Foto: Divulgação/ApexBrasil
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ApexBrasil fortalece relações comerciais com países africanos e firma parceria com agência do Quênia

Durante seminário promovido pelo Itamaraty, ApexBrasil reforçou parcerias comerciais e novas oportunidades de cooperação com países africanos

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Brasil e países africanos discutiram ampliação de parcerias comerciais, investimentos e cooperação institucional durante o Seminário Brasil-África 2026: Parcerias em Movimento — Novas Frentes de Ação. O encontro foi realizado na segunda-feira (25) no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e reuniu autoridades brasileiras e africanas, representantes diplomáticos, organismos internacionais e instituições públicas e privadas.

Promovido no Dia da África, o seminário contou com debates sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), cooperação técnica e relações econômicas entre o Brasil e o continente africano.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participou da programação ao lado do Itamaraty e de outros órgãos federais, com foco na expansão do comércio e no fortalecimento da presença de empresas brasileiras na África.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que a aproximação com os países africanos precisa ser construída com diálogo direto e presença contínua no continente. Segundo ele, a cooperação entre Brasil e África deve considerar temas globais, como segurança alimentar, transição energética, mudanças climáticas e inteligência artificial.

“A relação do Brasil com a África é estratégica e geopolítica. Queremos construir esse caminho com presença, ouvindo cada país e entendendo as diferentes realidades do continente. Comércio e cooperação precisam caminhar juntos, não apenas para gerar dividendos, mas para impulsionar desenvolvimento”, disse.

Laudemir também destacou que a Agência já firmou 15 acordos com países africanos e negocia novas parcerias. Desde 2023, a agência participou de 13 missões ao continente, com a presença de 580 empresas brasileiras. Segundo ele, 21 dos 57 setores acompanhados pela ApexBrasil apontam a África como destino prioritário.

“A gente quer falar do futuro, um dos grandes desafios globais que a gente tem, e a África é muito central para isso. Isso já tem gerado resultados, tanto na balança comercial, mas principalmente na nossa relação. Veja que de um bilhão e meio a mais de pessoas que a gente vai ter nos próximos anos, um bilhão vem da África e um povo jovem. E além disso, a África tem 60% das terras agricultáveis do mundo. Então, imagina o impacto que isso tem na segurança alimentar”, complementa Muller.

Memorando de entendimento

Durante o seminário, a ApexBrasil assinou um memorando de entendimento com a Agência de Promoção de Exportações e Marcas do Quênia (KEPROBA), entidade equivalente à brasileira no país africano. O acordo prevê cooperação em promoção comercial, facilitação de comércio, inteligência de mercado, realização de missões empresariais, inovação, economia digital e capacitação exportadora.

A parceria também prevê ações voltadas para pequenas e médias empresas e negócios liderados por mulheres. A CEO da KEPROBA, Floice Mukabana, afirmou que o memorando representa uma nova etapa nas relações entre os dois países.

“Este memorando representa mais do que um acordo formal. Ele simboliza o compromisso compartilhado de aprofundar as relações comerciais, ampliar oportunidades de mercado e fortalecer a colaboração institucional entre nossas duas agências”, pontuou.

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O embaixador do Quênia no Brasil, Andrew Karanja, participou do encontro. Pela manhã, representantes da KEPROBA e da embaixada queniana se reuniram com integrantes da ApexBrasil para discutir possíveis ações de cooperação entre os dois países.

Durante a reunião, foram destacadas semelhanças entre as economias brasileira e queniana, sobretudo no agronegócio, além de possibilidades de parceria para agregação de valor à produção. A delegação do Quênia também demonstrou interesse em iniciativas da ApexBrasil voltadas à internacionalização de empresas, como o programa Exporta Mais Brasil.

Segundo Floice Mukabana, experiências brasileiras na área de promoção comercial podem servir de referência para projetos semelhantes no Quênia. O encontro também reforçou o interesse dos dois países em ampliar a cooperação Sul-Sul e fortalecer as relações comerciais.

Relações econômicas entre Brasil e África

As relações econômicas entre Brasil e África têm apresentado crescimento nos últimos anos. Conforme dados do estudo Perfil de Comércio e Investimentos da África, divulgado recentemente pela ApexBrasil, o continente já é o quarto principal destino das exportações brasileiras.

Em 2024, as exportações do Brasil para países africanos somaram US$ 15 bilhões – um salto de 20% em comparação com o ano anterior. O levantamento identificou mais de 6 mil oportunidades comerciais para produtos brasileiros, com destaque para setores como agronegócio, alimentos processados, máquinas e equipamentos, saúde, energia, infraestrutura e tecnologia.

O estudo também aponta o avanço da integração econômica africana por meio da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA). A iniciativa tem ampliado o interesse internacional pelo continente e criado novas oportunidades para comércio e investimentos em meio à reorganização das cadeias globais de produção.
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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