Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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IPC-S apresenta variação de 0,25% nos últimos 12 meses

Com a variação, o índice acumula um aumento de 3,51%. Entre as sete capitais analisadas, cinco delas mostraram uma redução em suas taxas de variação, são elas: Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo

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Na segunda quadrissemana de dezembro de 2023, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) apresentou uma variação de 0,25%, acumulando um aumento de 3,51% nos últimos 12 meses. Entre as sete capitais analisadas, cinco delas mostraram uma redução em suas taxas de variação.

André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV IBRE, destaca que a demanda relacionada às festas de final de ano, como Natal e Réveillon, influencia na aceleração da inflação de dezembro. Esta alta demanda abrange uma variedade de produtos, desde alimentos até bens duráveis usados como presentes, contribuindo para o aumento nos preços durante esse período.

“Mas o que a gente viu, apesar da aceleração que o IPC-S apresentou na primeira quadrissemana de dezembro, é que na segunda esse ritmo de aceleração não se sustentou e isso veio como uma boa notícia, dizendo que essa pressão inflacionária e típica das festas de final de ano vem com menos fôlego em 2023”, explica.

Veja as variações percentuais dos municípios das sete capitais componentes do IPC-S

  • Brasília - O IPC-S referente à segunda quadrissemana de dezembro de 2023, teve um aumento de 0,52% e acumulou uma alta de 3,45% nos últimos 12 meses. Das 8 classes de despesa que compõem o índice, 4 apresentaram um aumento em suas taxas de variação. Destacam-se os grupos de Alimentação e Educação, Leitura e Recreação, onde as taxas subiram de 0,21% para 0,65%, e de 1,33% para 1,76%, respectivamente;
  • Salvador - O IPC-S para a segunda quadrissemana de dezembro de 2023 registrou um aumento de 0,08%, acumulando uma alta de 3,19% nos últimos 12 meses. Neste período, 3 das 8 categorias de despesa que compõem o índice mostraram aceleração em suas taxas de variação. Destacam-se os grupos de Transportes e Vestuário apresentaram mudanças significativas, com as taxas passando de -0,49% para 0,34%, e de 0,09% para 0,58%, respectivamente;
  • Belo Horizonte - O IPC-S na segunda quadrissemana de dezembro de 2023 apresentou uma variação de 0,30%, totalizando um aumento de 4,54% nos últimos 12 meses. Observa-se uma desaceleração nas taxas de variação em 3 das 8 categorias de despesa que compõem o índice. Se destacam as mudanças nos grupos de Comunicação e Despesas Diversas, onde as taxas passaram de -0,28% para -1,44%, e de 1,68% para 1,05%, respectivamente;
  • Recife - O IPC-S na segunda quadrissemana de dezembro de 2023 registrou uma queda de 0,33%, acumulando um aumento de 0,56% nos últimos 12 meses. Neste período, houve uma desaceleração nas taxas de variação em 3 das 8 classes de despesa que compõem o índice. Os grupos de Educação, Leitura e Recreação, e Despesas Diversas foram os mais impactados, com as taxas alterando-se de 0,74% para -0,83%, e de 1,77% para 0,98%, respectivamente;
  • Rio de Janeiro - O IPC-S na segunda quadrissemana de dezembro de 2023 apresentou uma variação de 0,39% e um acúmulo de alta de 3,73% nos últimos 12 meses. 6 das 8 classes de despesa que compõem o índice mostraram desaceleração em suas taxas de variação. Os grupos de Educação, Leitura e Recreação, e Despesas Diversas foram os que mais se destacaram, com as taxas tendo alteração de 2,30% para 1,00%, e de 1,97% para 1,20%, respectivamente;
  • Porto Alegre - O IPC-S na segunda quadrissemana de dezembro de 2023 registrou uma variação de 0,50%, totalizando um aumento acumulado de 3,83% nos últimos 12 meses. Neste período, 6 das 8 classes de despesa do índice apresentaram uma desaceleração em suas taxas de variação. Os grupos de Despesas Diversas e Educação, Leitura e Recreação foram os mais notáveis, com as taxas alterando-se de 2,09% para 1,28%, e de 2,86% para 2,38%, respectivamente;
  • São Paulo - O IPC-S na segunda quadrissemana de dezembro de 2023 registrou uma variação de 0,13%, totalizando um aumento de 3,65% nos últimos 12 meses. Neste período, 6 das 8 categorias de despesas incluídas no índice apresentaram redução nas suas taxas de variação. Os grupos de Despesas Diversas e Transportes se destacaram, com as taxas mudando de 1,99% para 1,22%, e de 0,16% para -0,05%, respectivamente.

O economista Otto Nogami atribui a principal influência no resultado do IPC-S à diminuição de 0,75 pontos percentuais, observada da primeira para a segunda semana de dezembro, no Grupo de Despesas Diversas. Este grupo abrange itens variados, incluindo o fumo, e serviços como os oferecidos por correios, lotéricas, despesas relacionadas a animais domésticos e serviços bancários.

“Outros grupos de despesa também apresentaram queda, com destaque para o grupo de alimentação e transportes, que são os que normalmente tendem a pressionar a inflação”, destaca.

Nogami avalia que, no curto prazo, existe uma tendência de diminuição da inflação, especialmente considerando a possibilidade de a Petrobras realizar uma nova redução nos preços dos combustíveis.
 

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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