Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Programa Mais Acesso a Especialistas atinge 2,7 mil municípios e 15 estados

Iniciativa do SUS tem o objetivo de facilitar o acesso a consultas e exames especializados, enfrentando desafios regionais e ampliando o uso de Telessaúde

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O Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) do Sistema Único de Saúde (SUS) já recebeu a adesão de 2,7 mil municípios, 15 estados e do Distrito Federal. A iniciativa tem o objetivo de melhorar o acesso dos pacientes à Atenção Especializada, otimizando o fluxo de consultas, exames e outros procedimentos.

Entre os estados que aderiram ao programa estão Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Acre, Amazonas, Roraima, Bahia, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal. 

Laís Moraes, Secretária executiva de atenção especializada e políticas de saúde da SES-AM explica sobre os desafios que a região do Amazonas tem com a implementação do programa. 

“Um dos grandes desafios enfrentados na implementação do PMAE é a regionalização, em se tratando do alinhamento comum entre os munícipes. Como estratégias para ultrapassar as barreiras desse processo, a Secretaria de Estado de Saúde vem capitaneando um grupo de trabalho com entes-chave dessa execução, fortalecendo o vínculo e a participação ativa do COSEMS na tomada de decisão, bem como tem trabalhado a busca pelo nivelamento da apreciação das diretrizes publicizadas, tudo isso em discussões junto aos municípios via web.”

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o Programa Mais Acesso a Especialistas foi introduzido pelo Ministério da Saúde em junho de 2024. 

“A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que foi apresentada a estratégia do Programa Mais Acesso a Especialistas no SUS em junho de 2024 pelo Ministério da Saúde (MS). A SES-DF deu início à formação dos grupos de trabalho para dar início à estruturação do Plano de Ação Regional da pasta.”

Para Cinthia Barbosa, moradora de São Sebastião no Distrito Federal, que depende exclusivamente do SUS para realizar consultas e exames, há muita dificuldade em conseguir o atendimento.

"A última vez que eu fui tentar um atendimento na UBS, que atendia a minha rua, eu tive um pouco de dificuldade devido à falta de médico, de profissional para atender e inclusive até hoje não consegui essa consulta com o médico." conta.

Como funciona o PMAE?

O PMAE será financiado com R$1 bilhão em 2024 e visa transformar a forma como o SUS gerencia o acesso a consultas e exames especializados. No novo modelo, quando um paciente precisar de múltiplas consultas ou exames, ele será incluído em uma única fila para todo o conjunto de serviços, ao invés de enfrentar diversas filas separadas. O acompanhamento do caso será feito pela Unidade de Saúde da Família (USF) e os serviços serão agendados para ocorrer entre 30 e 60 dias, conforme a urgência.

Além disso, o programa ampliará o uso de Telessaúde, permitindo que os profissionais da atenção primária consultem especialistas remotamente e realizem teleconsultas, reduzindo a necessidade de deslocamentos físicos para os pacientes.

Juliana Paro Chaves, Advogada da Saúde, destaca a importância do programa e o que esperar dele.

"Bom em relação à ampliação do acesso à atenção especializada, um dos principais benefícios ou os principais benefícios é tornar, né, viabilizar melhor o acesso do paciente para as consultas, para os exames especializados, para que ele consiga ter um atendimento de qualidade, um atendimento especializado que ele necessita de uma forma mais rápida e com menos burocracia, para que ele tenha atendimento de saúde integral, de acordo com a sua patologia, de acordo com o que é necessário".

As adesões ao programa continuam abertas e podem ser feitas pelo site do InvestSUS.

 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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