Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde
Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

Exame Citopatológico (Preventivo): Como fazer pelo SUS?

O exame citopatológico é o método de detecção precoce/rastreamento do câncer do colo do útero, terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no País

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No Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais incidente entre mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para o ano de 2022, são esperados mais de 16 mil novos casos.  A vacina contra o HPV é a medida mais eficaz para a prevenção do câncer do colo do útero e é disponibilizada pelo SUS de forma gratuita para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e homens e mulheres imunossuprimidos em idade estendida. 

No SUS o exame citopatológico, também conhecido como preventivo ou Papanicolau, é o método utilizado para o rastreamento desse tipo de câncer. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres de 25 a 64 anos realizem o exame a cada 3 anos, após dois exames anuais consecutivos normais.

Quando avaliado por região, o câncer do colo do útero é o primeiro em incidência entre as mulheres na região Norte do país. Nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, ocupa 2º lugar, de acordo com o Inca. Entre 2019 e 2021 , as equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS realizaram mais de 6 milhões de exames citopatológicos do colo do útero. 

A brasiliense Tatiane Gisele Lopes Silva, de 42 anos, foi uma das pacientes atendidas pelo SUS. “Já precisei fazer o Papanicolau várias vezes, no posto de saúde, pelo SUS. Todas as vezes, foi solicitado pela minha ginecologista. Fui muito bem atendida, fiz o recolhimento do material e recebi o resultado. Graças a Deus, todas as vezes, estava tudo certo com a minha saúde”, conta.

Como fazer o exame citopatológico pelo SUS?

Para realizar o exame citopatológico no Sistema Único de Saúde (SUS) é preciso agendar uma consulta médica ou de enfermagem na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência. Lá, as equipes da Atenção Primária à Saúde vão providenciar a coleta do citopatológico e, caso necessário, será feito o encaminhamento para os demais níveis de atenção à saúde.

“O exame citopatológico do colo do útero, também conhecido como exame preventivo ou Papanicolau, é ofertado nas Unidades Básicas de Saúde. A mulher deve procurar aquela UBS à qual está cadastrada e vinculada para que possa fazer o seu exame preventivo”, orienta a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, Patrícia Izetti.

A coleta do exame citopatológico deve ser agendada na sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. 

Para Kátia Baldini, coordenadora de enfermagem do Núcleo Assistencial para Pessoas com Câncer (Naspec) e conselheira municipal e estadual de saúde da Secretaria de Saúde da Bahia, quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor poderá ser o desfecho do tratamento. “O citopatológico - ou papanicolau - tem o papel de comprovar que a mulher não tem nem células cancerígenas no colo do útero ou processos inflamatórios. A recomendação é que a mulher se consulte com um ginecologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.

Quem pode fazer o exame citopatológico?

O Inca recomenda que mulheres de 25 a 64 anos, que já iniciaram a atividade sexual, realizem o exame a cada 3 anos, após dois exames anuais consecutivos normais. A coordenadora Patrícia Izetti enfatiza que o câncer no colo do útero pode demorar para apresentar sintomas, o que torna o exame ainda mais necessário. 

“É importante lembrarmos que, muitas vezes, o câncer de colo de útero não apresenta sintomas quando em estádios muito iniciais. Sangramentos e dores, normalmente, vão ocorrer quando o tumor já está num estádio mais avançado. Portanto, o exame de rastreamento, que é o exame preventivo, é a melhor forma de se conseguir detectar essas lesões em estádios mais iniciais e até mesmo quando ainda não são canceres”, orienta.

Além do exame e diagnóstico, o SUS também oferece cirurgia, quimioterapia e radioterapia para tratamento do câncer do colo do útero.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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