Foto: Rafael Manzutti/Sinfra-MT
Foto: Rafael Manzutti/Sinfra-MT

Arco Norte põe Brasil com os pés no futuro

Conclusão da BR-163 vai intensificar um dos portos de conjunto estratégico do Ministério da Infraestrutura

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Vinicius Brandão

Cotidianamente, filas de caminhões ocupam quilômetros das vias de Itaituba, no Pará. Entre as carretas, toneladas de cargas esperam a vez de embarcar no Porto de Miritituba, que escoa para seis estados das regiões Norte e Nordeste. O que faz do município ponto fundamental do Arco Norte, grupo de portos estratégicos de projeto do Ministério de Infraestrutura.

Ao todo, são dez portos, mas Miritituba se destaca por permitir que a distribuição de grãos produzidos no Centro-Oeste possa ser passada de caminhões e trens para navios. O transporte fluvial permite uma economia de frete de até 40% em relação a portos do Sul e do Sudeste, que só podem ser feitos por carretas.

Porto de Miritituba vai escoar mais toneladas de grãos após inauguração da BR-163

Assim como o Arco Norte pode ser a porta para que os grãos brasileiros avancem no mundo, a BR-163 é a solução para um aumento de lucros. Com a pavimentação concluída em 28 de novembro de 2019, a rodovia passa a ser a melhor conexão dos produtores no Centro-Oeste com os portos que escoam o produto. “A logística do escoamento da safra de grãos do Mato Grosso até o Porto de Miritituba (PA) é um gargalo da infraestrutura do País”, aponta o ministro de infraestrutura, Tarcísio de Freitas.Antes, a falta de asfalto em trechos da região Norte, onde chove constantemente, transformou a rodovia em um atoleiro para os veículos pesados. Na época de grande produção, Itaituba era a entrada de 700 a 1300 carretas por dia. “Esses transtornos ainda valiam a pena para o município. O desenvolvimento da nossa hidrovia gerou muitos empregos em Itaituba”, explica Antônio Kaiser, secretário de Agricultura e Abastecimento da cidade .

Kaiser conta que os serviços que atendem aos motoristas de carretas e às famílias locais conseguiram multiplicar os lucros. Borracheiros, hospedarias, restaurantes, mercados e até lojas de lavagem de roupas tiveram crescimento de renda com a circulação dos caminhões.

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PROJETO-CHAVE

Porto de Santarém, no Pará

Atualmente, o Brasil exporta 40% dos cerca de 367 milhões de toneladas de soja produzidos no mundo. Os dados são do diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A estimativa é que o Mato Grosso produza 215 milhões de toneladas de grãos de soja (115 milhões) e de milho (99,984 milhões) em 2019. E a tendência é aumentar a produção.

Cálculos da empresa financeira da Holanda Rabobank preveem aumento do consumo de soja no mundo para 415 milhões até a safra 2028/29, com aproximadamente metade dessa produção suprida pelo Brasil.  Para permitir esses avanços econômicos, o Arco Norte deve exportar de portos nos Estados Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará e Rondônia. 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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