Foto: Divulgação/MIDR
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Waldez Góes participa de evento de criação de fundo das Nações Unidas e Consórcio da Amazônia para acelerar desenvolvimento da região

Fundo Fiduciário Multipartes das Nações Unidas (MPTF) busca capacitar população que vive na região e apoiar cidades sustentáveis e assentamentos humanos, além de fortalecer a gestão de questões socioambientais e de riscos

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O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, participou, nesta terça-feira (2), em Santarém (PA), do lançamento do Fundo Fiduciário Multipartes das Nações Unidas (MPTF), uma parceria entre o Sistema ONU no Brasil e o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal.

As tratativas para a criação do fundo foram realizadas pelo ministro Waldez Góes durante sua gestão na presidência do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal. Góes exerceu o cargo de março de 2019 a dezembro de 2020 e de março a dezembro de 2022.

Entre os objetivos do fundo estão fortalecer mecanismos de governança para promover o desenvolvimento territorial sustentável e a eficácia das leis nacionais, reduzindo as atividades ilícitas; e promover o desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo, em harmonia com os ecossistemas naturais, para a transição para um novo modelo de desenvolvimento regional.

O MPTF também busca capacitar a população que vive na região (floresta, áreas rurais e centros urbanos) e apoiar cidades sustentáveis e assentamentos humanos, além de fortalecer a gestão de questões socioambientais (como resíduos sólidos urbanos, emissões de gases de efeito estufa, liberação de poluentes no ar, água e solo) e gestão de riscos, mitigando causas, aumentando a resiliência e adaptando-se aos efeitos adversos.

“Hoje é um dia histórico. Após três anos de muito trabalho, este fundo será de grande importância para a Região Amazônica, pois irá contribuir para a consolidação de políticas sociais, econômicas e ambientais. Isso ganha mais força ainda, porque combater a pobreza e buscar o desenvolvimento regional é um compromisso pessoal do presidente Lula”, destacou Waldez Góes.

O ministro ressaltou que, desde o início da atual gestão, o Governo Federal vem restabelecendo  a confiança dos outros países e reposicionando o Brasil nas relações internacionais.

"Isso, aliado à credibilidade dos líderes dos estados da Amazônia, possibilitou essas conquistas, que trarão muitos benefícios para a nossa região. A Amazônia tem proposta, os governadores, prefeitos e parlamentares da região têm iniciativas, têm sinergia com o Governo Federal. “E, agora, está nascendo o fruto dessa confiança. Então, estou aqui pra reafirmar o compromisso do presidente Lula com o desenvolvimento regional e a diminuição das desigualdade sociais”, afirmou o ministro Waldez Góes.

O governador do Pará e presidente do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, Hélder Barbalho, destacou a importância da parceria das Nações Unidas na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável que possa conciliar a responsabilidade com a conservação ambiental e a geração de emprego e renda para a população da região.

“Ao mesmo tempo em que Amazônia brasileira detém a maior floresta tropical do planeta, também conta com cerca de 29 milhões de pessoas que desejam, cada vez mais, construir suas vidas, dar uma vida melhor a suas famílias, conciliando o meio ambiente com os desafios sociais ainda enfrentados em nossa região”, afirmou Barbalho. "É uma região com forte presença de indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais que requerem a sua ancestralidade valorizada, que tiram da floresta seu ativo econômico e que asseguram que a nossa região tenha um papel relevante para a segurança alimentar do planeta”, completou.

Helder Barbalho ressaltou que, por meio do Consórcio, os estados da Amazônia têm buscado trabalhar em sinergia e de maneira convergente. “Com respeito às matizes políticas, às diversidades ideológicas retratadas na política brasileira, temos construído uma unidade em torno do que é essencial. Os governadores da Amazônia estão absolutamente comprometidos com a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável. Enxergamos na parceria com Nações Unidas um importante instrumento, uma importante ferramenta para que possamos construir de maneira sustentável aquilo que queremos para a nossa região”, acrescentou.

A vice-secretária geral da ONU, Amina Mohammed, destacou que um dos trabalhos das Nações Unidas na área de desenvolvimento sustentável é garantir que ninguém fique para trás. “Essa região é um hub de diversidade social, cultural e ecológica. E todos os dias, todas as horas, a Amazônia serve como pulmão do mundo, então todos podemos respirar neste planeta Terra. E, por causa disso, é preciso que haja solidariedade, que todos contribuam com o desenvolvimento da região. Essa parceria com as Nações Unidas representa um modelo que devemos oferecer a outros países e regiões. Vamos olhar para múltiplo setores. Não é só a agricultura, é a saúde, a educação, a economia digital, tudo que as pessoas aqui merecem e necessitam para alcançar seus sonhos e aspirações”, afirmou. “Esperamos que essa parceria possa impactar a vida das pessoas da Amazônia”, completou.

Também estiveram presentes ao encontro os governadores do Amazonas, Wilson Lima, do Amapá, Clécio Luis, e de Roraima, Antonio Denarium, entre outras autoridades.

A criação do MPTF é resultado de um Memorando de Entendimento assinado entre o Sistema ONU e o Consórcio Interestadual Amazônia Legal, composto pelos governos do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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