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Pré-COP28: CNI reúne setor industrial para debater a agenda climática global

Evento acontece na próxima terça-feira (12), em Brasília, e vai adiantar os debates da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas

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Reunir os representantes do setor industrial para debater propostas e dialogar com o governo sobre os desafios e as oportunidades da agenda climática global. Essa é a proposta do "Diálogo Pré-COP28: o papel da indústria na agenda de clima". O evento é organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na próxima terça-feira (12), na sede da entidade em Brasília, das 9h às 18h30, com transmissão online pelo canal da CNI no Youtube.

A ideia é discutir o papel da indústria para o desenvolvimento sustentável, além de adiantar os debates e propostas que serão levadas pelo Brasil até Dubai, em novembro deste ano, na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas — a COP28. Na ocasião, os participantes vão poder acompanhar painéis ministrados por especialistas e representantes do setor industrial e do governo para falar sobre transição energética, financiamento sustentável e estratégias voltadas para a descarbonização da economia.

Também serão discutidos temas como aquecimento global, tecnologia e inovação. O gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, detalha a programação do evento.

“Em um primeiro momento vai ser discutido como que outras entidades internacionais estão vendo as expectativas em relação aos encaminhamentos da COP28. Vamos falar também de transição energética envolvendo algumas empresas e associações. Vamos falar também de um tema muito importante que é o financiamento; um tema horizontal que vem sendo discutido em várias edições anteriores e na próxima também vai continuar sendo discutido. Tem assuntos mais operacionais como mercado de carbono, questões relacionadas à adaptação climática.”

“Então é uma agenda bastante completa, forte, mas que o Brasil tem bastante capacidade de influenciar em prol das suas especificidades que vão colocar cada vez mais o país em termos de competitividade no cenário internacional”, detalha.

Durante o evento, está programado o lançamento de um estudo sobre energia eólica offshore para identificar o potencial do Brasil na geração desse tipo de renovável. 

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Confira a programação: 12/09/2023

08h30 - 09h  Credenciamento
09h - 10h  Abertura
10h - 10h20  Keynote Session - Os Desafios do Aquecimento Global: Cenários Climáticos e o Impacto para o Brasil
10h20 - 11h10  Sessão Especial 1 - Visão do Brasil para a COP28
11h10 - 11h30  Sessão Especial 2 - Instituto Amazônia +21
11h30 - 12h30  Painel 1 - As Expectativas do Setor Privado para a COP28
12h30 - 13h  Sessão Especial 3 - Apresentação do Sistema de Registro Nacional de Emissões (Sirene) Organizacionais
13h - 14h  Brunch de Networking
14h - 15h  Painel 2 - Transição Energética
15h - 16h  Painel 3 - A Importância do Financiamento Sustentável nas Cadeias de Valor
16h - 16h30  Sessão Especial 4 - O Pilar Social do ESG Impulsionando a Indústria
16h30 - 17h30  Painel 4 - Estratégias Empresariais Voltadas à Descarbonização
17h30 - 18h  Sessão Especial 5 - Oportunidades da Inovação Orientadas por Missões para a Indústria
18h - 18h30  Encerramento

Entre os palestrantes convidados está o professor da Universidade de Columbia e prêmio Nobel de Economia, Josehp Stiglitz, que vai falar sobre o papel estratégico do Brasil na transição global para uma economia de baixo carbono. 

Representantes das empresas Suzano, BRF e Acelen também estarão presentes para apresentar as iniciativas que vêm sendo desenvolvidas, com ênfase em ações e tecnologias de baixo carbono, para a redução das emissões de gases de efeito estufa.  

Entre as autoridades confirmadas estão a secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni; o secretário Nacional de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Rodrigo Rollemberg; e o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. 

COP 28

A COP28 será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro, e reunirá líderes governamentais, empresários, especialistas e representantes da sociedade civil de todo o mundo para avaliar os avanços alcançados pelo Acordo de Paris. 

Ao longo da conferência, os participantes vão debater sobre financiamento climático, mercado global de crédito de carbono, transferência de tecnologia, adaptação às mudanças climáticas, capacitação dos países em desenvolvimento, entre outros assuntos de interesses sociais relevantes na agenda. 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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