Foto: Agência Brasil
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Black Friday: especialistas dão dicas para você fazer compras seguras

A já tradicional data do varejo é oportuna para comprar aquele sonhado produto com um bom desconto, mas também pode trazer dor de cabeça para os consumidores. Confira as dicas para não cair em golpes e não se endividar

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“Black Fraude” ou “Tudo pela metade do dobro”. Essas expressões misturam pitadas de humor e ironia dos consumidores brasileiros em referência a já tradicional Black Friday que, neste ano, será no dia 25 de novembro. Mas apesar das frustrações com esse evento importado dos Estados Unidos, é possível encontrar bons descontos para comprar aquele sonhado bem de consumo. E o mais importante: sem cair em golpes ou se endividar. 

Por isso, o Brasil 61 entrevistou especialistas que vão te ajudar a fazer compras seguras e a evitar aquela dor de cabeça. Marcelo de Souza Nascimento, diretor-geral do Procon-DF, alerta os consumidores para tomarem cuidado com as fraudes. 

“É um momento que já está consolidado entre os brasileiros. Pegou, vamos dizer assim, esse período de promoção que veio importado dos EUA. Ficou bastante conhecido, mas também se tornou um momento muito propício para os golpistas se aproveitarem para ludibriar e enganar os brasileiros”, diz. Ele comenta que os golpes são mais frequentes no comércio eletrônico, sobretudo em sites e nas redes sociais. 

Confira algumas dicas dos especialistas para comprar na Black Friday. 

Fique atento aos sites e perfis falsos

A mentora financeira Sílvia Machado recomenda: nada de clicar em links recebidos de terceiros. “Não compre em links recebidos por e-mail ou WhatsApp. Mesmo que sejam iguais àquela loja que você está acostumado, saia do link que você recebeu, entre no site oficial daquela loja e verifique se aquela promoção realmente é daquela loja. Tem muito golpe que você compra, paga e não vai receber nada. Aí com certeza vai sair caro demais”, pontua. 

Se ainda sim tiver dúvida sobre a veracidade do site, há algumas dicas extras que podem te ajudar. Antes de efetuar a compra, verifique se o endereço do site é acompanhado de um cadeado. Marcelo também recomenda que o consumidor fique atento se a suposta loja tem CNPJ, endereço físico, canais de atendimento e, até mesmo, a pequenos detalhes: “Se você prestar atenção, você consegue reparar algumas falhas, às vezes no nome da empresa, erros comuns de português, concordância. Isso também chama a atenção”, destaca. 

Pesquise e acompanhe o preço dos produtos com antecedência

Ter certeza de que está acessando um site seguro é apenas o primeiro passo para evitar problemas na Black Friday. Afinal, mesmo as empresas consolidadas no mercado podem tentar enganar o consumidor. E uma das armadilhas mais comuns é a manipulação dos preços. 

Assim, um produto que custava R$ 1.000 nos meses anteriores à Black Friday, por exemplo, tem seu preço reajustado para R$ 2.000 à medida que a data se aproxima. No dia da promoção, a empresa anuncia um “desconto” de R$ 1.000, voltando o produto ao seu preço de costume, o que nada mais é do que uma tentativa de ludibriar o cidadão. É daí que vem expressões criativas como “tudo pela metade do dobro”. 

É evidente que, às vezes, a manipulação dos preços não é tão perceptível, o que deve fazer o consumidor redobrar os cuidados. “Que ele venha pesquisando para saber se aquele produto que está sendo anunciado realmente está em promoção, porque a gente percebe que alguns estabelecimentos elevam o preço do produto e dão um desconto para maquiar uma suposta promoção. Então, é muito importante que o consumidor já tenha no radar aquilo que ele vai comprar nesse período promocional, que ele já venha monitorando o preço”, orienta Marcelo. 

Há sites de pesquisa e comparação de preço entre as lojas que podem ajudar o consumidor a conferir o histórico de preço daquele produto que ele deseja comprar. Marcelo diz também que é preciso desconfiar sempre que algum anúncio promete um produto ou serviço por um preço muito abaixo dos concorrentes. 

Mas fazer compras seguras na Black Friday não passa apenas por tomar cuidado com sites e perfis falsos ou com promoções mentirosas. É, também, saber se o que você vai comprar cabe no seu bolso. 

Analise se o seu orçamento permite ir às compras na Black Friday

Sílvia Machado diz que os consumidores devem aproveitar a Black Friday de forma consciente. Ela orienta os compradores a checar as finanças antes de gastar. “Cheque quanto você já tem comprometido de parcelas de outras compras anteriores nas faturas de cartão deste mês e dos próximos dois, ou seja, veja quanto já está comprometido. Depois, estipule o quanto você pode gastar."

Além de entender o quanto pode gastar, Sílvia também pede aos consumidores para não comprar um produto por impulso. “O mais importante de tudo é não cair na tentação do ‘ah, mas tá tudo tão barato’, porque mesmo que caiba no seu bolso, algo barato, ruim e inútil não serve para nada”, assegura. 

Antes de comprar pela internet, simule o preço do produto com o frete, recomenda a mentora.  “Às vezes o vendedor, só para chamar tua atenção, anuncia por um preço muito abaixo, mas na hora em que você concluir a compra com o frete, você acaba se dando um pouco mal."

Cuidado para não se endividar

A dica anterior é fundamental para evitar que a compra traga consigo o arrependimento no futuro. Nada de cair na “armadilha do 13º salário”, diz a mentora financeira. Isso porque o fim de ano costuma trazer não só mais dinheiro, mas também mais gastos, como os presentes de Natal, a viagem nas férias e, mais para frente, material escolar dos filhos, IPTU, IPVA.  

“É realmente muito importante fazer uma autoanálise financeira antes de ir às compras. Caso você não tenha o hábito de se programar e se planejar, essa é uma ótima oportunidade. Evite gastar todo o seu orçamento na Black Friday, porque logo em seguida você vai se defrontar com essas despesas e pode, sem querer, chegar em janeiro e fevereiro e ver que se enrolou e o que é pior, se você não conseguir pagar a fatura, vai acabar se endividando”, avisa. 

Denuncie as irregularidades

Se mesmo seguindo todas essas dicas, você acabar caindo em um golpe ou perceber alguma irregularidade, o caminho recomendado é entrar em contato com a empresa, primeiro, para tentar resolver o problema. Sem solução, o próximo passo é acessar a plataforma Consumidor.gov.br ou procurar o Procon mais próximo de sua residência.

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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