Foto: Antônio Cruz/Arquivo Agência Brasil
Foto: Antônio Cruz/Arquivo Agência Brasil

Governo Federal prepara planejamento sobre oferta de vagas na educação infantil

O questionamento deve ser respondido até o dia 30 de abril por gestores municipais. Segundo a primeira parte do Censo Escolar 2021, o número de matrículas na educação infantil registrou queda de 7,3% entre 2019 e 2021

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Gestores municipais têm até o dia 30 de abril de 2022 para participarem do levantamento que busca trazer dados sobre a demanda e oferta de vagas na educação infantil. O questionário estará disponível na plataforma PAR4, na página do município. Para acessar, basta abrir o ícone vermelho no canto inferior direito e clicar no ícone “Questionário de Demanda EI”.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), alguns dos objetivos da iniciativa são compreender o planejamento do município em relação à oferta de vagas (por exemplo, se elas são de jornada parcial ou integral) e compreender como estão estruturadas as etapas do processo de organização da demanda da educação infantil.

Ainda de acordo com o MEC, um dos primeiros passos para planejar a rede é realizar um levantamento da oferta de vagas já existente nas unidades, ou seja, conhecê-la de forma regionalizada e detalhada. Com o número de vagas disponíveis em mãos e a demanda estimada, a Secretaria terá os principais insumos para planejar e organizar o atendimento.

PAR 4 

Conhecido como PAR 4, o quarto ciclo do Plano De Ações Articuladas é uma ferramenta que permite que estados e municípios façam diagnósticos de planejamento de polícia educacionais. O grande objetivo da iniciativa é melhorar a qualidade da educação básica pública. 

Eliane de Carvalho Silva, coordenadora de Programas Especiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destaca a importância da participação dos municípios.

“O PAR é uma importante estratégia do Plano Nacional de Educação para o desenvolvimento de ações. Contribui para ampliação da oferta, permanência e melhoria das condições escolares e, consequentemente, para o aprimoramento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, bem como para a redução da evasão escolar”

Para auxiliar os gestores, a FNDE disponibilizou um manual orientativo online  e se coloca a disposição para o esclarecimento de dúvidas pelos canais oficiais.

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Educação Infantil: Importância 

A Daniela Gonçalves tem um filho de 3 anos e 5 meses anos, que começou a ir para a creche ano passado. Segundo ela, o menino tem diagnóstico de autismo e isso faz com que ela se sinta preocupada em deixar a criança, mas sabe da importância para o crescimento dele. "Eu confio, eu preciso que ele esteja na creche e ele tem que se preparar quando for para a escola. Só que eu, pra falar a verdade, fico um pouco preocupada."

Daniela é uma das muitas mães que devem deixar os filhos em creches, mas dados do Censo Escolar de 2021 mostram que o número de matrículas nesses locais caiu 9% entre 2019 e 2021. Em todo o Brasil, foram registradas 69,9 mil creches em funcionamento no Brasil.

Já na educação infantil, a queda foi de 7,3% nos mesmos anos analisados. Ao todo, neste período, 653,499 crianças de até 5 anos saíram da escola. Foram registradas, em instituições particulares e públicas, 6.403.866 matrículas.

Segundo a coordenadora educacional de uma escola particular do Distrito Federal, Thaís Carvalho, a educação infantil tem um papel fundamental na formação dos alunos, já que é base de todo desenvolvimento para ter o sucesso da sua vida acadêmica. “Na educação infantil, a criança vai formar a sua personalidade. Ela vai ter as bases de valores sociais e éticos e o seu desenvolvimento socioemocional fortalecido para construir essas relações e, nessas relações fortalecidas, ela consiga se desenvolver academicamente e cognitivamente”, completa. 
 

 

 


 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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