Foto: Reprodução/Canal Doutor Ajuda
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O que é a Fibrose Pulmonar?

Neste episódio o Dr. Alexandre Amaral dá mais detalhes sobre o assunto

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Você conhece alguém que tem tosse seca com frequência ou se cansa facilmente? Já ouviu falar sobre fibrose pulmonar? Neste episódio o Dr. Alexandre Amaral dá mais detalhes sobre o assunto.

A fibrose pulmonar não é propriamente uma doença. Na verdade, é uma alteração que acontece no pulmão em consequência de várias doenças que podem comprometê-lo. Um grupo de doenças, às vezes muito diferentes entre si, mas que causam alterações parecidas e sintomas muito semelhantes também, que são chamadas conjuntamente de Doenças Intersticiais Pulmonares (DIP).  

O que acontece é que a maioria das doenças desse grupo, as DIP, geram algum grau de inflamação ou fibrose no pulmão, de onde vem o termo “Fibrose Pulmonar”.

Nosso corpo tem maneiras diferentes de lidar com as agressões que podem acontecer. Uma das mais comuns é a inflamação. Nós usamos células inflamatórias que estão no órgão, ou que chegam pelo sangue, para combater o que quer que esteja fazendo mal. Às vezes, essa inflamação pode ser exagerada, descontrolada, ou voltada para o próprio pulmão. 

Existe também um sistema de reparo ou regeneração que é bem comum, que é a fibrose. Imagine quando fazemos um corte no dedo, geralmente sangra, para  e depois fica vermelho, quente, inchado, isso tudo é resultado da inflamação.

Quando a fibrose acontece no pulmão, ela acaba prejudicando a respiração por dois principais meios: deixando o pulmão duro, difícil de esticar e, portanto, de respirar e comprometendo as trocas gasosas que acontecem nos alvéolos, ou seja, atrapalhando a oxigenação do sangue.

Isso gera, principalmente, dois sintomas:

  • Cansaço ou falta de ar. Geralmente na hora de fazer algum esforço pode piorar.
  • Tosse, geralmente seca.

Mas, o que causa a fibrose no pulmão?

 São muitas as causas de fibrose no pulmão. Algumas são mais comuns em jovens, outras em pessoas mais velhas; algumas podem predominar em mulheres (como linfangioleiomiomatose) ou em alguns grupos étnicos específicos (como sarcoidose em afrodescendentes). 

Algumas das principais causas:

  • Doenças autoimunes, popularmente chamadas de “reumatismo”. Várias doenças desse grupo podem causar problemas pulmonares, como a Artrite Reumatoide e a Esclerose Sistêmica e muitas outras;
  • Exposições ambientais. A inalação de pequenas partículas no ar, chamadas de antígenos orgânicos, pode causar fibrose pulmonar em algumas pessoas;
  • Tabagismo. O cigarro, além de ser o principal responsável pela DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), também pode ocasionar alguns tipos de fibrose no pulmão;
  • Exposições ocupacionais: algumas substâncias inaladas, geralmente no ambiente de trabalho, podem causar fibrose pulmonar, como a exposição intensa ou prolongada à poeira de sílica, a alguns metais usados na indústria e ao asbesto (amianto);
  • Medicamentos. Alguns remédios podem resultar em fibrose no pulmão, como alguns usados para tratamentos do câncer e até alguns antibióticos de forma prolongada (como a nitrofurantoína);
  • Radioterapia. Principalmente se o campo de irradiação envolver o tórax, é a chamada pneumonite actínica;
  • Outras doenças sistêmicas, como a sarcoidose, uma doença inflamatória que pode afetar praticamente qualquer parte do corpo, mas que costuma atacar o pulmão em 90% dos casos;
  • Sem causa conhecida. Isso mesmo, em muitos casos, a medicina ainda não conhece o que causa a fibrose.

O diagnóstico da Fibrose Pulmonar geralmente começa com um exame de imagem, preferencialmente, uma tomografia do tórax de boa qualidade (com alta resolução). 

Pode ser um achado assintomático (sem querer) de exame pulmonar solicitado por outro motivo também.

E o tratamento?

Em relação ao tratamento vai depender muito da causa da fibrose. Em linhas gerais, a primeira coisa a se fazer é tentar remover a causa, por exemplo, se a doença está relacionada ao cigarro, é necessário parar de fumar; se for causada por uma exposição em casa ou no trabalho, afastar-se daquela exposição. 

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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