Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Casos de Covid-19 e dengue preocupam neste fim de ano

Entre o início de outubro e novembro deste ano, os casos de contaminados aumentaram de 3,7 % para 23%. Nos últimos 14 dias, houve mais de 492.500 registros

SalvarSalvar imagemTextoTexto para rádio

A situação do país neste fim de ano em relação à Covid-19 é preocupante. Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica revelam que entre os inícios de outubro e novembro de 2022, os casos de contaminados aumentaram de 3,7 % para 23%. Nos últimos 14 dias houve mais de 492.500 registros no Brasil, com 2.082 óbitos. 

Os estados mais atingidos com a nova onda da pandemia são Goiás, com quase 7 mil casos registrados nas últimas duas semanas; Rio Grande do Sul, com mais de 6,1 mil casos registrados em 14 dias; e Espírito Santo, com pouco mais de dois mil casos notificados no mesmo período. 

O médico infectologista de São Paulo Max Igor Lopes aponta alguns cuidados básicos necessários durante esta reta final de festas. “O vírus está circulando no país com uma maior intensidade desde novembro, começou nas capitais do Sudeste, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo, ganhou o interior e, dependendo da cidade, isso ainda está em ascensão”, detalha. “Então é importante tomar os cuidados em relação a essa época de festas, pessoas que eventualmente estejam doentes, usem máscaras, mantenham algum distanciamento, deixem o ambiente mais ventilado, usem álcool em gel na mão. Todas aquelas medidas para reduzir risco de transmissão”, reforça. 

Moradora de Goiânia, a aposentada Rosilei dos Santos Nascimento, 64 anos, quase perdeu a vida durante a primeira onda da doença. Também viu alguns parentes e muitos amigos com o vírus da Covid-19, e está preocupada diante dos novos casos não só na capital goiana, mas em todo o estado.
“Só não fui entubada porque Deus gosta muito de mim”, acredita. “Preocupa porque essa doença não é engraçada, é custosa. Ninguém se cuida, anda sem máscara, tumultua, aí dá perrengue”, constata. 

Recorde de mortes por dengue

A dengue é outra preocupação sanitária neste fim de ano no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país já registrou quase mil mortes causadas pelo mosquito aedes aegypti. Houve um aumento de 172,4% em relação a 2021, quando 544 mil pessoas foram infectadas.

Dados parciais do boletim do Ministério da Saúde apontam 1,4 milhão de casos prováveis, com registros em todos os estados do país e no Distrito Federal. O DF lidera o ranking das cidades com o maior número de infecções, são mais de 67.200 pessoas contaminadas. 

Cidades do sul do país estão na mesma situação. Joinville, em Santa Catarina, está em quarto lugar entre os municípios brasileiros mais contaminados, com mais de 21.400 casos. Para o médico infectologista, Max Igor Lopes, 2022 foi um ano de alerta com relação à dengue. 

“Até por conta da Covid é um assunto que não teve destaque nas notícias, mas ocorreu de forma bastante intensa no país. Uma outra notícia ruim é que o número de óbitos bate recorde em relação ao visto nos últimos dez anos”, lamenta. 

Segundo o especialista, vários fatores explicam essa explosão, entre eles os fortes períodos chuvosos, sobretudo no verão, e o aumento da mobilidade das pessoas. “A maior mobilidade faz com que as pessoas se infectem e voltem para as regiões onde tem o vetor, a transmissão da doença por um mosquito, e daí outras pessoas são infectadas”, explica. 

Abaixo, a lista do dez municípios com maior número de casos registrados nos últimos dias:

Brasília (DF) - 67.274 casos;
Goiânia (GO) - 53.796;
Aparecida de Goiânia (GO) - 25.138;
Joinville (SC) - 21.406;
Araraquara (SP) - 21.017;
São José do Rio Preto (SP) - 19.927;
Fortaleza (CE) - 19.037;
Anápolis (GO) - 17.144;
Natal (RN) - 15.403;
Teresina (PI) -15.033.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

Baixar áudio

Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

Copiar textoCopiar o texto
Baixar áudio

Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

Copiar textoCopiar o texto

Receba nossos conteúdos em primeira mão.