Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os perigos da diarreia na infância e as estratégias para driblar a doença

As ações do Unicef na região amazônica vão desde orientação sobre como fazer soro caseiro até a entrega de filtros de água para populações nativas e vulneráveis. Tudo para prevenir infecções por doenças evitáveis

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Diarreia: uma doença comum, mas que pode ser muito perigosa se for negligenciada. A maior parte dos casos acontece quando consumimos água contaminada ou alimentos estragados. Quando associada a alguma bactéria ou vírus, a disenteria — como também é conhecida — pode causar infecções gastrointestinais e até evoluir para doenças mais graves.

COMUNICADOR: Disponibilizamos dois conteúdos menores para que você possa repetir durante o dia na sua programação.

Uma das ações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na região amazônica, é a prevenção de doenças evitáveis, como a diarreia. O apoio às famílias vulneráveis tem sido prioridade,  sobretudo a quem não tem acesso à água potável. 

Com o apoio de entidades da sociedade civil, o UNICEF também ajuda na compra e distribuição de itens básicos. Lídia Pantoja, oficial de Saúde e Nutrição do UNICEF para o território amazônico, explica como é o apoio.

"Os municípios que estão em situação de emergência por conta da estiagem, com doação de água potável, filtros de água para comunidades ribeirinhas e indígenas que sofrem com a estiagem no Amazonas. E junto com isso ajudar a garantir o acesso comunitário à água de qualidade e evitar que essas crianças e famílias fiquem doentes por uma questão de contaminação da água." 

O que caracteriza diarreia 

 Três ou mais episódios de fezes amolecidas em um dia caracterizam um caso de diarreia, segundo a nutricionista especialista em saúde coletiva Daíse Reis. Ela explica que o perigo da diarreia, na verdade, é a desidratação. Daí a importância de se usar o soro caseiro.

“Para um litro de água potável própria para o consumo, você acrescenta duas colheres de sopa de açúcar e uma colher de sobremesa ou de café, de sal. Vai pegar o peso da criança e multiplicar por 30 ou 35 ml. Se estiver muito grave, 35 ml, que é o quanto ela tem que se reidratar. Digamos que a criança pesa 10 quilos, eu vou pegar 10 vezes 30 e vou dar 300 ml no dia.”

O simples ato de lavar as mãos com sabão contribui para evitar a proliferação de doenças e a contaminação dos alimentos. 

"Nós também temos atuado em algumas escolas, em alguns locais importantes como abrigos para refugiados, oferecendo a acesso à água potável, estações de lavagem de mãos nas escolas e abrigos, e em locais que são importantes para que eles tenham acesso a higienização das mãos também", complementa Lídia Pantoja. 

O que comer e o que evitar em casos de diarreia

O soro caseiro, com adição de açúcar e sal, além de hidratar mais rapidamente a criança, ainda equilibra os eletrólitos, que são as bombas de sódio e potássio do corpo, reduzindo o aspecto de fraqueza da criança. Em casos de diarreia, em qualquer idade, o indicado é retirar leite e derivados, produtos industrializados, como biscoitos, chocolates e frituras. 

Segundo a oficial de Nutrição do Unicef, a região amazônica é muito rica e diferenciada, por isso a orientação é que em episódios de diarreia a população prefira os alimentos mais comuns da região. 

“O consumo de alimentos que podem oferecer  maior aporte de energia para essas crianças e que podem ajudar na recuperação do peso, principalmente levando em consideração o que a gente tem disponível na região. Nós somos ricos em batatas, tubérculos, e fontes alimentares que são importantes no caso de uma perda de peso aguda e diarreia." 

Para os pequenos, que têm o hábito do mingau, o melhor é oferecer o mingau de arroz, feito sem leite. Basta cozinhar o arroz normalmente e bater um pouco no liquidificador para ficar mais encorpado. Já as crianças que ainda são amamentadas, devem tomar o leite materno livremente. 
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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