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Indústria do hidrogênio verde precisa de incentivos para crescer, destaca Absolar

Segundo a vice-presidente de Investimento e Hidrogênio Verde da Absolar, o investimento no hidrogênio verde deve possibilitar a neoindustrialização no país e ainda a redução de emissão de gases de efeito estufa

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Importante vetor para a descarbonização de setores da indústria — como transporte, fertilizantes, indústria de aço, alumínio e cimento, indústria química  —, o hidrogênio verde pode abrir possibilidades para a neoindustrialização do Brasil, além de impulsionar setores como energia e exportações. Essa é a avaliação da vice-presidente de Investimento e Hidrogênio Verde da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Camila Ramos.

“O hidrogênio verde é um vetor que possibilita a descarbonização de setores de difícil descarbonização, como a indústria. Por exemplo: a siderurgia. A siderurgia é um dos setores que mais emite. Ela representa no Brasil 12% de todas as emissões do Brasil. Então, se a gente começar a produzir aço verde, por exemplo, alumínio verde a partir do hidrogênio verde, a gente tem o potencial de reduzir as nossas emissões de forma muito significativa. Combustível de aviação representa 2% de todas as emissões globais de gases de efeito estufa, se a gente usar combustíveis também de veículos pesados a partir do hidrogênio verde, a gente consegue miserar emissões de setores, e minimizar a emissão de setores que são de difícil descarbonização, afirma.

Para Ramos, o Brasil tem capacidade de capitalizar as fontes de energia renováveis, uma vez que é um dos maiores países do mundo e com disponibilidade de produzir energia eólica competitiva, de qualidade e barata.  

“A gente tem uma grande oportunidade de capitalizar isso, produzir esse hidrogênio para descarbonizar a nossa indústria, mas também ajudar outros países na descarbonização. Então a gente pode, por exemplo, produzir hidrogênio verde e exportar hidrogênio para outros países. A gente também pode produzir produtos aqui no Brasil com o valor agregado maior, como aço verde, por exemplo, para a indústria automobilística e exportar esse aço já limpo, para países que não têm a possibilidade de produzir hidrogênio verde de forma competitiva”, completa.

No entanto, a vice-presidente da Absolar destaca que é preciso incentivos para que a indústria nasça de forma competitiva e eficiente, com planos de curto, médio e longo prazo. Camila Ramos defende um marco regulatório e incentivos para o setor. Ela exemplifica outra política de incentivo para energia limpa e renovável que já foi implementada no Brasil com êxito.

“No início dos anos 2000, a gente teve o Proinfa, que foi o programa de incentivo para as energias alternativas: biomassa, a energia eólica e as PCH — pequenas centrais hidrelétricas — foi um programa limitado por um volume específico de projeto. A indústria não só nasceu, mas ela se desenvolveu. Precisou desse empurrãozinho inicial para fazer com que essa indústria nascesse de forma competitiva. Para energia solar a gente teve a inserção da fonte solar nos leilões de reserva, com um preço diferenciado para os primeiros projetos se viabilizarem. Hoje a solar junto com a eólica são as energias mais baratas que a gente tem no Brasil, sem os incentivos. A gente precisa de algo parecido para o setor de hidrogênio”, ressalta.

Projetos de incentivo

O Congresso Nacional busca criar parâmetros para incentivar o uso do hidrogênio verde sustentável no Brasil. Um dos exemplos é o PL 1878/2022, em tramitação no Senado Federal. O projeto cria uma política de regulação e produção para fins energéticos do hidrogênio verde. A proposta, de autoria da Comissão de Meio Ambiente, está na Comissão Especial para Debate de Políticas Públicas sobre Hidrogênio Verde – CEHV, e segue posteriormente à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

De acordo com o membro da Comissão Especial para Debate de Políticas Públicas sobre Hidrogênio Verde, o senador Fernando Dueire (MDB-PE), a minuta de legislação para a regulação da produção do hidrogênio no Brasil deve entrar em discussão na próxima quarta-feira (18) na Comissão Especial.

“Essa regulamentação cria o programa de desenvolvimento de hidrogênio de baixo carbono que é fundamental e retrata também a questão de incentivos como emissão de debêntures incentivadas, que é fundamental para que haja uma condição de financiamento também. Há também a questão da certificação do que é um pré-requisito que essa certificação ocorra de uma maneira segura”, afirma.

O senador ainda destaca a importância da criação do marco regulatório do hidrogênio verde. “Essa eu acho que vai ser a grande conquista, porque o empresariado, o capital, precisa de segurança para investimento e é fundamental que essa segurança comece pela segurança jurídica”, diz.

Na Câmara dos Deputados, na última terça-feira (10), o relator da Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio, o deputado Bacelar (PV-BA), apresentou o relatório preliminar que propõe a criação do Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono. O texto segue em caráter de urgência na Casa e, segundo o presidente da comissão, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), as sugestões de ajustes devem ocorrer até o dia 23. A previsão é que o texto seja votado no próximo dia 24.

Hidrogênio verde: Brasil possui forte potencial competitivo no mercado mundial

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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