Foto: Reprodução/Canal Doutor Ajuda
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O que é a toxoplasmose? Como prevenir?

Neste episódio, a infectologista, Mirian de Freitas Dal Bem Conadi fala sobre toxoplasmose

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A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma Gondii, normalmente, uma vez que você pega o toxoplasma, ele permanece a vida toda no seu corpo. Em pessoas saudáveis, o sistema imunológico normalmente consegue conter o parasita, evitando doenças graves. Nestes casos, os sintomas costumam ser semelhantes aos da gripe, incluindo febre, calafrios e dores no corpo.

No entanto, a situação é diferente em mulheres grávidas e em indivíduos com sistemas imunológicos enfraquecidos. Nestes grupos, a toxoplasmose pode ter consequências mais severas. As gestantes com essa infecção correm o risco de aborto ou de dar à luz um bebê com malformações.

Em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos, a doença pode permanecer latente no corpo por longos períodos sem causar sintomas. No entanto, se o sistema imunológico enfraquecer por qualquer motivo, a toxoplasmose pode reativar e causar sérias lesões, incluindo comprometimento cerebral e visual.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico geralmente é feito através do quadro clínico, junto com exames complementares para detectar os anticorpos que o nosso corpo produz contra o toxoplasma, que são detectados no exame de sangue.

Uma vez feito o diagnóstico, no caso das grávidas e dos imunossuprimidos são indicados tratamentos específicos que geralmente são feitos via oral. Segundo trabalhos publicados, se  o tratamento for iniciado precocemente, o risco de transmissão para o bebê cai pela metade.

Transmissão

Qual é a relação da toxoplasmose com as fezes de gatos? 

As fezes dos felinos podem conter o toxoplasma, os bichinhos se contaminam quando comem animais, como pássaros, que estão infectados e acabam eliminando os ovos do toxoplasma após aproximadamente, três semanas após o contágio. 

Se a pessoa tem contato com essas fezes contaminadas e depois acaba levando as mãos à boca, por exemplo, podem contrair a doença. Isso pode ocorrer ao limpar a caixinha de areia, entrando em contato com o parasita e caso não higienize as mãos devidamente, pode acabar ingerindo o toxoplasma. Ao entrar em contato ou ingerir com qualquer outra coisa que tenha entrado em contato com as fezes dos gatos, pode se contaminar. 
 
É importante ressaltar que o contágio da toxoplasmose ocorre também pela ingestão de alimentos crus ou mal cozidos, especialmente carne de porco e carnes vermelhas ou mariscos que estejam contaminados. Tomar água contaminada também é outro meio de contaminação.

Prevenção

  • Sempre cozinhar os alimentos em temperaturas seguras. Ao consumir uma carne, certifique-se de que esteja bem passada;
  • Descasque ou lave muito bem as frutas e os vegetais antes de comer e não os corte em tábuas em que você cortou carnes ou mariscos crus;
  • Não comas ostras, mariscos mal cozidos, eles podem estar contaminados;
  • Não consuma leite de cabra não pasteurizado;
  • Sempre lave tábuas de cortes, pratos, balcões, utensílios e mãos após o contato com carne crua, aves, frutos do mar;
  • Utilize luvas ao fazer jardinagem ou quando fizer contato com o solo e areia;
  • Se você tiver gatos, troque a areia da caixa todos os dias;
  • Sempre lave as mãos com água e sabão antes de ingerir qualquer alimento.

O peixe cru não transmite a toxoplasmose, mas é indicado que gestantes não consumas pois podem se contaminar com outros tipos de parasitas, como a difilobotríase, conhecida com a doença da tênia do peixe, ou ela pode ingerir toxinas pré formadas que outros bichos produziram, como a bactéria chamada estafilococos.

Se você estiver grávida ou paciente imunocomprometidos, além das recomendações acima, você deve evitar trocar a areia do gato, mas caso precise, use luvas descartáveis e após a troca, lave bem as mãos.

Em caso de suspeita desta doença, é fundamental buscar ajuda médica para um diagnóstico preciso e orientações adequadas.

Para mais informações, assista ao vídeo no canal Doutor Ajuda.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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