Além de debater a parceria com a Defesa Civil Nacional, os militares do Exército brasileiro também fizeram uma visita guiada às instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília. Foto: Dênio Simões/MDR
Além de debater a parceria com a Defesa Civil Nacional, os militares do Exército brasileiro também fizeram uma visita guiada às instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília. Foto: Dênio Simões/MDR

Defesa Civil Nacional e Exército debatem parceria na resposta a desastres naturais

Encontro foi realizado no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília, e contou a presença de 30 oficiais da força terrestre

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por meio da Defesa Civil Nacional, promoveu, nesta terça-feira (16), um encontro com 30 representantes do Exército Brasileiro, que presta apoio à Pasta, quando necessário, nas ações de resposta a desastres naturais, além de ser responsável pela execução in loco da Operação Carro-Pipa, que leva água potável a áreas rurais do semiárido brasileiro. Além de debater a parceria, os militares também fizeram uma visita guiada às instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília.

“Este é um evento extremamente importante, pois é de preparação para emergências e envolve uma instituição importantíssima nas respostas aos desastres, tanto pela capilaridade que tem em todo o país, que é de dimensões continentais, como também na sua capacidade operacional, logística e seu treinamento para ações de defesa civil”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas.

“O Exército brasileiro é uma instituição recorrentemente envolvida na resposta aos desastres, tanto com aeronaves quanto com a logística. Sempre foi uma instituição muito séria, parceira, comprometida, preparada e está disponível 24 horas por dia. Todo o Brasil precisa do apoio do Exército em casos de desastre”, completou o secretário.

Coronel do Exército Brasileiro, Alexandre Rodrigues, que é do Comando de Operações Terrestres, destacou a importância do encontro desta terça-feira. “Nosso objetivo é entender melhor o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec) e como as capacidades inerentes às forças terrestres podem ser utilizadas em apoio à população”, explicou. “Essa parceria existe por meio dos Ministérios do Desenvolvimento Regional e da Defesa, que aciona as Forças quando necessário. Esse acordo de cooperação baliza as ações desencadeadas pelas Forças Armadas nos momentos de resposta ao desastre”, completa.

Organização das Nações Unidas

Também nesta terça-feira, o diretor do Cenad, Armin Braun, recebeu representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) para uma reunião técnica (foto à esquerda). Um dos participantes foi o vice-chefe do Escritório Regional para as Américas e o Caribe das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Nahuel Arenas.

“O escritório das Nações Unidas tem uma parceria muito forte com a Defesa Civil Nacional. Os desastres acontecem a todo o momento e nós temos que estar prontos para responder aos desastres. Temos a missão de apoiar os governos nacionais e locais a responderem da melhor forma”, afirmou Arenas.

Durante a reunião, Braun se referiu ao Marco de Sendai, definido na Assembleia do Escritório de Redução de Riscos de Desastres da ONU, realizada na cidade japonesa em 2015. Ele dá continuidade às ações definidas pelo Marco de Hyogo, estabelecendo diretrizes para que os governos locais possam investir no desenvolvimento da resiliência.

“O Brasil é signatário do Marco de Sendai e trabalha em parceria com o escritório das Nações Unidas. Estamos sempre em busca de ações para a redução de desastres e o número de perdas que eles nos trazem”, finaliza Braun.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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