Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Especialistas explicam como investir no Tesouro Direto

Boa oportunidade para começar a investir em renda fixa após nova alta da Selic, a taxa básica de juros da economia

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 13,25% para 13,75%, nesta quarta-feira (3). Especialistas afirmam que a Selic em alta é boa oportunidade para quem quer começar a investir no Tesouro Direto.

Em junho de 2022, mais de 34 mil pessoas passaram a ter saldo no programa, o que totaliza mais de dois milhões de brasileiros com aplicações desse tipo, segundo o governo federal. Mas, afinal, o que é e como investir no Tesouro Direto? 

Quem explica é Allan Augusto Gallo, mestre em Economia e Mercados pela Universidade Mackenzie. “O Tesouro Direto é uma modalidade de investimento em que você empresta o seu dinheiro para o governo federal e ele, ao final de determinado prazo, se compromete a devolver o seu dinheiro mais o ‘lucro’ que você teve daquele investimento, baseado em algum indicador econômico”. 

André de Souza, diretor de Investimentos do PagBank PagSeguro, diz que o Tesouro Direto é “um dos investimentos mais seguros do mercado brasileiro, pois é 100% garantido pelo Tesouro Nacional”. 

Assim como a poupança, o Tesouro Direto é um tipo de renda fixa, ou seja, um investimento em que é possível prever quanto aquele dinheiro aplicado vai render ao longo de um determinado período. Segundo os especialistas, o aporte em renda fixa é recomendado para quem está começando a investir. 

Como investir no Tesouro Direto

Segundo o site oficial do Tesouro Direto, qualquer pessoa pode começar a investir em títulos do governo com pouco mais de R$ 30. Para começar, é preciso ter um CPF e uma conta bancária (corrente ou poupança). Em seguida, fazer o cadastro no Tesouro Direto por meio do banco ou corretora. É por meio dessas instituições que você aplica o dinheiro e recebe o retorno, quando resgatar os investimentos no Tesouro Direto.

Depois do cadastro, você já pode começar a investir, seja pela plataforma da própria instituição financeira, seja pelo site ou aplicativo do Tesouro Direto. Antes de investir no Tesouro, os especialistas dizem que é importante ter em mente o objetivo daquele investimento. Isso porque o Tesouro Direto tem três modalidades, e cada uma delas é mais adequada a um tipo de meta. 

Modalidades do Tesouro Direto

A rentabilidade do Tesouro Selic é baseada na Taxa Selic. Allan Gallo explica que se o objetivo é fazer reserva de emergência e ter aquele dinheiro sempre disponível, o Tesouro Selic é a melhor opção. Isso porque tem liquidez diária e a Selic está alta. 

Outro tipo de aplicação é o Tesouro IPCA +. A rentabilidade também leva em conta  um valor prefixado: a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. “Isso é muito interessante para quem tem vontade de deixar o dinheiro por longo período de tempo, para aposentadoria, comprar uma casa, porque não importa se a Selic está pra baixo ou pra cima, o tesouro IPCA mais a taxa vai estar sempre performando acima da inflação”, explica o economista. 

Existe também o Tesouro Prefixado. Ao investir nessa modalidade, você já sabe o quanto aquele dinheiro vai render e quanto vai receber na data do vencimento do título público. 

André de Souza afirma que ao dividir os objetivos em curto, médio e longo prazo, fica mais fácil saber como investir. “Por exemplo, se uma pessoa pretende comprar um carro daqui a cinco anos, deve optar por um título que tenha data de vencimento próxima à realização dessa compra, como o Tesouro IPCA +. Mas, se o objetivo desta pessoa é investir para a reserva de emergência, o mais adequado é o Tesouro Selic”, indica. 

Tesouro Direto x Poupança 

A poupança é o investimento em renda fixa mais popular do país. Também atrelado à Selic, o rendimento da poupança costuma ser menor que o do Tesouro Direto. Se a Selic for maior ou igual a 8,5% ao ano (o que é o caso, já que está em 13,75%), o rendimento será de 0,5% ao mês, mais a TR (Taxa Referencial). Ou seja, é um rendimento de 6% ao ano, mais a TR, que hoje é de 0,24%.

Já o Tesouro Selic, como o próprio nome indica, está atrelado à Taxa Selic. Isso quer dizer que deixar o dinheiro na poupança em vez de aplicar no Tesouro Selic vai trazer menos lucro. Jessyka Vieira, analista de sistemas, conta porque trocou a poupança pelo Tesouro. 

“Eu invisto no Tesouro Direto há um ano. Investia na poupança e resolvi trocar porque a rentabilidade do Tesouro está maior do que a da poupança. A vantagem de estar investindo no Tesouro é a possibilidade de ter o dinheiro guardado e rendendo alguma coisa pra mim. O meu objetivo maior é ter uma reserva de emergência”, conta. 

Gabriel Souza Lopes, 23 anos, é enfermeiro e investe no Tesouro Direto há dois anos. Ele utiliza o programa para manter a reserva de emergência e investe em outras aplicações para viagens e aposentadoria. “Na poupança rende muito pouco em relação ao Tesouro Direto. Eu invisto no Tesouro para ter esse rendimento diário maior do que a poupança e eu poder tirar quando quiser sem ter um prejuízo muito grande. E isso é uma das vantagens da renda fixa”, avalia. 

Allan Gallo explica que o investidor não tem por que desconfiar do Tesouro Direto por ser menos conhecido que a poupança. “A vantagem do Tesouro Direto é que você está tendo como garantia desse investimento o próprio governo. Para que o valor que você emprestou para o governo não seja pago, o cenário tem que ser apocalíptico. Agora, veja que engraçado: na época do Collor, todo mundo fala do confisco da poupança, que é um investimento considerado mais seguro, mais conhecido, mas naquela época ela foi confiscada. O Tesouro não”, lembra. 

“A poupança também é segura, mas possui uma rentabilidade muito pequena que, em períodos de inflação em alta, pode chegar a ter uma rentabilidade real negativa”, conclui André. 

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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