Comércio, no DF, vai ter horários diferenciados no feriado. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Comércio, no DF, vai ter horários diferenciados no feriado. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

DF: confira o que abre e fecha no comércio e instituições no feriado de 12 de outubro

Bancos, INSS e Detran não funcionam no feriado. Shoppings e comércio de rua mudam os horários de funcionamento

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O Dia de Nossa Senhora Aparecida — padroeira do Brasil — celebrado nesta quinta-feira (12)  é feriado nacional e impacta o funcionamento de serviços no Distrito Federal. Os bancos e as lotéricas, por exemplo, não abrem, já o transporte público e o comércio tem horário diferenciado.

Confira o que abre e fecha

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) as agências bancárias não estarão abertas para atendimento presencial ao público no feriado. Como alternativa, a instituição indica aos clientes o uso de “canais digitais e remotos dos bancos, como sites e aplicativo, para a realização de transferências e pagamento de contas nos dias em que não houver expediente nas agências”. Na sexta-feira (13) o atendimento ao público nas agências ocorre normalmente.

As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também estarão fechadas. A orientação para os cidadãos que precisam buscar informações ou agendar serviços o façam pelo site ou aplicativo “Meu INSS”, ou por meio da Central 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília.

Na quinta-feira, as linhas de ônibus vão seguir os horários de domingo. Na sexta a operação será normal. Já o metrô na Estação Central, haverá embarque e desembarque das 7h às 21h; e nas demais estações, o embarque e desembarque será das 7h às 19h. Já das 19h às 21h, funcionarão apenas para desembarque.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), as forças de segurança e Defesa Civil nos dias 12 e 13 funcionarão em regime de plantão. O Corpo de Bombeiros funcionará em regime de escala de 24 horas, sem interrupção, atendendo a emergências. Não haverá atendimento ao público nas unidades do Detran-DF. Já os serviços online, disponíveis por meio do aplicativo Detran Digital e do Portal de Serviços do Detran-DF, funcionarão normalmente.

Conforme a Secretaria de Saúde (SES-DF), haverá alteração de serviços apenas no dia 12. As emergências dos hospitais regionais, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a Casa de Parto de São Sebastião atendem de forma ininterrupta. O Samu também atende 24 horas, pelo telefone 192. Também não haverá vacinação na quinta-feira.

A Fecomércio-DF informou que no feriado o comércio varejista ligado às bases do Sindigêneros-DF, do Sindióptica-DF e do Sindipel-DF estão autorizados a funcionar. Os supermercados estão autorizados a abrir e o funcionamento vai depender de cada estabelecimento. As farmácias, os bares e restaurantes da cidade estarão abertos.

Já o Sindivarejista-DF informou que o comércio de rua e de shoppings ligados à sua base estão autorizados a funcionar normalmente. Shoppings funcionam em horário especial na quinta-feira. A indicação é que os clientes acessem os sites e dos shoppings e lojas para checar o horário de funcionamento específico de cada um. Na sexta-feira (13) o funcionamento será normal.

Impacto do Feriado no Comércio

Com o feriado prolongado, as pessoas podem aproveitam a oportunidade para emendar uma viagem sem precisar tirar férias. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) os feriados de 2023 devem movimentar R$ 74,3 bilhões no turismo. Por outro lado, o comércio pode ter queda de rentabilidade anual de até 1,29%. O que pode gerar um prejuízo de R$ 2,46 bilhões de reais no setor neste ano, como explica o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes.

“Os feriados nacionais, especialmente os feriados prolongados, não costumam provocar efeitos positivos para a maioria dos setores econômicos. A indústria, principalmente até mesmo os setores do comércio costumam ter um nível de atividade mais fraco durante dias de feriados, mas para o setor de turismo, que foi o setor que mais sofreu com a pandemia, o efeito costuma ser positivo”, destaca.

Segundo o economista, cada feriado com ponto facultativo tende a injetar no setor de turismo 2,1%. “Isso significa, por exemplo, uma injeção de R$ 48 bilhões no setor. Isso equivale a aproximadamente a 40 dias de faturamento. Ou seja, se a gente pegar os 3 feriados nacionais deste fim de 2023, cada feriado vai injetar mais de R$ 10 bilhões de reais no setor de turismo. Os setores que mais se beneficiam costumam ser o segmento de alimentação e de transportes. Também o segmento de hospedagem”, ressalta.

Bentes ainda destaca que o aquecimento do setor de turismo deve gerar um volume significativo de empregos temporários. “Só o setor de hospedagem em restaurantes deve gerar entre setembro e novembro deste ano 63 mil vagas. O setor de transportes também faz parte do grupo de atividades características do turismo com mais 17 mil vagas e atividades culturais com 5,3 mil vagas. Então, é um período de oportunidades para quem está empregado no setor ou para quem está querendo trabalhar no setor”, afirma.

Ainda segundo levantamento da CNC, na reta final de 2023, o setor de alimentação deve ter um acréscimo de receitas de R$ 21,9 bilhões. Logo em seguida vem o setor de transporte, com R$ 7,9 bilhões e o setor de hospedagem, com R$ 5,8 bilhões.
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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