Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com estoques de sangue abaixo do habitual, Hemocentro de Joinville faz apelo por mais doadores

Com a queda de 25% nas doações desde o início da pandemia, a demanda pelas tipagens A negativo e O negativo são a maior preocupação

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O Hemocentro Regional de Joinville faz apelo por mais doadores de sangue para os moradores do Norte Catarinense. A unidade integra a Hemorrede de Santa Catarina, o Hemosc, que registrou queda de 25% nas doações desde o início da pandemia. Segundo Tainara Farias, responsável pelo setor de captação de doadores do instituto, a maior procura é pelas tipagens A negativo e O negativo. 

“Nós precisamos que os doadores venham até o hemocentro para auxiliar aqueles pacientes que fazem cirurgias, sofreram algum acidente, tem anemia ou tantas outras situações. Para esses pacientes, a doação de sangue e a transfusão são a chance de sobrevivência deles”, explicou.

O Hemocentro de Joinville abrange outros 10 municípios, como Guaramirim, São Francisco do Sul e Araquari. A instituição também é responsável pela agência transfusional do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e tem ligação com a unidade de coleta do Hemosc, em Jaraguá do Sul. A unidade está localizada na avenida Getúlio Vargas, no bairro Anita Garibaldi. Para agendar a sua doação de sangue, disque (47) 3481 7424 ou final 7414. 

Mesmo com a pandemia, alguns catarinenses entendem a importância de continuar doando sangue para salvar vidas. É o caso de Luís Cláudio Rodrigues, de 51 anos. O militar carioca, que agora mora em Santa Catarina, também é doador de medula óssea. Ele já realizou mais de 230 doações de sangue e bateu o recorde como o maior doador do país. Mas o foco, ele diz, não é o reconhecimento. Para Luís Cláudio, o que importa é ajudar os pacientes que necessitam de uma transfusão. 

“Eu sou um viciado em salvar vidas. Com ou sem pandemia, os acidentes continuam acontecendo, as cirurgias continuam acontecendo, o câncer não tá preocupado se têm Covid ou se não tem. Essa corrente solidária, ela não pode parar. Seja mais um elo nessa corrente junto comigo e junto com vários, pra não dizer centenas ou milhares de doadores de sangue espalhados em torno do Brasil”, reflete Luís Carlos.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue em Santa Catarina

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Florianópolis, um dos seis hemocentros regionais instalados em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville e Lages. A rede também conta com duas unidades de coleta localizadas em Jaraguá do Sul e Tubarão.

Na cidade de Joinville, o hemocentro está localizado na Avenida Getúlio Vargas, bairro Anita Garibaldi. Para agendar a sua doação de sangue, ligue (47) 3481-7424 ou final 7414. A região abrange 11 municípios, sendo Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Massaranduba e São Francisco do Sul.

O hemocentro regional de Blumenau está localizado na rua Theodoro Holtrup, bairro Vila Nova. Já o Hemosc regional de Chapecó abrange outros 37 municípios, tais como Cunhataí, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Guatambu e Iraceminha. O instituto está localizado na rua São Leopoldo, bairro Esplanada. Agende a sua doação de sangue pelo (49) 3700-6401 ou final 6410.

No hemocentro regional de Criciúma, localizado na avenida Centenário, Bairro Santa. Bárbara, os agendamentos são realizados pelo (48) 3444-7410. A região abrange 10 municípios, como Lauro Müller, Morro da Fumaça e Nova Veneza.

Em Joaçaba, o Hemosc tem sede na Avenida XV de Novembro, no Centro. Região é ligada a outros 26 municípios, como Rio das Antas, Salto Veloso, Tangará, Treze Tílias e Vargem Bonita. Para doar sangue, ligue (49) 3527-2218.

Já em Lages, região de Campos de Lages, o Hemosc tem sede na rua Felipe Schmidt, no Centro. Outros 17 municípios vizinhos, como Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Rio Rufino e São Joaquim, podem agendar doações pelo (49) 3289-7011.

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos. 

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Todas as pessoas vacinadas devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante. 

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal do Hemocentro.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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