Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Covid-19: Duas crianças menores de 5 anos morrem por dia, em média, no Brasil

Os dados, que são revisados e divulgados em boletins pelo Ministério da Saúde, também apontam que as crianças entre 29 dias e 1 ano são as mais vulneráveis. A vacina pediátrica está disponível para crianças acima dos cinco anos de idade

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Em 2020, 599 crianças de até 5 anos morreram pela Covid-19. No ano seguinte, período em que a letalidade da doença foi mais acentuada, a quantidade de mortes cresceu para 840. Esses números, coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), totalizam 1.430 mil crianças de até 5 anos vítimas da Covid-19 nos dois primeiros anos da pandemia no Brasil. 

A média de duas mortes diárias, registrada em 2020 e 2021, parece se manter em 2022. De janeiro a 13 de junho, o Brasil registrou um total de 291 mortes por Covid-19 entre crianças menores de 5 anos. Os dados, que são revisados e divulgados em boletins pelo Ministério da Saúde, também apontam que as crianças entre 29 dias e 1 ano são as mais vulneráveis.

A vacina pediátrica está disponível para crianças acima dos 5 anos de idade. Sem doses disponíveis para o público abaixo dessa faixa etária, familiares ficam na expectativa para proteger os filhos contra o vírus.

Caderneta Vacinal em dia

Filipe Pimenta, 38 anos, é analista de departamento pessoal e é pai da Isabela, de 7 anos, e do Samuel, de 10 meses. Ele e sua esposa, Renata, contraíram Covid-19 há uma semana e a filha, imunizada com as duas doses contra o vírus, não apresentou sintoma algum da doença. Isabela tomou a segunda dose da Coronavac em fevereiro e sobre a decisão de levar a filha para vacinar, Filipe afirma:

“Foi uma decisão bem tranquila. Eu não tive medo nenhum, confio bastante na ciência. Acredito que as vacinas são bem seguras, ela não teve nenhum tipo de reação adversa, nada.”

Filipe espera que as doses sejam disponibilizadas para outras faixas-etárias para vacinar o filho Samuel e a família toda estar imunizada contra o vírus da Covid-19.

“Ele não tomou a vacina ainda até porque não chegou ainda, não está autorizada pra idade dele, mas, assim que liberar, ele vai tomar também”, finaliza.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), neste momento, avalia o pedido do Instituto Butantan para a indicação da vacina para crianças de 3 a 5 anos. A condução e o andamento das pesquisas clínicas é de responsabilidade dos laboratórios patrocinadores e dos pesquisadores. Cabe à Anvisa avaliar os resultados destas pesquisas.  
  
A Anvisa recebeu o pedido do Instituto Butantan para indicação da Coronavac a crianças nessa faixa etária no dia 11 de março. Nos dias 17 e 18 de março, a agência pediu ao instituto dados, resultados ou informações solicitados pela equipe técnica. Essas solicitações foram respondidas no dia 2 de junho.    

Na última semana, a Anvisa recebeu os últimos pareceres das sociedades médicas que estão colaborando com o processo de avaliação de vacinas para o público infantil e, como parte do processo de avaliação, realizou reuniões com o Butantan e especialistas externos da área médica que colaboram com a avaliação da vacina pela Anvisa.     

O processo segue em análise, e ainda não é possível antecipar a data de conclusão. Pedidos de outros laboratórios a fim de atender o público de 0 a 5 anos ainda não foram feitos. 

Vacinação prioritária

Como é a Covid-19 nas crianças

A manifestação do vírus da Covid-19 depende muito da faixa etária em que a criança se encontra, segundo a infectologista Joana D’arc. Recém-nascidos e bebês, que ainda não desenvolveram a comunicação falada, têm o processo de diagnóstico dificultado, porque não têm o mesmo processo de expressão que uma criança mais velha. Assim, a percepção dos familiares acaba demorando mais, pois os primeiros sinais da infecção são inespecíficos, como a criança mais irritada e sonolenta.

“De forma geral, os sintomas são parecidos com relação a febre, a coriza e os riscos de complicações respiratórias. A criança não vai ter, talvez, risco de alterações cardiovasculares, como acontece em alguns adultos que já tinham doenças crônicas de longa duração como hipertensão ou obesidade”, pontua a infectologista.

Ainda que os sintomas possam se manifestar de maneira mais branda nas crianças, a médica Joana salienta que cada faixa etária pode se comportar de maneira diferente ao entrar em contato com o vírus. Os recém-nascidos, por exemplo, têm a maior parte da proteção vinda da mãe. Logo, dependerá do tipo de imunidade que a mãe tinha durante a gestação e a amamentação. 

As crianças, de forma geral, adoecem menos que os adultos, porque não têm doenças crônicas nem passaram pelo processo de envelhecimento, fazendo com que a criança seja mais saudável, mais resistente. “Mas ela tem o risco de adoecimento, ela tem um risco de complicação como adulto”, alerta a médica.

Um dos pontos de atenção no tratamento de crianças e adolescentes com Covid-19 é o desenvolvimento da Síndrome Inflamatória Multissistêmica. Quando já está curado, o paciente pode ter uma manifestação clínica diferente, desde surgimento de manchas vermelhas no corpo até quadros graves. Já é de conhecimento da comunidade médica que algumas crianças desenvolvem certos tipos de hepatite que podem estar associadas à infecção por Covid-19. Por isso, a vacinação tem se mostrado tão importante para o público pediátrico. “A vacina diminui a quantidade de agentes que podem causar síndrome respiratória aguda” finaliza a infectologista.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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