Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil
Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil

Crianças ainda não possuem vacina aprovada contra Covid-19, no Brasil

Para a Anvisa, ainda faltam estudos que comprovem a eficácia e a segurança dos imunizantes para serem aplicados em menores de 12 anos

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Crianças brasileiras, menores de 12 anos, ainda não podem ser imunizadas contra a Covid-19 no Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os imunizantes aprovados para uso - Astrazeneca, Pfizer, Coronavac e Janssen - ainda não possuem estudos suficientes que comprovem a eficácia e a segurança para serem aplicadas nessa faixa etária. 

Alguns países, como  Cuba, Chile, China, El Salvador e Emirados Árabes Unidos, já iniciaram a vacinação contra Covid-19 em menores de 12 anos. Nos Estados Unidos, a Pfizer entrou com pedido, em 7 de outubro, na Food and Drug Administration (FDA) - agência reguladora do país - para aprovarem o uso emergencial da vacina em crianças de até 11 anos incompletos. 

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A solicitação feita pela empresa farmacêutica é baseada em testes clínicos realizados com 2.268 participantes, que mostraram uma forte resposta imunológica, segundo divulgou a Pfizer, em 20 de setembro. O laboratório também já começou os testes em crianças de dois a cinco anos e em bebês de 6 meses a dois anos. As conclusões desses estudos estão previstas para 2022.

O infectologista Julival Ribeiro, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), acredita que, se os Estados Unidos aprovarem o uso da vacina para a população pediátrica, o Brasil seguirá essa decisão. “A Anvisa também deve receber toda a documentação vinda da Pfizer mostrando os estudos que foram realizados. Então, não tenho dúvida que as vacinas que forem aprovadas por órgãos internacionais deverão também ser liberadas pela agência aqui no Brasil”.

O infectologista afirma que a vacinação para os menores de 12 anos deve ser fundamental, quando houver aprovação das agências reguladoras, principalmente por causa do âmbito escolar. “Esse grupo que está na escola pode adquirir o coronavírus e transmitir dentro do lar para idosos, para os pais, para outras pessoas. É muito importante a vacinação para essa faixa etária, porque já estamos quase no final do ano e esperamos que, no próximo, todas as crianças e adolescentes voltem para escolas mais seguras, com a vacinação completa”.

O diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal (SBI-DF), José David Urbaéz, fala sobre os riscos de crianças brasileiras estarem de fora do plano de vacinação contra a Covid-19. “Se a gente fala de população geral vacinada, nós estamos incluindo obviamente a população pediátrica. Então nós sabemos que, para termos essa imunidade coletiva contra a Covid-19, em torno de 80% da população tem que estar com a vacinação completa. Sem dúvida a gente não alcançará esse limite de vacinação até garantirmos a vacinação para a população infantil de maneira geral”.

Porém, o infectologista enfatiza que é necessário segurança para imunizar as crianças. “É óbvio que estamos aguardando ansiosamente dados de uso seguro nas populações infantis”.

Enquanto a vacina para menores de 12 anos está em estudo, David Urbaéz diz que é imprescindível manter as medidas de cuidado e proteção. “Continuar usando as máscaras, os distanciamentos, a higienização das mãos e da superfície. Isso provavelmente vai ficar para além da pandemia como uma necessidade permanente”.

Segundo a plataforma do Ministério da Saúde, LocalizaSuS, até 10 de outubro, a população jovem vacinada, de 12 a 17 anos, é de 8.114.244. O número é expressivo, segundo o infectologista David Urbaéz. “A imensa maioria de jovens ainda não têm relações de emprego estabelecidas, então é bem mais frequente a disponibilidade de tempo, e todos estão muito ansiosos de contar com uma proteção mais intensa para poderem vivenciar uma vida que se espera para essa idade.” 

A estudante Lara Félix de Faria, de 15 anos, mora  em Arceburgo (MG) e já está vacinada com a primeira dose. “Para mim, foi um momento mais que especial porque, assim como todo mundo, esperei ansiosamente durante muitos meses para conseguir tomar essa vacina. E hoje me sinto muito feliz em poder falar que eu faço parte da população vacinada e, a cada dia, ver mais pessoas ao meu redor se vacinando, principalmente as pessoas da minha idade. Eu sinto que a cada dia mais os jovens estão tomando consciência da importância da vacina e levando essa consciência para frente.”

Em 8 de outubro, o Ministério da Saúde divulgou o plano de vacinação contra a Covid-19 para 2022. A imunização de crianças está prevista apenas para as de faixa etária de 12 anos ou mais. A Anvisa informou que no momento não existe nenhum pedido para uso de vacinas em crianças menores de 12 anos.
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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