Foto: Oleksandr Ryzhkov/Freepik
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PLANO SAFRA: Oferta de R$ 3 bi é boa notícia em meio a possível queda de produção

A avaliação é de Charles Dayler, especialista em agronegócio. Para ele, recurso extra pode ajudar os produtores rurais a investirem em mais tecnologia e em fatores que diminuam prejuízos por perdas no campo

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A oferta de mais R$ 3 bilhões para operações de crédito no âmbito do Plano Safra 2023/2024 – anunciada pelo BNDES na última semana – é uma boa notícia para os produtores rurais em meio às expectativas de quebra das safras da soja e do milho, principais itens da pauta agrícola do país. A análise é de Charles Dayer, especialista em agronegócio. 

"A gente teve um problema de chuvas irregulares. Ano que vem, talvez a gente continue enfrentando esse problema. Se o agricultor tem recurso para planejar melhor o seu plantio, isso pode favorecer que a quebra de safra seja menos impactada, porque ele se preparou para isso investindo em mais tecnologia ou na qualidade dos grãos", avalia. 

Dayer lembra que produtores rurais de todos os portes têm acesso aos recursos do Plano Safra. Os agricultores podem usar as linhas de crédito para suprir diferentes demandas da produção, como o custeio de atividades periódicas da lavoura ou o investimento em máquinas, equipamentos e armazéns, por exemplo. 

Se bem usados, os recursos impactam positivamente a produtividade da agricultura brasileira, isto é, consegue-se colher mais sem aumentar o espaço de plantio. "A grosso modo, o Plano Safra atua em toda a cadeia, do berço ao túmulo, desde a aquisição da semente e todos os setores envolvidos na produção de agrotóxicos, fertilizantes, máquinas agrícolas, até o produto final acabado, que seria o grão em si ou o legume", explica o engenheiro agrônomo. 

O economista Luigi Mauri destaca que o agronegócio tem sido cada vez mais importante no desempenho da economia brasileira. O crescimento observado no ano passado, segundo ele, deve-se, em boa parte, aos resultados obtidos pelo setor, especialmente no primeiro trimestre, período em que o PIB brasileiro mais cresceu em 2023. 

Mauri acredita que o acréscimo de recursos para o Plano Safra é parte de uma tentativa do governo de se aproximar mais do setor depois de alguns desencontros no início de mandato do presidente Lula. 

"Existe uma preocupação do governo em ter um bom relacionamento com esse setor, haja vista que não é o forte, digamos assim, da atual gestão que está no governo. Então, planos como esse que incentivem o agro, subsidiem o agro, são estrategicamente importantes para a economia brasileira, para que o setor do agro, que é o setor em que nós somos mais naturalmente favorecidos, tenha um bom desempenho e influencie os resultados positivos na economia", afirma. 

Plano Safra

Adotado em 2003, o Plano Safra tem como principal objetivo fomentar a produção rural brasileira. A oferta de recursos que podem ser tomados pelos produtores por meio de linhas de crédito acompanha o calendário da agricultura brasileira, que começa em julho de um ano e se encerra em junho do ano seguinte. 

Para a safra 2023/2024, o governo disponibilizou cerca de R$ 364 bilhões, dos quais R$ 272 bilhões para custeio e comercialização, enquanto R$ 92 bilhões para investimentos. 

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Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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