional no Brasil. É equivalente à população de Portugal e Espanha somadas. O Brasil é um país continental. Seguramente, a contribuição de vocês vai ser de reflexões importantes, criativas”, disse. 

Além de Fernando, Hanrry e Lorrany, a equipe do Sesi Planalto conta com mais três integrantes: João Vitor Prudente, Mateus dos Santos Alves e Pedro Emanuel. 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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