Foto: Divulgação/MIDR)
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MIDR debate ações de desenvolvimento regional com representantes de movimentos sociais

Objetivo das reuniões com representantes da Contraf e do MST foi mostrar de que forma a Pasta pode atender demandas dos movimentos

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Assessoria de Participação Social e Diversidade, promoveu debates com a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf) e com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O objetivo foi apresentar ações da Pasta e debater de que forma o Governo Federal pode apoiar demandas dos movimentos.

Natalia Mori, assessora de participação social e diversidade do MIDR, explica que já foram realizados dois encontros com ambos os movimentos. Segundo ela, houve avanços nas discussões e a Pasta identificou reivindicações possíveis de serem atendidas, como políticas públicas para fomento e implantação de unidades para captação e armazenamento de recursos hídricos para consumo e produção nas diversas tecnologias conhecidas; liberação de recursos para a retomada de projetos de apoio à captação de água de chuva para melhorar a situação do semiárido brasileiro; impulsionar ações para Inovação Tecnológica Sustentável dos sistemas de produção e manutenção de barragens coletivas; e a distribuição de kits de irrigação adaptados para a agricultura familiar para até quinhentos metros quadrados, entre outras.

“Depois do primeiro contato com a Contraf, eles apresentaram uma pauta mais específica para dialogar com ações do nosso ministério, como reuso de água, maquinário para ajudar na agricultura familiar, cisternas, enfim, esse tipo de ações políticas que dialogam com o nosso ministério”, conta Natália. “Falamos sobre segurança hídrica, desenvolvimento regional com nossas rotas produtivas e, ainda, sobre a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), que tem muitas ações locais e políticas de desenvolvimento que têm a ver com a pauta da confederação”, destaca.

Já na reunião com integrantes do MST, foram debatidos temas como parcerias para fomentar  perímetros irrigados para o assentamento de famílias que possam desenvolver a produção agroecológicas; estradas de acesso aos assentamentos para escoar a produção; destinação de kits de irrigação para produção e de implementos agrícolas, como tratores, colheitadeiras e plantadeiras, entre outros temas.

“Com o MST, as demandas são semelhantes às da Contraf, como kits de irrigação para os assentados terem como irrigar suas hortas, suas plantações, sistemas de uso e reuso de água, parcerias para que eles consigam cisternas, dessalinizadores e equipamentos para o desenvolvimento rural para os pequenos agricultores possam trabalhar”, ressaltou Natália.

Integrante da Coordenação Nacional do MST, Lucineia Durães explicou a importância do encontro. “A nossa reunião com o ministério foi para pautar questões importantes no processo do desenvolvimento da produção e da reforma agrária. E também sobre as rotas produtivas para desenvolver os assentamentos. É importante porque temos questões relacionadas ao perímetro irrigado e queremos dobrar o processo de produção e melhorar a qualidade da vida das famílias que vivem nessas áreas”, comentou.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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