Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O efeito da Copa do Mundo na economia brasileira

Evento esportivo mais assistido do planeta, a Copa do Mundo de 2022 no Catar deve injetar R$ 1,48 bilhão em vendas no comércio e serviços

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O Brasil enfrenta a Suíça nesta segunda (28), depois da vitória da Seleção por 2x0 contra a Sérvia na estreia (24) na Copa do Mundo do Catar. Historicamente, a competição mexe com o Brasil. De quatro em quatro anos, cresce o sentimento de orgulho dos brasileiros, que se vestem de verde e amarelo, pintam ruas e se juntam para assistir aos jogos. Ainda em um cenário de recuperação, a economia brasileira também deve ter um impacto considerável com a Copa. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima R$ 1,48 bilhão em vendas no comércio e serviços. O torneio começou no dia 20 de novembro no Catar. E termina em 18 de dezembro.

Para o economista da CNC, Fábio Bentes, essa estimativa de vendas tende a movimentar setores específicos do comércio, “o setor de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, afinal de contas, neles são vendidos televisores, que é o carro-chefe nesse tipo de evento, mas também o segmento de vestuário e o varejo alimentício.” Já no setor de serviços, esse impacto tende a se concentrar nos bares e restaurantes. Para esse segmento, a CNC tem uma perspectiva de injeção de R$864 milhões. Se confirmada a expectativa, esse valor representa um aumento real, já descontada a inflação, de aproximadamente 8% em relação à movimentação financeira de bares e restaurantes na Copa de 2018. Caso a projeção se concretize, o mercado varejista brasileiro e o setor de serviços registrarão um faturamento 7,9% maior em comparação com a Copa de junho de 2018, na Rússia.

Copa do Mundo e a Black Friday ao mesmo tempo

Este ano, a coincidência de calendários da Black Friday com o maior evento do futebol antecipou as promoções. Descontada a inflação,  espera-se um aumento de mais de 7,5% nas vendas em relação ao mesmo período do ano em 2021, ainda de acordo com a CNC.

Segundo o economista, esse aumento representa uma perspectiva positiva para a Black Friday, e isso ocorro por dois fatores: a inflação e a regeneração do mercado de trabalho. A inflação na Black Friday de 2022 está menor que a do ano passado. O índice de referência de preços no Brasil (IPCA) estava em 11% ao ano às vésperas da Black Friday de 2021. “Hoje a inflação está na casa de 6,5%. Isso ajuda o varejo crescer durante um evento em que as ações promocionais chamam a atenção dos consumidores”, explica Fábio Bentes.

Para qualquer data comemorativa do comércio, o mercado de trabalho em expansão propicia aumento das vendas. Fabio Bentes destaca que embora a taxa de desemprego ainda esteja alta, está bem menor do que na Black Friday passada, “no final do ano passado a gente estava com uma taxa de desocupação de 14%, esse ano essa taxa de desocupação está na casa de 8,9% por cento, ou seja, a taxa de desemprego é um indício de que o mercado de trabalho está reagindo e ao reagir o consumidor consegue, renda para consumir não só na Black Friday, mas nas demais datas comemorativas do comércio.” 

No segmento de Bares e Restaurantes, a CNC tem uma perspectiva de injeção de R$864 milhões. Mais de 50% dos estabelecimentos devem fazer alguma ação digital de marketing em torno da Copa do Mundo, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). No entanto, é necessário ter atenção às regras de marketing da Copa do Mundo 2022, estabelecidas pela FIFA.

“A nossa preocupação é com aqueles estabelecimentos que querem fazer uma divulgação ou ações promocionais relativas à Copa do Mundo, principalmente nas mídias digitais. A FIFA e a CBF têm uma série de regras para uso dos símbolos como o mascote, o cartaz da Copa, a própria camisa da Seleção, o símbolo da CBF. E são restrições que podem trazer algum prejuízo para o estabelecimento se ele usar de modo indevido”,  ressalta o líder de inteligência e conteúdo da Abrasel, José Eduardo Camargo.

Para José Camargo, além de ter esse cuidado, é necessário também se diferenciar. “Muita gente vai estar fazendo esse tipo de ação, é sempre bom conhecer o seu cliente, planejar aquelas ações, aquelas promoções que vão agradar ao cliente que já é contumaz do bar e do restaurante e para ampliar a sua clientela.”

A  sócia administradora de um restaurante tradicional de Brasília, Giuliana Ansiliero, apostou na opção delivery para atrair consumidores, uma vez que o estabelecimento não tem o perfil para que as pessoas assistam a um jogo de Copa do Mundo. “A gente montou algumas opções de kits com entradas, que a gente acha que tem realmente esse perfil de você ir beliscando enquanto vê o jogo no momento descontraído, montamos também um kit de almoço para aqueles dias em que os jogos importantes vão cair bem na hora do almoço, um kit para a família toda pedir e almoçar torcendo junto”. 

Onde assistir aos jogos da Copa do Mundo ao vivo e on-line

É possível assistir aos jogos da Copa do Mundo 2022 on-line e de graça por meio de algumas plataformas de streaming. O Globoplay e o GE, por exemplo, retransmitem o sinal da TV Globo ao vivo, é possível acompanhar 56 das 64 partidas pelo computador ou celular. Outra opção é o site FIFA+, inteiramente dedicado ao torneio. Os canais do streamer Casimiro no YouTube e na Twitch também são uma alternativa para quem quer assistir ao campeonato em tempo real.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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