Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Mais de 4,5 milhões de brasileiros do grupo prioritário já tomaram a vacina bivalente contra a Covid-19

A infectologista Larissa Tiberto explica que apenas com uma proteção preventiva contra a Covid-19 teremos chances de acabar de vez com a pandemia

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Mais de 4,5 milhões de brasileiros já tomaram a vacina bivalente contra a Covid-19. Os dados estão disponíveis no LocalizaSUS e concentram as informações encaminhadas por estados e municípios desde o dia 27 de fevereiro, data de lançamento da campanha "Movimento Nacional pela Vacinação". A ação, que busca unir o país no propósito de ampliar as coberturas vacinais, é uma das prioridades do governo federal.

Por possuírem maior risco de desenvolver formas graves do vírus, até o momento, o imunizante está sendo aplicado em pessoas com mais de 70 anos de idade, imunocomprometidas, que trabalhem ou estejam abrigadas em instituições de longa permanência, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Para poder ter acesso a vacina, o beneficiado precisa ter completado o esquema vacinal primário e respeitar o prazo mínimo de quatro meses desde a última dose recebida. Larissa Tiberto, infectologista, explica a importância de ter o esquema vacinal completo. 

“Estar com o cronograma vacinal completo é fundamental para manter a memória imunológica a fim de diminuir a contaminação e evitar os casos graves da doença, o que diminui também a mortalidade no mundo inteiro”, informa. 

Confira a quantidade de doses aplicadas por estado

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação também está avançando entre os povos e comunidades tradicionais, que já receberam quase 37 mil doses bivalentes, e povos indígenas, com quase 16 mil doses. Com o avanço da cobertura no público inicial, outros grupos prioritários serão imunizados. Por isso, é importante que cada um fique atento às informações divulgadas pelos municípios para saber o momento de procurar uma unidade de saúde.

A infectologista conta que apenas fazendo uma proteção preventiva contra a covid-19 teremos chances de acabar de vez com a pandemia. “A vacina bivalente é uma vacina segura que nos protege contra variante ômicron e as suas subvariantes”, explica.

O movimento está dividido em 5 etapas, são elas:

Etapa 1 - fevereiro

Vacinação contra Covid-19 (reforço com a vacina bivalente)

Público-alvo:

  •     Pessoas com maior risco de formas graves de Covid-19;
  •     Pessoas com mais de 60 anos;
  •     Gestantes e puérperas;
  •     Pacientes imunocomprometidos;
  •     Pessoas com deficiência;
  •     Pessoas vivendo em Instituições de Longa Permanência (ILP);
  •     Povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
  •     Trabalhadores  da saúde.

Etapa 2 - março

Intensificação da vacinação contra Covid-19

Público-alvo:

Toda a população com mais de 12 anos.

Etapa 3 – março

Intensificação da vacinação de Covid-19 entre crianças e adolescentes

Público alvo:

Crianças de 6 meses a 17 anos.

Etapa 4 – abril

Vacinação de Influenza

Público-alvo:

  •     Pessoas com mais de 60 anos;
  •     Adolescentes em medidas socioeducativas;
  •     Caminhoneiros
  •     Crianças de 6 meses a 4 anos;
  •     Forças Armadas;
  •     Forças de Segurança e Salvamento;
  •     Gestantes e puérperas;
  •     Pessoas com deficiência;
  •     Pessoas com comorbidades;
  •     População privada de liberdade;
  •     Povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
  •     Professores;
  •     Profissionais de transporte coletivo;
  •     Profissionais portuários;
  •     Profissionais do Sistema de Privação de Liberdade;
  •     Trabalhadores da saúde.

Etapa 5 - maio

Multivacinação de poliomielite e sarampo nas escolas.

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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