Placa no município de Serrana. Foto: Divulgação/Instituto Butantan
Placa no município de Serrana. Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Serrana (SP) será o primeiro município a aplicar 3ª dose da vacina em idosos acima de 60 anos

O Projeto S, estudo pioneiro do Instituto Butantan em Serrana, fez da cidade um “laboratório epidemiológico” de vacinação em massa. Nova etapa da ação será feita após ter sido observada uma queda na proteção do público idoso

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Após vacinar quase toda a população adulta em apenas três meses, o município de Serrana, em São Paulo, será o primeiro do Brasil a aplicar a 3ª dose da vacina contra a Covid-19 em todos os residentes idosos acima de 60 anos. A partir da próxima segunda-feira (6), o público alvo receberá o reforço do imunizante Coronavac. A ação se dá por meio do Projeto S, estudo de análise de efetividade vacinal, criado pelo Instituto Butantan.

Mesmo após terem completado o esquema vacinal das duas doses – ou dose única no caso da Janssen – cientistas notaram uma queda na imunidade adquirida pelos idosos. Isso ocorre devido à imunossenescência, ou seja, o envelhecimento natural do sistema de defesa. Por conta disso, o reforço passou a ser discutido e recomendado por especialistas, principalmente após o aumento de casos de Covid-19 por conta da variante indiana Delta.

“Quanto maior a circulação viral, maior a probabilidade de o vírus sofrer mutação. Se essa mutação for benéfica para o vírus e não para nós, ele se perpetua e é assim que nasce uma nova variante”, explica a infectologista Ana Helena Germoglio. “Com pouca circulação viral, nós podemos avaliar a penetração da variante Delta nos locais com alta incidência de pessoas vacinadas”, completa.

Berenice Alves da Rocha é assistente social e moradora de Serrana. Com 63 anos recém completados, ela se sente grata por participar do Projeto S e comemora a chance de tomar o reforço da vacina.

“Ela [a vacina] tem o objetivo de garantir maiores e melhores resultados quanto à doença. Eu tenho mais de 60 anos e estou muito feliz por poder tomar a terceira dose, com certeza vai me trazer mais tranquilidade e confiança para nossa faixa etária”, diz.

Vacinação através do Projeto S em Serrana, na presença do governador de São Paulo, João Dória. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Por que Serrana?

A escolha de um município para o estudo era baseada em três critérios: precisaria ser pequeno; possuir taxa de infecção elevada para que o efeito de vacinação fosse avaliado mais rapidamente; e estar próximo ou conter um centro de pesquisa. Serrana foi escolhida por reunir os três fatores e ter números elevados de Covid-19 comparados a todos os municípios do entorno.

A imunização através do projeto teve início em fevereiro deste ano em Serrana. Em abril, a população serranense completou o esquema vacinal, alcançando uma cobertura de 97,9% em relação à primeira dose. Segundo pesquisadores do Projeto S, durante coletiva de imprensa em maio, a imunização do município com a Coronavac fez os casos sintomáticos de Covid-19 despencarem 80%, as internações 86%, e as mortes 95%. Ali começava a se consolidar um estudo pioneiro no Brasil e no mundo.

Infectologista do Hospital Brasília, a dra. Ana Helena Germoglio destaca qual a importância de um estudo como o Projeto S para o enfrentamento da pandemia: “Esse estudo de Serrana é interessantíssimo porque ele conseguiu vacinar uma população inteira praticamente em um curto espaço de tempo. E com isso, a gente tenta chegar mais próximo de uma imunidade coletiva em pouco espaço de tempo e realmente saber se a gente vai ou não conseguir extrapolar isso na proporção do País, talvez até para o mundo inteiro. E se realmente essa imunidade coletiva é alcançável.”

Terceira dose

Segundo o Instituto Butantan, a previsão é que cerca de 5 mil idosos recebam a dose de reforço através desta nova etapa do estudo. A ação tem sido realizada nas seguintes escolas localizadas em Serrana:

  • EE Jardim das Rosas
  • EE Professora Neusa Maria do Bem
  • EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França
  • EMEF Professor Edésio Monteiro de Oliveira
  • EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello
  • EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis
  • EMEF Professora Dalzira Barros Martins
  • EMEF Jardim Dom Pedro I

Apesar da alta adesão pelos mais velhos, a imunização do público jovem também é crucial para o número de casos de idosos infectados. É o que aponta a dra. Ana Helena Germoglio:

“Todos os elegíveis à vacinação precisam estar vacinados para que todos se tornem seguros. E aí vai independer se tive duas, três ou quatro doses, enquanto tiver um que ainda não esteja protegido, todos estaremos desprotegidos.”

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Brasil

Outros municípios brasileiros também estão dando início à aplicação do reforço vacinal. Os estados de Mato Grosso do Sul e Maranhão já estão realizando o procedimento em idosos em instituições de longa permanência e acima de 70 anos. No Rio de Janeiro, o reforço começou no último dia 1° de setembro, mas para pessoas a partir de 90 anos moradores de asilos.

Já no estado de São Paulo, por uma decisão fundamentada no comitê científico do estado, a vacinação de reforço ocorre para os idosos acima de 60 anos, diferentemente da faixa dos 70 anos definida pelo Ministério da Saúde. Por último, o governo de Goiás também confirmou que fará a aplicação da terceira dose, mas ainda não forneceu maiores detalhes.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também chegou a confirmar a aplicação do reforço pelo País para meados de setembro.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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