Foto: rawpixel/Freepik
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IPVA 2024: GO, MT e MS oferecem desconto para pagamento à vista; DF não oferece abatimento

DF é o único ente do Centro-Oeste que não dará desconto para contibuinte que antecipar o pagamento do tributo, mas permite o parcelamento. Mato Grosso do Sul dá desconto de até 15%

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Os condutores que vivem em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que pagarem o IPVA de 2024 à vista terão desconto. Os sul-mato-grossenses que pagarem o tributo de uma só vez terão abatimento de 15%, de acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MS). 

De acordo com o Detran do Mato Grosso do Sul, o desconto será concedido apenas aos contribuintes que efetuarem o pagamento do IPVA até o dia 31 de janeiro. Os cidadãos também podem parcelar o valor em cinco vezes, entre janeiro e maio, mas sem direito a abatimento. Confira mais informações aqui

Ao Brasil 61, o consultor financeiro Jônatas Bueno diz que a escolha pelo pagamento à vista ou pelo parcelamento do IPVA vai depender da realidade financeira de cada família. 

"A maior parte dos brasileiros não têm qualquer tipo de reserva financeira. Nesses casos, vale a pena pensar se existe a possibilidade fazer um esforço nos primeiros meses do ano para quitar à vista. Se não existir, fica fora de cogitação pagar o IPVA à vista. Então, a pessoa deve parcelar na menor quantidade de vezes possível", orienta. 

O especialista recomenda o pagamento do tributo de uma vez só quando o condutor tiver poupança ou saldo naquele mês em que a cota única irá vencer. "É muito interessante que esse IPVA seja pago à vista, porque não existe nenhum investimento no mercado financeiro em que a pessoa consegue uma rentabilidade de 10%, 20%, 28% sobre um capital. Não adianta a pessoa pensar em deixar o dinheiro parado – para quem tem algum investimento ou reserva –  e parcelar, porque esse dinheiro que ela deixou de receber como desconto jamais vai ser recuperado, enquanto que se ela fizer um esforço, usar a reserva ou mesmo dentro das possibilidades do mês pagar à vista o IPVA, ela consegue nos meses posteriores usar o dinheiro que seria da parcela para outras coisas", explica. 

Mato Grosso

Em Mato Grosso, os contribuintes que participam do Programa Nota MT podem receber um desconto de R$ 100 ou 10% do valor do IPVA (limitado a R$ 700) – o que for mais benéfico. Essa redução é cumulativa com um desconto de 10% pelo pagamento à vista. 

Imagine uma motocicleta com imposto de R$ 156,41. Nesse caso, é mais vantajoso optar pelo desconto de R$ 100. Ao saldo de R$ 56,41 será aplicado o desconto de 10%, caso o contribuinte opte pelo pagamento em cota única, totalizando um IPVA de R$ 50,77. 

O prazo para assegurar o benefício pelo pagamento à vista é dilatado: vai até 29 de maio de 2024. A data também é o limite para a formalização do parcelamento e pagamento da primeira parcela. Segundo o governo estadual, é possível dividir o IPVA em oito parcelas. 

Para mais informações, acesse a página da Sefaz de Mato Grosso

Goiás

Em Goiás, o pagamento em cota única assegura desconto de 7%. Para isso, é preciso quitar o valor ainda em janeiro, no dia respectivo para cada número final de placa do veículo. Quem é cadastrado na Nota Fiscal Goiana pode receber até 10% de desconto no tributo. 

Já os veículos populares com potência de até mil cilindradas e motocicletas de até 125 cilindradas têm redução de 50% no IPVA se não tiverem cometido infração de trânsito no ano anterior e estiverem com o pagamento em dia. 

Proprietários de veículos com placas final 1 e 2 podem parcelar o IPVA em nove vezes. Os demais, em dez parcelas. De acordo com o governo do estado, a tabela Fipe, usada para checar o valor venal dos veículos usados, teve redução média de 2,78%, o que vai baratear o imposto. Saiba mais aqui

Distrito Federal

O DF é o único ente do Centro-Oeste que não vai conceder desconto para quem pagar o IPVA à vista. No entanto, os condutores poderão parcelar o pagamento em até seis vezes, entre fevereiro e julho do ano que vem. O dia de vencimento depende do número final da placa do veículo. Para mais informações, clique aqui

Bueno diz que, nos casos em que o governo não oferece desconto para pagamento do IPVA em cota única, é aceitável que alguém que tenha o valor para quitar à vista opte por parcelar o tributo. Mas é preciso pesar alguns pontos antes de tomar a decisão. 

"Logicamente, pode ser que lá no futuro essa parcela comprometa alguma parte da renda dela, caso aconteça algum imprevisto e precise utilizar parte da renda para cobrir. É importante ter consciência que a parcela vai pressionar o orçamento e aí tendo disciplina até pode se conviver com a parcela", diz.

"No entanto, quando a pessoa decide pagar a parcela única também tem o efeito psicológico de que se livrou de um peso, é uma coisa a menos para se preocupar. Por mais que matematicamente possa fazer sentido parcelar quando não se tem desconto, pagar as dívidas quando se tem dinheiro é muito interessante porque você libera os próximos meses e você vai repor a reserva ou ter um valor a mais no mês para fazer outras coisas", completa. 

IPVA 2024 pode ser pago com desconto máximo de 28% no RS até esta quinta-feira (28)

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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