Foto: Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil

Eventos climáticos extremos também colocam em risco a saúde mental de crianças e jovens

O canal de ajuda Pode Falar, apoiado pelo UNICEF, abre um espaço seguro de acolhimento para adolescentes e jovens quando sentirem angústia, sofrimento e desamparo

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Durante a estiagem a fumaça decorrente dos incêndios que atingiram a região Norte do país, crianças e adolescentes acabaram sendo os mais impactados. Nessas situações, para evitar a exposição à fumaça, a orientação é ficar em casa.

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“As crianças precisam de espaço para brincar, mas nesses dias assim é melhor evitar a exposição fora de casa, ao ar livre, e esperar a melhoria da qualidade do ar para que a criança tenha a possibilidade de sair e brincar fora”, orienta a especialista de Emergência, Saúde e Nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Neideana Ribeiro.

Para garantir a saúde de crianças e adolescentes, a recomendação é, sempre que possível, ter um espaço protegido: “Um outro ponto que a gente orienta é manter sempre um espaço, que podemos chamar de espaço limpo, que pode ser uma sala, pode ser um quarto, que fique com as janelas e portas fechadas, um ambiente sem exposição de fumaça. 

Saúde mental em risco

E perder a mobilidade, se separar do convívio social, até mesmo enfrentar outras violências em casa e lidar com situações de vulnerabilidade, como a falta de alimentos, água, desnutrição morte são eventos indesejáveis que a exposição às fumaças, seca prolongada ou a cheia dos rios podem trazer junto com doenças e outras dificuldades que afetam a saúde mental dos adolescentes e jovens.

A oficial de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do UNICEF, Gabriela Mora, explica como os eventos climáticos extremos podem desencadear questões preocupantes de saúde mental para jovens e adolescentes. 

“Eles ficam muito mais expostos tanto a essa insegurança da família em relação à renda, planejamento do futuro, como também muda a dinâmica na família, a possibilidade de ir para a escola, de conviver com pessoas importantes, o que faz com que percam acesso a direitos que são fundamentais para o seu desenvolvimento.” 

É nessa fase, entre os 10 e os 19 anos, que jovens ampliam sua capacidade de cognição, constróem sua identidade, fortalecem a criação de vínculos para além da família e aumentam a socialização. A adolescência também é marcada por um aumento da força do coletivo como estratégia que acaba por fortalecer também o indivíduo e pelo processo de compreensão sobre o seu lugar no mundo, além da conquista da autonomia e da transição dos estudos para o mundo do trabalho. 

Pode Falar

Depois da pandemia de Covid-19 — que mudou a forma como as pessoas cuidam da saúde mental — o UNICEF passou a tratar a questão como prioritária e, em parceria com organizações da sociedade civil e universidades, oferecer canais de ajuda em saúde mental para adolescentes e jovens, além de dialogar com a gestão pública de mais de 2 mil municípios para que revisitassem seus fluxos de atenção em saúde mental para adolescentes.  

O canal de acolhimento apoiado pelo UNICEF é o Pode Falar. Uma plataforma virtual de ajuda a jovens de 13 a 24 anos e pode ser acessada gratuitamente por WhatsApp (61-9660-8843) ou site (www.podefalar.org.br). Criado em 2021, o canal já atendeu mais de 70 mil jovens e hoje faz cerca de 2.000 atendimentos semanais. 

Os atendentes são treinados para acolher com empatia, ouvir e, se necessário, ajudar no encaminhamento desses adolescentes. Quem explica é o coordenador da rede Pode Falar, professor Hugo Monteiro Ferreira, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (URFPE).

“Esse jovem que chega para o Pode Falar não quer críticas, não quer julgamento, não quer condenação. Ele quer ser ouvido. A primeira ideia é ouvi-lo e ouvi-lo sem julgamento. É uma disposição de escuta, mas sem estabelecer aconselhamento, comparação, nem sentença.” 

O coordenador ainda explica que existem três fluxos que podem acontecer ao entrar em contato com o Programa.

“Uma é aquela ligação que se encerra nela mesma; a outra é a ligação que vem por conta de uma motivação de violação e a terceira é a ligação que vem porque você está com adoecimento mental. E a gente tenta conversar com essa pessoa para mostrar a ela que precisa da ajuda sistemática de um profissional de saúde mental.” 

O Pode Falar é a única rede no Brasil que atende exclusivamente adolescentes e jovens entre 13 e 24, associando inteligência artificial com condução humana. É, segundo o coordenador do programa, um dos melhores recursos das redes sociais. “Possibilita o jovem a pedir ajuda apenas tendo um celular nas mãos. Isso é revolucionário”, conclui o professor Hugo Ferreira.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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