Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília
Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília

EDUCAÇÃO: Alunos começam a ser testados no PISA 2022

A avaliação será aplicada em estudantes de 15 anos matriculados a partir do 7º ano do ensino fundamental, até o dia 31 de março.

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já começou a aplicação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022. O principal domínio a ser avaliado será a matemática, porém, os alunos também farão avaliações de leitura e ciências, além de Letramento Financeiro e Pensamento Criativo. As provas serão aplicadas em 670 escolas públicas e particulares de todo o Brasil até o dia 31 de maio. 

De acordo com INEP, o objetivo do PISA é produzir indicadores que vão ser utilizados pelos governos de países participantes como "instrumento de trabalho na definição e refinamento de políticas educativas". Além disso, o projeto busca tornar mais efetiva a formação do jovem para uma vida mais ativa na sociedade contemporânea. 

As provas vão ser realizadas em formato eletrônico e a previsão para o tempo de aplicação varia entre cinco e seis horas, incluindo o tempo de organização das salas. Para aquelas instituições que não possuírem computadores, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) levará notebooks para garantir a realização das avaliações. 

O estudo também conta com questionários que vão ser aplicados aos estudantes, responsáveis, professores e diretores das escolas.  Essa edição corresponde à aplicação da avaliação prevista para ocorrer em 2021, mas que foi impossibilitada devido à pandemia da covid-19. 

Segundo o pesquisador em Educação e Psicologia, Afonso Galvão, oimpacto fundamental é que o PISA 2022 é capaz de mostrar em que lugar, em posição entre esses 71 países participantes o que o Brasil se encontra. “Então, alguns aspectos são importantes. Um deles é a formação docente, que quanto melhor, mais impacto ela tem. E isso envolve a média salarial de professores que, se você comparar, com países campeões do PISA, os salários dos professores brasileiros estão muito aquém daqueles países que estão entre os primeiros colocados do exame. “  

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PISA 

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é uma avaliação internacional que é aplicada a cada três anos. Ela é responsável por oferecer informações sobre o desempenho dos estudantes na faixa etária dos 15 anos, idade que, na maioria dos países, é o término da escolaridade básica. 

Os alunos são avaliados em três domínios - leitura, matemática e ciências. Em cada edição, é avaliado um domínio principal, ou seja, os estudantes respondem a uma maior número de itens sobre o tema escolhido. A pesquisa também avalia os domínios chamados inovadores, como Pensamento Criativo e Letramento Financeiro. 

O Inep é responsável pelo planejamento e a operacionalização da avaliação no País, o que envolve representar o Brasil perante a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), coordenar a tradução dos instrumentos de avaliação, a aplicação desses instrumentos nas escolas amostradas e a coleta das respostas dos participantes, coordenar a codificação dessas respostas, analisar os resultados e elaborar o relatório nacional.

O INEP é o responsável em território nacional pelo planejamento e realização das avaliações. Isso significa que o Instituto representa o Brasil perante  a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de coordenar a codificação das respostas e elaborar um relatório nacional. 

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Como o Pisa funciona? 

Últimos resultados

O último resultado do PISA foi divulgado em dezembro de 2019 e mostrou que o Brasil não conseguiu avançar nas áreas pesquisadas. Em leitura, o país conseguiu manter a posição de 2015, mas em ciência caiu alguns pontos. Na América Latina, o Chile apresentou os melhores resultados nas últimas avaliações, quando a República Dominicana ficou com os piores. 

Confira os resultados

Brasil Leitura Matemática Ciências
Nota média em 2018 413 384 404
Variação 2015-2018 6 6 3
Posição no ranking  58-60 72-74 66-68


 

       

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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